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Mais visual que conteúdo

Testamos a nova versão aventureira do hatch, equipado com vários elementos que evocam esportividade e capacidade para o fora de estrada. Mas, será que ele dá conta do recado?


postado em 22/06/2019 04:10

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O Fiat Argo foi lançado há dois anos num cenário de renovaçao do segmento dos compactos premium, que impôs como principal adversário o Volkswagen Polo. A briga entre os dois modelos tem sido boa, e hoje o modelo italiano é o mais vendido, mas não com muita folga. A diversidade de versões é uma das estratégias para isso, e, neste contexto, há dois meses a marca lançou o Argo Trekking do Argo, versão com visual aventureiro que dá continuidade à história dos modelos Adventure.
Como de costume, a versão traz como principal apelo a caracterização mesclando elementos que dão a ideia de esportividade e capacidade fora de estrada, a começar pela maior altura em relação ao solo. E nesse quesito o resultado ficou caprichado, com o teto, retrovisores e aerofólio pintados em preto brilhante, contrastando com a cor da carroceria. As tradicionais molduras nas caixas de roda e barras longitudinais no teto também fazem parte do visual. O capô recebeu adesivo preto fosco, semelhate ao do Jeep Renegade.
O emblema da Fiat na grade ganhou fundo preto, no lugar do usual vermelho, assim como as inscrições traseiras são em preto fosco. A parte de baixo do para-choque traseiro é um pouco mais curta, dando espaço para o escapamento com ponteira esportiva, tambem em preto. O único deslize são as rodas em aço estampado com calotas (as de liga leve pintadas em grafite que estão nas fotos são opcionais que acrescentam R$ 1.590). Pelo menos os estilosos pneus de uso misto são de série.

DENTRO O interior também toma emprestado parte da esportividade da versão HGT, com o revestimento do teto e das colunas em preto. O volante traz o emblema da marca italiana com fundo preto. Os bancos são revestidos em tecido com bordado que traz o nome da versão, despojamento presente também em apliques nos painéis de porta dianteiros. Os tapetes combinam carpete e borracha.
O espaço interno é bom para um compacto, acomodando com conforto quatro passageiros. A segurança básica no banco traseiro está garantida, com cintos de segurança de três pontos e apoios de cabeça para todos, além de ancoragens Isofix e Top Tether para assentos infantis. O porta-malas também tem bom espaço, abrigando o estepe (que não é igual aos pneus de rodagem). Outro vacilo é o banco traseiro integral, que, quando rebatido, fica devendo em versatilidade.
RODANDO Para rodar na cidade, o Argo Trekking traz a melhor configuração mecânica disponível para o modelo, que combina motor 1.3 e câmbio manual de cinco marchas. Com bom torque em baixas rotações, o veículo tem fôlego para enfrentar sem problemas todos os desafios urbanos, do para e anda do trânsito engarrafado às subidas íngremes. O melhor da festa é o baixo consumo de combustível. Porém, na estrada, esse conjunto revela suas limitações. Nesse cenário, o ganho de desempenho é lento, sem brilho em retomadas e ultrapassagens. A direção tem assistência elétrica progressiva, leve em manobras e firme em alta velocidade.
A suspensão  ganhou bom ajuste em funçao dos 4 centímetros em que foi elevada, sem mudança perceptível quanto ao conforto ou estabilidade. Mas nunca é demais ressaltar que o modelo não tem nenhum apelo real para o fora de estrada. A maior altura em relação ao solo serve mesmo para ganhar vantagem sobre os obstáculos urbanos, como a “buraqueira” do asfalto, os quebra-molas e as guias de calçada mais altas. Talvez os pneus de uso misto possam ter alguma função real, mas o hábitat desse hatch é mesmo a selva de pedra.

PELADO Se o visual aventureiro é realmente caprichado, o Argo Trekking fica devendo é no conteúdo de série. Itens como ar-condicionado, vidros e travas elétricos, retrovisores com ajustes elétricos, volante e banco do motorista com ajuste em altura não são muita coisa para um carro que custa R$ 60 mil. O sistema multimídia traz o que hoje se considera o básico, não oferendo navegação nativa. Além das rodas de liga leve, a câmera de ré é opcional. Os equipamentos de segurança também não vão muito além do obrigatórios airbags frontais e freios ABS.

CONCORRENTES Entre os principais concorrentes estão os aventureiros Chevrolet Onix Activ 1.4 (vendido por R$ 62.290) e Hyundai HB20X 1.6 (R$ 63.990). Ambos são mais caros que o Argo Trekking, mas também são mais bem equipados. O Onix Activ traz de série rodas de liga leve com 15 polegadas e sensor de chuva, enquanto o HB20X tem rodas de liga leve com 16 polegadas, volante com regulagem em altura e distância e sistema multimídia com TV digital. O Ford Ka também tem versão aventureira Freestyle, porém com motor 1.0 (com preço sugerido de R$ 56.690), mas com rodas de liga leve de 15 polegadas, controles de tração e estabilidade e bancos que mesclam couro e tecido.





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