Despressurização em voo: o que acontece com o corpo a 10 mil metros
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Um voo da companhia aérea TAP que ia de Lisboa para Curitiba precisou declarar emergência e retornar a Portugal no último sábado (1º) após um problema de despressurização. O incidente, que ocorreu a cerca de 9.100 metros de altitude e terminou com o pouso seguro da aeronave, acende um alerta sobre o que acontece com o corpo humano quando a pressão da cabine de um avião falha em altitude de cruzeiro.
O que é despressurização em um avião?
A despressurização é a perda da pressão artificial do ar dentro da cabine de uma aeronave. Em altitude de cruzeiro, o ar externo é extremamente rarefeito e frio. Por isso, os aviões bombeiam ar comprimido para dentro, simulando uma altitude mais baixa e segura, em torno de 2.400 metros (o equivalente a 8.000 pés), para que todos possam respirar normalmente.
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Quando essa pressão interna é perdida de forma rápida (explosiva) ou lenta, o ambiente da cabine se iguala ao externo. A 10 mil metros, a quantidade de oxigênio disponível para o corpo cai drasticamente, criando uma condição de risco imediato conhecida como hipóxia.
Quais são os efeitos no corpo humano?
A principal consequência da despressurização é a hipóxia, a falta de oxigênio nos tecidos do corpo. Sem oxigênio suficiente para o cérebro, uma pessoa perde a capacidade de pensar claramente em poucos segundos. Os sintomas evoluem rapidamente e incluem:
Euforia inicial e tontura.
Dificuldade de concentração e raciocínio.
Visão em túnel e formigamento nas extremidades.
Perda de consciência.
Essa janela de lucidez é chamada de "tempo de consciência útil". A 10 mil metros de altitude, esse tempo pode ser de apenas 30 a 60 segundos. Outro risco, embora menos comum em despressurizações lentas, é o barotrauma, que são lesões causadas pela expansão de gases presos em cavidades do corpo, como ouvidos e seios da face.
Por que as máscaras de oxigênio são cruciais?
As máscaras que caem do teto do avião são a ferramenta essencial para a sobrevivência. Elas fornecem um fluxo contínuo de oxigênio suplementar, garantindo que o cérebro e os órgãos vitais continuem funcionando. Colocar a máscara imediatamente estende o tempo de consciência útil, permitindo que a pessoa permaneça alerta enquanto os pilotos executam os procedimentos de emergência.
Como os pilotos reagem à emergência?
Ao detectar uma despressurização, a tripulação segue um protocolo rigoroso. A ação mais imediata dos pilotos é iniciar uma descida de emergência para uma altitude segura, geralmente abaixo de 3.050 metros (10 mil pés) — o limite regulamentado para voar sem pressurização —, onde o ar é denso o suficiente para ser respirado sem a necessidade de oxigênio suplementar. Essa manobra é rápida e pode ser assustadora, mas é fundamental para garantir a segurança de todos a bordo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.