XÔ, SEDENTARISMO

Caminhada: a partir de quantos passos começam os benefícios?

Estudo mostra quantos passos são necessários para ter ganhos para coração, humor e longevidade; especialista dá dicas para andar mais no dia a dia

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Em um mundo cada vez mais parado — entre telas, reuniões e horas sentados — a pergunta é inevitável: caminhar realmente conta como atividade física ou é pouco para fazer diferença na saúde?

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A ciência responde que faz, e muito. Um estudo publicado na revista The Lancet mostra que aumentar o número de passos diários está associado a menor risco de morte e de diversas doenças crônicas, como as cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e até sintomas depressivos.

“A caminhada é uma das formas mais democráticas de atividade física. Não exige equipamento, pode ser feita perto de casa e se adapta a diferentes níveis de condicionamento. Além dos benefícios físicos, caminhar também está associado a melhora do humor, redução do estresse e maior sensação de bem-estar — especialmente quando praticada ao ar livre”, afirma o nutrólogo Nataniel Viuniski, especialista em obesidade e membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife.

Mas precisam ser 10 mil passos?

Mas não é só. O estudo também revelou que não é preciso atingir os famosos 10 mil passos por dia para colher benefícios importantes. Durante anos, essa meta virou quase um “mandamento fitness”, repetido em aplicativos e relógios inteligentes.

No entanto, os dados indicam que cerca de sete mil passos diários já estão associados a ganhos expressivos para a saúde. Na análise, pessoas que caminhavam nessa frequência apresentaram risco até 47% menor de morte por todas as causas quando comparadas àquelas que davam cerca de dois mil passos diários — um nível considerado muito baixo e próximo do sedentarismo.

Por outro lado, quatro mil passos por dia já foi associado a reduções relevantes de risco. “Isso reforça uma mensagem central das diretrizes de saúde pública: qualquer movimento é melhor do que nenhum”, reforça Nataniel.

Os pesquisadores observaram ainda que, embora o risco continue diminuindo com o aumento dos passos, os ganhos passam a ser menores acima desse patamar para alguns desfechos. Ou seja: mais é melhor, no entanto, sair da inatividade é o que faz a enorme diferença.

Como começar?

Confira as dicas do especialista para incorporar a caminhada na sua rotina de autocuidado e bem-estar:

• Desça um ponto antes do ônibus

• Faça pequenas pausas para caminhar no trabalho

• Use escadas em vez do elevador

• Transforme ligações em caminhadas

• Estabeleça metas progressivas de passos e use aplicativos para ajudar a mensurá-las

• Vá a pé à padaria e deixe o carro na garagem

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• Desafie-se de vez em quando aumentando a velocidade dos passos até se sentir mais ofegante

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