Frio aumenta a fome? Entenda o que acontece com o organismo no inverno
Especialista do Senac EAD explica como a educação alimentar contribui para hábitos mais conscientes durante o inverno
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Com a chegada do inverno, é comum que pratos quentes, massas, doces e outras preparações mais calóricas ganhem espaço na rotina. As temperaturas mais baixas alteram o comportamento e o funcionamento do organismo, aumentando a sensação de fome e a busca por alimentos que proporcionam conforto.
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Nesse cenário, compreender esses processos é fundamental para evitar excessos e preservar a saúde. Segundo Tyelle Panatta Wiggers, professora do Senac EAD Santa Catarina, o aumento do consumo de alimentos no inverno é resultado da combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.
"O organismo tende a estimular o apetite nessa época do ano, mas isso não significa que precisamos consumir grandes quantidades de alimentos calóricos. O mais importante é buscar equilíbrio e fazer escolhas conscientes, respeitando os sinais de fome e saciedade", explica.
Entre as estratégias recomendadas pela especialista estão substituir saladas frias por preparações quentes, como legumes assados, sopas e caldos; incluir proteínas e alimentos ricos em fibras nas refeições para aumentar a saciedade; manter uma boa hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede; e valorizar alimentos da estação, que costumam apresentar melhor qualidade nutricional e menor custo.
Outro ponto importante é compreender a diferença entre a fome fisiológica e a vontade de comer motivada pelo frio ou por fatores emocionais. Enquanto a fome fisiológica surge de forma gradual e pode ser satisfeita por diferentes alimentos, a fome emocional costuma aparecer de maneira repentina e direcionada a alimentos específicos, geralmente ricos em açúcar e gordura.
A especialista reforça ainda que pratos tradicionais do inverno não precisam ser excluídos da alimentação. "Uma alimentação saudável não é baseada em restrições, mas em equilíbrio. É perfeitamente possível consumir receitas típicas da estação quando elas fazem parte de uma refeição variada, com boas fontes de proteínas, legumes, verduras e porções adequadas", destaca.
Outro cuidado essencial durante os meses mais frios é manter hábitos que favoreçam o funcionamento do sistema imunológico. Embora frutas, verduras, proteínas, oleaginosas e alimentos ricos em vitaminas e minerais sejam importantes para a saúde, Tyelle ressalta que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de fortalecer a imunidade.
"O que realmente faz diferença é a construção de um padrão alimentar saudável, aliado à hidratação, ao sono de qualidade, à prática de atividade física e ao controle do estresse", afirma. Nesse cenário, compreender a relação entre alimentação, comportamento e saúde é o primeiro passo para promover mudanças duradouras nos hábitos alimentares.
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Mais do que conhecer os nutrientes e os alimentos, o profissional precisa desenvolver competências para orientar diferentes públicos, respeitando aspectos culturais, emocionais e sociais que influenciam as escolhas alimentares.