Melhorar o aspecto dos glúteos, contorno e volume. A vontade de ter o bumbum mais firme, maior ou mais levantado deixou de ser sinônimo de cirurgia e virou rotina em consultórios de todo o país. Trata-se da harmonização, ou remodelação glútea, procedimento que utiliza bioestimuladores de colágeno e ácido hialurônico para tratar a região de forma não cirúrgica.
O crescimento é expressivo: o uso de bioestimuladores de colágeno cresceu mais de 20% em 2024 no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (SICPE). A remodelação glútea é uma das categorias que se beneficiam dessa alta, com procura crescente nos últimos anos.
Mas não para por aí. O processo de harmonização dos glúteos também está em alta entre famosos. Recentemente, as influenciadoras Bruna Biancardi e Virginia Fonseca, além da escritora Cíntia Chagas, comentaram publicamente sobre o assunto.
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Por trás dessa procura crescente, está uma busca por naturalidade e resultados que valorizam o corpo sem parecer artificiais. É o que afirma Bruna Lenz, dermatologista especialista em harmonização glútea.
“Ainda existe uma associação automática entre aumentar o volume dos glúteos e procedimentos como silicone ou PMMA, porque essas foram durante muito tempo as únicas opções disponíveis no mercado. Hoje, com os bioestimuladores de colágeno e o ácido hialurônico, conseguimos tratar volume, firmeza e até a aparência da celulite de forma gradual e reversível, sem os riscos associados a implantes ou substâncias permanentes. Essa é a grande diferença que os pacientes têm buscado”, explica a dermatologista.
Diferente de outras técnicas e próteses, os bioestimuladores de colágeno não inserem um material permanente no corpo. Eles estimulam o próprio organismo a produzir colágeno novo, o que resulta em firmeza e uma melhora do contorno.
A técnica é combinada ao ácido hialurônico, que atua no volume e projeção dos glúteos. “São produtos seguros para injetarmos no corpo. Além disso, eles são absorvidos com o tempo, então não é um procedimento permanente, como o PMMA”, detalha Bruna Lenz.
Mas antes de decidir pelo procedimento, é comum que dúvidas específicas surjam, principalmente sobre prazo, durabilidade e o que esperar de fato do resultado. A seguir, Bruna Lenz esclarece os pontos que mais aparecem no consultório. Confira:
O procedimento dura em média dois anos
Verdade, mas com ressalva. A duração pode variar entre 18 e 24 meses, dependendo do bioestimulador utilizado e do metabolismo de cada paciente. Depois desse período, uma nova sessão é o que renova o resultado.
Pode ser necessária mais de uma sessão
Verdade. O efeito é cumulativo, então normalmente são indicadas de duas a quatro sessões, espaçadas em algumas semanas. O número exato varia de pessoa para pessoa.
O resultado só aparece com o tempo
Mito. O ácido hialurônico já entrega volume e projeção imediatos logo após a aplicação. Já o efeito de firmeza e melhora da celulite proporcionado pelos bioestimuladores de colágeno é progressivo e evolui com as semanas.
Substitui prótese ou lipoenxertia
Mito. A técnica é indicada para firmeza, contorno e correção de pequenas irregularidades, não para quem busca um volume muito expressivo.
Qualquer pessoa pode fazer
Mito. Gestantes, lactantes e pacientes com determinadas condições autoimunes não devem fazer o procedimento sem uma avaliação médica minuciosa. A avaliação prévia é o que define se a paciente pode realizar.
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Para Bruna Lenz, esclarecer essas dúvidas é o que evita frustração com o resultado. “Harmonização ou remodelação dos glúteos não têm fórmula pronta. O ácido hialurônico já dá aquele volume na hora, mas a firmeza e a melhora da celulite vêm depois, com o próprio corpo produzindo colágeno novo. Cada paciente responde de um jeito, então o alinhamento de expectativas e a técnica escolhida para o seu caso é o que garante o resultado satisfatório.”
