O recente caso da suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, cujo histórico inclui uma dívida de R$ 40 mil com jogos de azar quitada pela família há cerca de um ano, acendeu um alerta sobre os perigos do vício em apostas. A investigação do crime, que levou a suspeita a ser considerada foragida, mostra que a compulsão pode levar a consequências graves. No entanto, existem locais na capital mineira que oferecem ajuda gratuita para quem precisa superar o problema.

A expansão das plataformas de apostas online facilitou o acesso aos jogos, mas também aumentou os riscos de desenvolvimento da dependência. O vício em jogos, ou jogo patológico, é um transtorno mental que afeta o controle dos impulsos e pode destruir finanças, relacionamentos e a saúde do indivíduo.

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Como identificar o vício em apostas?

Reconhecer a compulsão é o primeiro passo para buscar ajuda. O transtorno apresenta sinais claros que servem de alerta para amigos e familiares. Ficar atento a esses comportamentos é fundamental para intervir a tempo. Os principais indicativos incluem:

  • Preocupação constante com jogos: pensar em apostas passadas, planejar futuras e em como conseguir dinheiro para jogar.

  • Necessidade de apostar quantias crescentes para atingir a mesma sensação de euforia.

  • Incapacidade de controlar, diminuir ou parar de jogar, mesmo após várias tentativas.

  • Mentir para pessoas próximas para esconder o real envolvimento com as apostas.

  • Colocar em risco relacionamentos, emprego ou oportunidades de estudo por causa do jogo.

  • Recorrer a outras pessoas para conseguir dinheiro e aliviar uma situação financeira desesperadora causada pelas perdas.

Onde encontrar apoio gratuito

Para quem enfrenta essa luta ou conhece alguém que precisa de suporte, Belo Horizonte dispõe de redes de apoio especializadas e gratuitas. Em momentos de crise aguda, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional pelo telefone 188, de forma gratuita e sigilosa. Para tratamento contínuo, confira as principais opções:

  • Jogadores Anônimos (JA): Uma das principais referências, o grupo segue o modelo dos Alcoólicos Anônimos, com base em 12 passos para a recuperação. Os participantes compartilham suas experiências em reuniões confidenciais, criando um ambiente de mútua ajuda. As reuniões acontecem em diferentes locais da capital, e os endereços atualizados podem ser consultados no site oficial da irmandade.

  • Centros de Atenção Psicopsocial (CAPS): Ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS), os CAPS oferecem tratamento especializado para transtornos mentais, incluindo a dependência em jogos. O serviço conta com equipes multiprofissionais. Para ter acesso, o ideal é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para receber o encaminhamento, embora o acolhimento inicial possa ser feito diretamente no CAPS. Leve um documento de identificação e, se possível, o cartão do SUS.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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