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Dia Mundial do Hormônio: a importância do equilíbrio na qualidade de vida

Segundo levantamento, 82% das mulheres relatam sintomas menopausa; especialista alerta para sinais que o corpo dá e precisam ser avaliados

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Nesta sexta-feira (24/4), será lembrado o Dia Mundial do Hormônio, que, muito tempo, foi quase sinônimo de discutir apenas sexualidade, menopausa ou oscilações emocionais. Mas, com o avanço da ciência e uma visão mais ampla da endocrinologia, fica cada vez mais claro que o sistema hormonal funciona como uma espécie de centro de comando do organismo, influenciando desde a clareza mental até o metabolismo, o sono, o humor e até a saúde cardiovascular.

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A endocrinologista e metabologista Elaine Dias JK explica que o equilíbrio hormonal é uma das bases mais importantes para a qualidade de vida, embora muitas vezes seus sinais sejam confundidos na correria do dia a dia. “Os hormônios são mensageiros químicos que coordenam praticamente todos os processos biológicos. Quando existe um ruído nessa comunicação, o corpo começa a sinalizar de diferentes formas, muitas vezes silenciosas ou gritantes”, ressalta a especialista.

Sintomas como fadiga persistente, unhas quebradiças, queda de cabelo, dificuldade de concentração, desânimo e até a sensação constante de que o corpo não responde mais da mesma forma costumam ser atribuídos ao estresse, à rotina intensa ou simplesmente ao envelhecimento. No entanto, segundo a médica, esses sinais podem indicar alterações importantes em glândulas como a tireoide.

“Um desequilíbrio no TSH, por exemplo, pode estar por trás daquele cansaço que nenhuma noite de sono parece resolver. Muitas vezes, o paciente tenta mudar a alimentação, começa atividade física, melhora a rotina, dorme até mais cedo e ainda assim continua sem energia. É nesse momento que precisamos olhar para o eixo hormonal”, afirma Elaine.

 

Sabemos que as transformações hormonais acompanham todas as fases da vida e se manifestam de formas diferentes ao longo do tempo. Na adolescência, o aumento de testosterona, estrogênio e progesterona costuma impactar principalmente a pele, o cabelo e a distribuição de gordura corporal, provocando acne, oleosidade, retenção de líquido e as primeiras alterações emocionais mais intensas.

Na vida adulta, a preocupação passa a ser metabólica. A redução gradual do metabolismo começa por volta dos 30 anos e se intensifica após os 40, especialmente quando não há acompanhamento adequado. “Sem estímulo muscular e hábitos consistentes, podemos perder cerca de 1% a 2% de massa muscular por ano. Isso impacta diretamente o metabolismo, a disposição, o controle de peso e até a saúde cardiovascular”, alerta a médica.

Os hormônios exercem influência direta sobre o metabolismo, o controle da glicose, a pressão arterial e o risco cardiovascular, especialmente durante o climatério e a menopausa. É justamente nesse período que muitas mulheres percebem mudanças mais intensas. “A queda do estrogênio e da progesterona não provoca apenas os conhecidos fogachos, mas também perda de massa muscular, redução da libido, insônia, irritabilidade, pele mais seca, cabelos mais finos e maior acúmulo de gordura abdominal”, enfatiza a endocrinologista.

Além disso, há um sintoma bem comum entre as mulheres que estão enfrentando a menopausa: a chamada “nuvem cerebral”, ou brain fog. “Muitas pacientes descrevem uma sensação de esquecimento, dificuldade de raciocínio e perda de foco. Isso afeta diretamente a produtividade no trabalho, a autoestima e até os relacionamentos. Não é algo imaginário, existe uma base hormonal importante por trás disso”, explica Elaine.

Segundo um levantamento divulgado em 2025 pela Astellas Farma Brasil, 82% das mulheres brasileiras entre 40 e 65 anos relataram sintomas da menopausa e convivem, em média, com pelo menos sete manifestações simultâneas, entre elas ansiedade, fadiga, insônia, dores articulares, irritabilidade e ganho de peso. Até mesmo a relação com a comida passa pelo sistema hormonal.

Em períodos de estresse elevado, o organismo pode alterar a produção de leptina, hormônio responsável pela saciedade, e aumentar a grelina, que estimula a fome. “Não se trata apenas de falta de disciplina ou força de vontade. Muitas vezes, existe um desajuste hormonal estimulando biologicamente o apetite e dificultando o controle do peso”, pontua a médica.

A recomendação continua sendo o acompanhamento regular com endocrinologista e ginecologista, com avaliação hormonal da tireoide, ovários e hipófise, além de exames como TSH, T4 Livre, estrogênio, progesterona, FSH e LH. Além desses, Elaine cita o exame de epigenética, que permite compreender como o estilo de vida de cada paciente interage com seu DNA, ajudando a direcionar estratégias mais individualizadas de alimentação, treino e tratamento.

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“A saúde hormonal, atualmente, exige um olhar mais personalizado. Quando unimos tecnologia, prevenção e pilares fundamentais como sono de qualidade, atividade física e alimentação equilibrada, conseguimos não apenas tratar doenças, mas construir um caminho real de longevidade ativa e bem-estar”, afirma.

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