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Estado de Minas

Parabéns, Citroën!!!

Marca francesa completa 100 anos de existência lançando edições comemorativas para quatro modelos atuais e relembrando a história de alguns de seus principais clássicos


postado em 22/06/2019 04:11

À frente, toda a esportividade do Traction Avant, %u201Cobservada%u201D pelo pequeno 2 CV (foto: Citroën/Divulgação)
À frente, toda a esportividade do Traction Avant, %u201Cobservada%u201D pelo pequeno 2 CV (foto: Citroën/Divulgação)

Neste mês de junho, a Citroën celebra 100 anos de história como uma das marcas mais criativas do mundo. Basta pinçar qualquer modelos dessas várias décadas para encontrar ali design ousado e original, por dentro e por fora, o que hoje é quase um ato de coragem. Por aqui, a representatividade da marca já foi melhor. Em 2018, entre automóveis e comerciais leves vendidos no Brasil, a marca não alcançou 1% do mercado (0,82%).
Para registrar seu centenário, o fabricante lança edições exclusivas para quatro modelos da gama atual:  C3 100 Anos, com 100 unidades e preço sugerido de R$ 71.990; Aircross 100 Anos, também com 100 unidades que custam R$ 75.490; C4 Lounge 100 Anos, com 50 unidades exclusivas com o valor de R$ 107.490; e C4 Cactus 100 Anos, com 300 unidades vendidas por R$ 104.490. Dentro das comemorações, a Citroën reuniu quatro pares de modelos, um da gama atual e outro de um clássico da marca, para evidenciar pontos em comum.

2 CV O Citroën C3 foi posto ao lado do 2 CV. O projeto do 2 CV (se você estiver em uma rodinha de amigos, pode pronunciar “dê chevô”, em bom francês) nasceu em 1936, quando o novo diretor Pierre Boulanger encomendou ao engenheiro André Lefebvre um veículo popular, confortável e menor que os anteriores. Em 1939, o veículo já estava pronto, mas sua produção precisou dar lugar aos esforços da Segunda Grande Guerra. Depois de muita bala, o carrinho finalmente foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de 1948. Foi o primeiro sedã pequeno (sim, os sedãs eram assim. Até o Fusca era sedã) de tração dianteira do mundo. Entre as inovações, quatro rodas independentes, câmbio de quatro marchas de série e a charmosa capota de lona retrátil. O preço era acessível, assim como o custo de manutenção. Ah, o consumo de combustível também era baixo. O que poucos sabem é que o 2 CV foi comercializado até julho de 1990.

TYPE P17 O Aircross foi colocado ao lado do Half-Track Type P17, apresentado ao mundo em 1922. Para demonstrar a confiabilidade e robustez do veículo, o fundador da marca, André Citroën, organizou uma expedição de travessia do Deserto do Saara, percorrendo mais de 3.500 quilômetros hostis, tornando-se um dos cinco primeiros veículos motorizados da história a cumprir esta rota e dando origem a outras duas expedições, o Cruzeiro Negro e Cruzeiro Amarelo, realizadas em 1924 e 1931.

GS A terceira dupla é formada pelo Citroën C4 Lounge e o GS. Com linhas modernas e uma confortável suspensão hidropneumática, o GS foi eleito o Carro do Ano de 1971. O modelo é tão importante, que a marca o considera o sucessor do mítico DS de 1955 e do clássico Traction Avant em matéria de conforto.

TRACTION AVANT A quarta associação foi feita entre o Citroën C4 Cactus e o belíssimo Traction Avant. Lançado na década de 1930, o modelo ganhou notoriedade por sua inovação e tecnologia que inspiraram toda a indústria automobilística. Ele foi o primeiro carro com chassi monobloco a ser fabricado em série. Como o próprio nome indica, o Traction Avant  tinha tração nas rodas dianteiras. Mais baixo e aerodinâmico que os outros carros da época, o modelo  rompeu com os códigos visuais em vigor. Foi o último carro lançado por André Citroën antes de sua morte, projetado em colaboração com o engenheiro André Lefebvre e o designer Flaminio Bertoni.


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