OMS descarta risco de nova pandemia após casos de hantavírus em navio
Porta-voz da Organização Mundial da Saúde afirma que possibilidade de surto é baixa, enquanto especialistas explicam formas de transmissão da doença causada por contato com roedores
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O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jaarevi, reforçou que a possibilidade de um surto de hantavírus, registrado em pelo menos seis pessoas que estavam a bordo de um navio que saiu da Argentina em direção a Cabo Verde, é absolutamente baixa e não se trata de uma nova COVID.
O navio, que partiu no início de abril da Argentina, desembarcou 94 passageiros de 19 nacionalidades neste domingo em Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha, onde todos começaram a ser transferidos para seus países de origem.
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Após a liberação dos passageiros, outros 52 ocupantes do navio deverão ser liberados nesta segunda-feira. Ao todo, três passageiros morreram e seis casos foram confirmados, segundo a OMS.
O infectologista e diretor clínico do grupo Fleury, Celso Granato, explicou para a Super Rádio Tupi do que se trata o hantavírus. "É uma doença bastante grave, potencialmente, que é transmitida por nós através do contato, mais frequentemente, com urina ou excretas de ratos. Os hospedeiros naturais desses vírus são ratos e roedores silvestres", destacou o médico, explicando que os roedores eliminam o vírus através da urina, fezes e saliva.
Celso ainda contou que, mesmo quando esses fluidos e dejetos secam, o vírus permanece presente, e caso uma pessoa por acaso inale os seus resquícios, ela pode se contaminar.
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"O risco é a pessoa se expor a áreas em que haja muitos ratos, ou ficar próxima a alguém que já estava previamente contaminada com o vírus, o que pode gerar a contaminação", disse o médico sobre como funciona a contaminação.
A maioria dos países anunciou que irá colocar os passageiros em regime de quarentena, por pelo menos 42 dias, tempo recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
O Ministério da Saúde informou que o surto de hantavírus em um navio com histórico de circulação na América do Sul não representa risco para o Brasil. Ainda segundo a pasta, os casos confirmados e suspeitos no país não apresentam transmissão entre pessoas.
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais confirmou neste domingo a primeira morte por hantavírus no país, mas que apesar de ter sido divulgada ontem, a morte ocorreu em fevereiro.
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Ainda de acordo com o órgão, trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença pelo país e nem mesmo com um surto em andamento em um cruzeiro que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.