SEM TRANSTRORNOS

Vai viajar? Veja 6 dicas de como transportar medicamentos sem dor de cabeça

Especialista orienta sobre documentação, transporte e cuidados para evitar transtornos durante viagens nacionais e internacionais

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As férias de inverno estão chegando e muitas famílias já começam a planejar alguns dias de descanso. Entre a compra de passagens, a reserva da hospedagem e a definição do roteiro, um aspecto importante para quem faz uso contínuo de medicamentos costuma passar despercebido: como levar esses produtos de forma segura durante o deslocamento. 

A atenção é ainda mais necessária para pessoas que convivem com condições crônicas, como hipertensão, diabetes e asma. Nesses casos, manter o tratamento em dia é tão importante quanto organizar a bagagem ou separar os documentos da viagem. Um descuido simples, seja com a quantidade levada ou com a documentação exigida, pode gerar transtornos e comprometer o bem-estar durante o período de lazer. 

A relevância do tema acompanha uma realidade cada vez mais presente no país. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mais de 6 bilhões de embalagens de medicamentos foram comercializadas no Brasil em 2024, demonstrando o quanto esses produtos fazem parte da rotina dos brasileiros. 

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Por isso, especialistas recomendam que o planejamento inclua também algumas medidas relacionadas à saúde. Verificar receitas, observar as condições de armazenamento e conhecer as regras do destino são atitudes que ajudam a evitar imprevistos e garantem mais tranquilidade ao longo da viagem.

 

"Assim como as pessoas costumam conferir documentos, reservas e outros detalhes antes de embarcar, vale dedicar alguns minutos para organizar tudo o que envolve o tratamento. Essa preparação reduz o risco de contratempos e contribui para que o paciente mantenha sua rotina de cuidados mesmo fora de casa", explica a farmacêutica Dafne Cristina Lopes Estevão. 

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A seguir, confira seis dicas para viajar com medicamentos controlados: 

 
Leve a receita médica atualizada

A prescrição médica é o principal documento para comprovar a necessidade do medicamento. O ideal é que ela esteja legível e dentro do período de validade. Leve uma versão digital, mas também uma cópia física. 

 

Mantenha os medicamentos na embalagem original

Transportar os medicamentos em suas embalagens originais facilita sua identificação e pode evitar questionamentos durante inspeções de segurança. Para facilitar o uso durante a viagem, é possível utilizar uma caixa organizadora ou um porta-comprimidos, mas mantenha as embalagens originais guardadas. Caso o medicamento não seja totalmente utilizado, não descarte a embalagem, pois ela também poderá ser necessária durante o retorno, quando o passageiro estará sujeito a novas fiscalizações. 

 

Priorize a bagagem de mão

A recomendação é que os medicamentos de uso contínuo permaneçam com o passageiro durante todo o trajeto. Dessa forma, é possível garantir acesso ao tratamento durante a viagem e evitar transtornos em caso de extravio ou atraso da bagagem despachada. Também é permitido transportar medicamentos para uso pessoal, desde que em quantidade compatível com as necessidades da viagem. Em caso de dúvidas, vale consultar previamente as regras da companhia aérea e do destino. 

 
Verifique as regras do país de destino

Alguns medicamentos comercializados normalmente no Brasil podem possuir restrições de entrada ou exigir documentação específica em outros países, especialmente medicamentos controlados. Por isso, é fundamental consultar previamente as exigências sanitárias e migratórias do destino. 

 
Organize a quantidade necessária para todo o período

Antes de viajar, o paciente deve calcular a quantidade de medicamento necessária para cobrir toda a estadia e considerar uma margem de segurança para eventuais atrasos, mudanças de roteiro ou imprevistos. Levar apenas a quantidade exata pode gerar transtornos caso a viagem precise ser prolongada ou haja dificuldades para encontrar o medicamento no destino. 

 
Considere levar um relatório médico

Em viagens internacionais, um documento complementar explicando a condição clínica e o tratamento pode facilitar a comunicação com autoridades locais, especialmente quando houver barreiras de idioma. 


Planejamento evita transtornos 

De acordo com Dafne Cristina Lopes Estevão, farmacêutica do Grupo Farmais, a maior parte dos problemas relacionados ao transporte de medicamentos ocorre por falta de informação ou organização prévia. 

"O planejamento continua sendo a melhor estratégia. Quando o paciente verifica as exigências do destino com antecedência e mantém a documentação adequada, a viagem tende a acontecer de forma muito mais tranquila e segura", afirma. 

Dafne também reforça que dúvidas sobre armazenamento, transporte e documentação podem ser esclarecidas com farmacêuticos antes da viagem. 

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