Pelo mais grosso ou genética? Mitos e verdades sobre a depilação com lâmina
Dermatologista explica como a escolha da ferramenta correta e o modo de utilizá-la pode prevenir irritações e manchas e garantir uma pele saudável
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Prática, indolor e acessível, a depilação com lâmina ainda é um dos métodos favoritos das brasileiras que gostam de se depilar. No entanto, o hábito é cercado de dúvidas que passam de geração em geração: afinal, a lâmina engrossa o pelo? O uso diário é prejudicial?
Para esclarecer essas questões, a dermatologista Camila Rosa, consultora para Gillette Venus, desmistifica os principais pontos e ensina como manter a saúde da pele em dia durante o processo. "O que muitos confundem com o 'engrossamento' do pelo é, na verdade, um efeito do corte rente à superfície. A estrutura do fio é determinada pela genética, não pelo método de remoção", explica a especialista, que desvenda outros mitos:
A lâmina faz o pelo crescer mais rápido?
Mito: "A lâmina corta o fio rente à pele, diferente de outros métodos que retiram pela raiz, e assim pode dar a sensação de que o pelo cresceu mais rápido, já que ele está mais próximo da superfície. Mas o fato é que a lâmina não acelera o crescimento”, afirma a dermatologista.
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A pele escurece quando usamos lâmina para depilação?
Mito. Segundo a médica, a lâmina não escurece a pele por si só e nem aumenta a produção de melanina no fio. Para a especialista, o problema surge quando o ato de depilar se torna uma batalha diária contra a pele.
“O que acontece é que quando usamos lâminas cegas ou de má qualidade, passamos muitas vezes no mesmo local ou depilamos a pele seca, sem produto para facilitar o deslizamento, microtraumas ou inflamações podem ocorrer. A pele entende isso como agressão e responde produzindo mais melanina, levando à hiperpigmentação pós-inflamatória, principalmente em peles negras”, explica.
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Depilar todo dia faz mal à pele?
Mito. De acordo com a especialista, é possível depilar com frequência, desde que a pele não esteja sensibilizada, que a ferramenta utilizada minimize o atrito e que a depilação seja feita da maneira correta, ou seja, deslizando a lâmina no sentido do crescimento do pelo e com toques leves.
É seguro depilar a seco ou apenas com água?
Mito. Este é um dos erros mais comuns. "O uso da lâmina a seco causa microlesões e compromete a barreira cutânea. O ideal é usar produtos que facilitem o deslize", alerta.
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Para evitar as temidas manchas, irritações e a própria foliculite, a tecnologia da ferramenta escolhida é fundamental. Segundo a especialista optar por aparelhos desenhados especificamente para a anatomia feminina faz toda a diferença no resultado final.
“Aparelhos com cabeças pequenas, flexíveis e móveis alcançam áreas difíceis e se ajustam às curvas do corpo sem exigir pressão excessiva, o que reduz drasticamente o risco de cortes e micro lesões na pele”, comenta a dermatologista. Ela destaca que o ideal é buscar tecnologias que priorizem o conforto, como lâminas antiatrito e cabos ergonômicos, que garantem maior controle do movimento e uma depilação suave.
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Outro diferencial para quem tem pele sensível são as fitas lubrificantes que liberam gel, como o de aloe vera. “Elas criam uma barreira de proteção que permite um deslizamento contínuo, preservando a hidratação que a lâmina naturalmente retira”, finaliza a médica."
Dicas de segurança para o dia a dia
- Para garantir uma melhor experiência, substitua a lâmina ao primeiro sinal de desgaste ou de desconforto na pele
- Evite o contato contínuo da lâmina com água ou superfície úmida, pois isso acelera o desgaste do material
- Use aparelhos que ofereçam firmeza no manuseio, evitando deslizes acidentais
- A hidratação após o procedimento é indispensável para reparar a barreira cutânea danificada