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Estado de Minas CHUVA

Para não derrapar e nem mergulhar

Depois de longo período de seca, as águas começam a rolar. Por isso, é preciso ter atenção redobrada na direção para enfrentar pistas escorregadias e trechos alagados


postado em 02/11/2019 04:00 / atualizado em 01/11/2019 18:35

Manter os faróis acesos é ainda mais importante sob chuva, para tornar o carro mais visível(foto: José Eduardo Cabral/Digital Vídeo/Divulgação)
Manter os faróis acesos é ainda mais importante sob chuva, para tornar o carro mais visível (foto: José Eduardo Cabral/Digital Vídeo/Divulgação)


O início do período das chuvas é sempre um tormento para os motoristas, pois, depois de longa estiagem, as pistas ficam cobertas por uma traiçoeira camada de óleo. Com a chuva, ficam ainda mais escorregadias, aumentando o risco de acidentes. Mas é preciso ter cuidado também com aquaplanagem, trechos alagados e buracos escondidos pela água.

AQUAPLANAGEM As lâminas de água que cruzam as estradas podem fazer com que o carro perca o contato com o solo, deslizando completamente, sem controle. O fenômeno acontece em velocidades mais elevadas (normalmente acima dos 70km/h), mas pode variar para menos, dependendo da largura e da profundidade dos sulcos dos pneus. Pneus carecas são um convite à aquaplanagem, pois sobem com mais facilidade sobre a camada de água, como se estivessem subindo em uma cunha.
Uma maneira de identificar o risco de aquaplanagem é observar pelos retrovisores as marcas deixadas pelos pneus: enquanto forem mais visíveis, as possibilidades são menores, mas quando ficam esmaecidas, o perigo é grande e o motorista deve reduzir a velocidade. Se o carro aquaplanar, não resta muita coisa a fazer. Como as rodas estão sem atrito, não adianta frear, acelerar e nem virar o volante, pois o carro não obedece a nenhum comando. Ao perceber a situação de deslizamento, a única recomendação é desacelerar, manter o volante em linha reta, segurando-o firme, e não frear.
 
A borracha das palhetas devem estar em boas condições para remover a água do vidro (foto: Ford/Divulgação)
A borracha das palhetas devem estar em boas condições para remover a água do vidro (foto: Ford/Divulgação)
 

CALÇO HIDRÁULICO O problema ocorre quando o veículo transpõe trechos alagados, pois o motor pode aspirar água ou ela entra pelo escapamento, chegando à câmara de combustão e ao interior dos cilindros. Quando o pistão tenta subir, encontra enorme resistência da água, que, diferente do ar, não é compressível, e assim as bielas empenam, resultando em calço hidráulico e travamento do motor. O reparo custa caro, pois o motor geralmente precisa ser aberto para brunimento de cilindros, revisão de cabeçote, conferência de pistãos, polimento no virabrequim e a troca da(s) biela(s), casquilhos, anéis, jogo de junta e, em casos mais graves, até do bloco.
 
Para fugir do calço hidráulico, evite passar por locais alagados, mas, se não tiver outro jeito, o motorista deve tomar muito cuidado. Engate a primeira ou segunda marchas, mas não acelere muito, evitando que a rotação fique elevada e a força de aspiração de ar pelo motor facilite a puxada da água pelo sistema de captação de ar para dentro da câmara e do cilindro e para fazer com que o volume de gás expelido pelo veículo seja suficiente para impedir a entrada de água pelo escapamento. Se o carro “morrer” durante a travessia, não tente religar o motor. Coloque o câmbio em ponto morto e empurre o carro até um local seguro.
 
Se o pneu está desgastado, com sulcos menores que 1,6mm, o risco de aquaplanar aumenta ainda mais (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Se o pneu está desgastado, com sulcos menores que 1,6mm, o risco de aquaplanar aumenta ainda mais (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
 

MOLHADOS Depois de um trecho alagado, se você precisar parar, a batida é certa: os freios não funcionam, pois todos os seus componentes estão molhados e não existe atrito entre eles. Como resolver? Engrene uma marcha forte (primeira ou segunda) e rode por 30 segundos pisando fundo no acelerador com o pé direito e firme no pedal do freio com o esquerdo. O atrito entre as peças vai provocar calor, secando as pastilhas, discos, lonas e tambores.

ADERÊNCIA Com o piso molhado, a aderência fica muito reduzida. Por isso, o motorista deve evitar manobras bruscas ao volante, principalmente em velocidades elevadas. A dica é dirigir com suavidade e não acelerar em excesso.
 
CARECAS A combinação de chuva e pneus carecas é um convite a um acidente grave. Os sulcos dos pneus são os responsáveis pela drenagem da água, garantindo a aderência. Com o pneu liso, o veículo fica com a estabilidade reduzida e pode derrapar facilmente, até mesmo em curvas feitas em baixa velocidade. Rodar com pneus desgastados (com sulcos abaixo de 1,6mm) também pode render uma multa.

PALHETAS São componentes que devem estar em perfeito estado, principalmente na época de chuva. Depois de longo período de tempo seco, a falta de uso e a poeira fazem com que a borracha das palhetas fique ressecada, reduzindo a capacidade de remoção da água no para-brisa. E se isso acontece, a visibilidade do motorista fica comprometida. Por isso é bom conferir as palhetas, inclusive a do vidro traseiro, para evitar apertos sob tempestades.

VISIBILIDADE Use o ar-condicionado para desembaçar os vidros na chuva. Se o carro não tem o equipamento, use a ventilação forçada, virando o fluxo de ar para o para-brisa na força máxima. Nesse caso, é bom ter sempre à mão um pano limpo ou uma tolha de papel para passar no para-brisa. Não esqueça do conjunto limpador/lavador dos vidros dianteiro e traseiro, além do desembaçador, que devem estar funcionando perfeitamente para garantir uma visão segura do trânsito.

FARÓIS Eles devem estar sempre regulados, com chuva ou sol. Principalmente no período chuvoso, o motorista não pode esquecer de acender os faróis também durante o dia. Ao parar em um posto, deve limpá-los, pois a sujeira reduz de forma significativa a sua capacidade de iluminação.


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