Projetos que unem expressão artística, socialização e cuidado com o corpo têm ganhado espaço como aliados importantes para um envelhecimento mais ativo e saudável. Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, iniciativas gratuitas como o Ocupa+ e a plataforma Que se Dance vêm mostrando, na prática, como a arte pode contribuir para a autoestima e o bem-estar de pessoas acima de 50 anos.

As duas iniciativas dialogam diretamente com o conceito de envelhecimento ativo, ao promover espaços de encontro, aprendizado e expressão. Mais do que atividades pontuais, constroem redes de apoio e pertencimento, contribuindo para a saúde emocional, a autonomia e a valorização das trajetórias individuais. Em um cenário de envelhecimento da população, evidenciam o papel da cultura como ferramenta de cuidado e transformação, mostrando que investir em arte e convivência é também investir em qualidade de vida.

Oficina de artes

Voltado à valorização da maturidade por meio da cultura, o projeto Ocupa+ chega à sua quarta edição consolidado como uma proposta que articula formação artística, convivência e geração de renda. Com atuação em cidades como Vespasiano, Pedro Leopoldo, Lagoa Santa, Ribeirão das Neves e Belo Horizonte, a iniciativa promove oficinas gratuitas que estimulam a criatividade e ampliam as possibilidades de atuação do público 50+ na economia criativa.

As oficinas abordam técnicas manuais, como bordado e artesanato, e conteúdos voltados ao empreendedorismo criativo

Karlitita Rezende/Divulgação

Ao longo de sua trajetória até 2025, o projeto atendeu 373 pessoas em oficinas e reuniu 2.306 participantes em festivais realizados em praças públicas, que apresentam ao público os resultados desenvolvidos ao longo das atividades.

Sob o conceito “A Arte de Ocupar e Transformar”, o Ocupa+ propõe experiências que vão além da prática artística, fortalecendo vínculos sociais e incentivando o protagonismo de pessoas maduras. As oficinas abordam desde técnicas manuais, como bordado e artesanato, até conteúdos voltados ao empreendedorismo criativo, oferecendo ferramentas para que os participantes possam transformar habilidades em fonte de renda e expressão pessoal.

Oficina de dança

No mesmo sentido, a plataforma Que se Dance desenvolve uma programação que amplia o acesso à dança como linguagem artística e ferramenta de saúde. Entre as ações, destaca-se a oficina de longa duração “Danças e Corpos Maduros”, ministrada por Joana Wanner, que acontece nos dias 14 e 15 de maio, das 9h30 às 12h30, no Centro Cultural Bairro das Indústrias, na região do Barreiro.

A proposta da oficina é apresentar a dança como uma prática acessível e integrada ao cuidado com o corpo e a mente, especialmente voltada ao público a partir de 50 anos. Combinando teoria e prática, a atividade trabalha consciência corporal, contribuindo para a melhora da postura e o cuidado com as articulações, além de exercícios que estimulam equilíbrio, ritmo e presença. A musicalidade também é explorada como elemento de conexão e prazer, incentivando os participantes a redescobrirem o movimento de forma leve e acolhedora.

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A metodologia valoriza a diversidade dos corpos e respeita o tempo de cada participante, criando um ambiente de acolhimento e liberdade para experimentação. A proposta parte do princípio de que a dança é para todos, independentemente da experiência prévia, reforçando a ideia de que o movimento pode ser um caminho potente para manter o corpo ativo e a mente estimulada ao longo da vida.

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