ALERTA PRA VIROSES

Outono: mudanças no clima elevam doenças respiratórias

Clima seco, temperaturas mais amenas e maior permanência em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus e o agravamento de doenças respiratórias

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A chegada do outono acende um alerta para o aumento dos casos de doenças respiratórias em todo o país. Dados recentes do InfoGripe, da Fiocruz, divulgados no último dia 20, mostram que o Brasil já notificou 20.311 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse total, 7.523 (37%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 8.398 (41,3%) foram negativos e cerca de 2.853 (14%) ainda aguardam resultado.

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Entre os casos positivos para vírus respiratórios, os mais frequentes foram o rinovírus (41,9%), seguido pela influenza A (21,8%), Sars-CoV-2 (COVID-19) (14,7%), vírus sincicial respiratório (VSR) (13,4%) e influenza B (1,5%). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência foi de 45,4% para o rinovírus; 25,4% para influenza A; 13,4% para o VSR; 11,3% para o Sars-CoV-2 (COVID-19); e 1,3% para influenza B.

Qual o motivo?

O pneumologista Renato Calil, da Hapvida, explica os fatores que tornam o outono mais propício às doenças respiratórias. “A queda nas temperaturas e a maior permanência em ambientes fechados facilitam a circulação dos vírus. O clima seco também resseca as vias aéreas e favorece problemas como asma, além de aumentar casos de gripe, resfriado e até pneumonia. Sem contar os alérgenos típicos dessa época, como poeira, ácaros e mofo, que acabam agravando os quadros de rinite. É um conjunto de fatores que impacta diretamente a saúde respiratória”, destaca.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e ter maior impacto, após o aumento recente da circulação global do vírus influenza. O cenário reforça a necessidade de intensificar a vacinação e a vigilância em saúde.

Grupos mais vulneráveis

O especialista ressalta que alguns grupos exigem atenção redobrada. “Crianças pequenas, principalmente até os cinco anos, ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento e são mais suscetíveis a problemas respiratórios, como a bronquiolite. Crianças maiores com asma também merecem atenção, assim como pessoas com doenças crônicas e idosos, que apresentam uma queda natural da imunidade e, muitas vezes, convivem com outras condições ou histórico de tabagismo. Tudo isso aumenta o risco de complicações.”

Gripe, resfriado e rinite

Embora apresentem sintomas semelhantes, essas doenças têm causas e intensidades diferentes. A gripe, provocada pelo vírus influenza, costuma ser mais intensa, com febre alta, dores no corpo e mal-estar persistente. O resfriado, geralmente associado ao rinovírus, tende a ser mais leve, com sintomas como coriza, espirros e, eventualmente, febre baixa.

Já a rinite alérgica não é causada por vírus. Trata-se de um processo inflamatório relacionado a alergias, comum após exposição a poeira, ácaros ou mudanças de temperatura. Os sintomas incluem espirros, coriza clara, coceira no nariz e sensação de nariz entupido, geralmente sem febre ou dores no corpo. Em alguns casos, pode estar associada à asma.

A importância da vacinação

A vacinação continua sendo uma das principais estratégias para prevenir formas graves de gripe e COVID-19. “A vacina reduz significativamente o risco de internações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, afirma o pneumologista.

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Além da imunização, medidas simples no dia a dia ajudam na prevenção, como manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência e manter uma boa hidratação. A lavagem nasal com soro fisiológico também contribui para evitar o ressecamento das vias aéreas, comum nessa época do ano. “Com medidas simples de prevenção e atenção aos sinais do corpo, é possível reduzir riscos e atravessar o outono com mais saúde.” 

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