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Demorou, mas os turbos vêm aí

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciou investimento de R$ 500 milhões na nova fábrica de motores em Betim, que a partir de 2024 alcançará produção de 400 mil unidades por ano


postado em 25/05/2019 04:12

O presidente da FCA Latam, Antonio Filosa, apresentou os novos propulsores GSE 1.0 12V e GSE 1.3 16V(foto: Enio Greco/EM/D.A Press)
O presidente da FCA Latam, Antonio Filosa, apresentou os novos propulsores GSE 1.0 12V e GSE 1.3 16V (foto: Enio Greco/EM/D.A Press)


Depois de assistir a concorrência lançando modelos com motores de baixa cilindrada equipados com turbo por alguns anos, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) finalmente acordou e anunciou que voltará a entrar nessa briga. Em cerimônia que contou com as presenças do alto escalão do grupo e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi confirmada a instalação de uma nova fábrica de motores no complexo de Betim. Com um investimento de R$ 500 milhões, a nova unidade fabril produzirá os propulsores GSE 1.0 e GSE 1.3, ambos turbo, que serão usados no Fiat Argo, Jeep Renegade e, certamente, em outros modelos das marcas.


Para anunciar a nova fábrica de motores em Betim, até o chairman da FCA, John Elkann, esteve presente. Ele lembrou a assinatura do acordo feito por seu avô, Gianni Agnelli, então presidente da Fiat, e o governador de Minas, Rondon Pacheco, em março de 1973, para a construção do complexo industrial de Betim. Inaugurada em 1976, a fábrica já produziu 16 milhões de veículos.


Agora foi a vez do presidente da FCA Latam, Antonio Filosa, e do governador Romeu Zema, assinarem o compromisso de construção da nova fábrica de motores em Betim. Na verdade, os propulsores serão produzidos na já existente unidade da Powertrain, que receberá aporte de R$ 500 milhões para ser modernizada e capacitada para receber a nova linha. Filosa lembrou que nos 43 anos da Fiat, este será o maior ciclo de investimentos feito pelo grupo, que somará R$ 8,5 bilhões até 2023, resultando em 25 novos produtos (modelos e versões), sendo 15 deles produzidos em Betim.

MOTORES Com capacidade para produzir 400 mil unidades a partir de 2024, a nova fábrica fornecerá os motores 1.0 e 1.3 da família global GSE, que traz tecnologia turbo, bloco de alumínio, injeção direta de combustível, sistema MultAir de abertura variável de válvulas e comando acionado por corrente. Os motores serão flex e contarão com taxa de compressão dinâmica que varia de acordo com a pressão do turbo, otimizando o desempenho e consumo. Mas a FCA ainda não revelou informações sobre os números de potência e torque dos motores, nem mesmo os de consumo. O fabricante afirmou que ainda não definiu se no Brasil os propulsores serão chamados de GSE ou FireFly.


Não será a primeira vez que a Fiat comercializará motores turbo no Brasil, mas será a primeira que a marca produzirá esse tipo de propulsor por aqui. O T-Jet 1.4 16V que equipava o Punto e o Bravo era importado da Itália, não era flex e não contava com injeção direta de combustível e nem comando de válvulas variável. Agora, estima-se que o GSE 1.0 12V vai gerar cerca de 120cv e 20kgfm de torque, ficando bem próximo do concorrente da Volkswagen, de 128cv e 20,5kgfm. Já o 1.3 16V deverá ter duas faixas de potência, variando de 150cv a 180cv, com o torque podendo chegar a 27kgfm. Esse propulsor mais bravo deverá equipar os Jeep Renegade e Compass.


Os dois motores serão produzidos a partir do fim de 2020, com lançamento previsto para o início de 2021, atendendo as exigências do programa Rota 2030. De acordo com Antonio Filosa, quando a fábrica estiver funcionando a todo vapor, em 2024, terá capacidade de 1,3 milhão de unidades/ano de motores e transmissão. A fábrica de Betim vai continuar produzindo os motores Fire e FireFly aspirados. Já a unidade de Campo Largo continua responsável pelos propulsores E.torq, TigerShark e MultJet a diesel.

NOVOS MODELOS Os novos motores turbo certamente equiparão os dois ou três SUVs com a marca Fiat baseados no protótipo Fastback, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado, que chegarão ao mercado nos próximos anos. Os SUVs menores serão montados sobre a base da família Argo. A FCA prepara ainda uma picape média, que se juntará aos modelos Strada e Toro. A “nova Strada” usará uma plataforma mista, combinando parte do Mobi e do furgão Fiorino, preservando a traseira da picape atual.


Os novos SUVs serão produzidos no Polo Automotivo de Goiana (PE), de onde já saem Renegade, Compass e Toro. A unidade pernambucana também receberá um aporte de R$ 7,5 bilhões, montante que será utilizado para a atualização das linhas Renegade, Toro e Compass. O SUV com a marca Fiat baseado no Fastback usará a base da picape Toro e deverá chegar ao mercado no fim de 2020. Para 2021 é esperada uma versão de sete lugares do Jeep Compass.


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