SAÚDE MENTAL

Comentários de ódio podem deixar sequelas; saiba mais

Assédio on-line pode desencadear ou agravar condições psicológicas, como ansiedade, depressão e síndrome do pânico; figuras públicas estão mais vulneráveis

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Ao criar amplos espaços de interação entre as pessoas, o ambiente on-line pode ser tóxico. Muitas vezes, as redes sociais se tornam um gatilho para quadros de ansiedade, depressão e até síndrome do pânico, principalmente para artistas e criadores de conteúdo. A sensação de insegurança e de estar sendo constantemente vigiado e julgado afeta diretamente o bem-estar psicológico.

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A exposição contínua a comentários de ódio, críticas destrutivas e cancelamentos contra si mesmo age como um estressor crônico. Como resultado, o corpo pode entrar em um estado de alerta constante, liberando hormônios como cortisol e adrenalina de forma contínua. Esse mecanismo é projetado para reações de luta ou fuga em situações de perigo real e, quando ativado por longos períodos, acaba sobrecarregando o sistema nervoso.

Principais impactos na saúde mental

A dinâmica do ambiente digital, em que um comentário negativo pode ser amplificado por milhares de pessoas em poucos minutos, cria um cenário de vulnerabilidade extrema. A pessoa pode até passar a acreditar nas narrativas construídas sobre ela.

Dentre os efeitos mais comuns, destacam-se:

  • Ansiedade generalizada: a imprevisibilidade e a frequência dos ataques geram um estado de preocupação e medo constantes, dificultando o relaxamento e a concentração em outras áreas da vida.

  • Episódios depressivos: sentimentos de tristeza profunda, perdendo o interesse em atividades que antes lhe davam prazer. Desesperança e isolamento podem surgir.

  • Síndrome do pânico: em casos mais graves, a sobrecarga emocional pode levar a ataques de pânico, caracterizados por sintomas físicos intensos como taquicardia, falta de ar e sensação de morte iminente

  • Isolamento social: com medo de novos julgamentos ou ataques, muitas pessoas reduzem suas interações sociais e se fecham como forma de se proteger das críticas, o que pode agravar ainda mais os quadros de depressão.

Para artistas e influenciadores, a recomendação de simplesmente se desconectar das redes sociais é, muitas vezes, inviável. A presença digital está diretamente ligada ao trabalho e à comunicação com o público, criando um ciclo de exposição difícil de quebrar e que exige um suporte psicológico especializado.

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Onde buscar ajuda?

O assédio online não deve ser normalizado. Sempre que vir uma agressão, denuncie a postagem e o perfil nas plataformas. Essa é uma forma de combater o ciclo de violência virtual.

Caso você tenha se identificado com os sinais, procure ajuda. Psicólogos e psiquiatras oferecem formas de lidar com o estresse e tratar os sintomas de ansiedade e depressão. Além disso, canais de apoio como o Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível pelo telefone 188, oferecem suporte emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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