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Propaganda enganosa

Hatch compacto tem discreto visual esportivo, com alguns adereços que diferenciam a versão, mas o conjunto mecânico está longe de proporcionar desempenho empolgante


postado em 06/04/2019 05:10

(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)


Se você estiver andando pela rua e vir um Renault Sandero com a denominação GT Line e um visual discretamente esportivo, cuidado, não se empolgue. Não é exatamente o que você está pensando. A sigla GT, que significa grã-turismo, já foi usada para identificar carros de luxo de alto desempenho. E não é este o caso do Renault Sandero GT Line, versão que foi lançada com motor 1.6 e depois passou a ser vendida também com o 1.0 três-cilindros e câmbio manual de cinco marchas. É aquela antiga proposta de carro que tem apenas o visual esportivo, mas com conjunto mecânico discreto. A versão custa quase R$ 50 mil e não tem um pacote de equipamentos dos melhores. Será que vale a pena?


É preciso colocar na balança quanto vai custar atender o desejo de ter um carro com visual esportivo. Antes de qualquer coisa, é preciso saber que a Renault está mexendo na linha Sandero/Logan, que chega reestilizada ainda este ano. Então quais seriam os atrativos do Sandero GT Line? A versão se diferencia por trazer a grade preta, spoiler dianteiro, saias nas laterais, farol de neblina envolto em moldura fosca, e na traseira, aerofólio e defletor de ar no para-choque. As rodas são de liga leve aro 16 polegadas, pintadas de cinza e calçadas com pneus 195/55, de perfil mais baixo. E é só.

ACABAMENTO Por dentro, o hatch da Renault tem acabamento com plástico duro, inclusive nos painéis das portas, de qualidade questionável. O painel tem um detalhe em black piano em torno da central multimídia e traz instrumentos analógicos e uma pequena tela digital com o computador de bordo. Ali o motorista tem à disposição o indicador de troca de marchas e o sistema Driving Eco², que ajuda a encontrar uma condução mais econômica. O volante é revestido em couro com costura azul e traz os comandos para o som, mas pode ser ajustado apenas em altura e não em distância. Os bancos são revestidos em tecido de boa qualidade.


O espaço interno é um dos principais atrativos do Renault Sandero, que tem 2,59m de distância entre-eixos, bem próxima a de um carro médio. O hatch é espaçoso inclusive no banco traseiro, que acomoda bem três pessoas, já que o túnel no assoalho não é tão alto e não atrapalha quem senta no meio. A pisada na bola ali é a ausência do terceiro apoio de cabeça e o cinto de segurança central subabdominal, fato inaceitável, já que o hatch é homologado para transportar cinco pessoas. E o mais interessante é que o banco traseiro tem Isofix para fixação de cadeiras infantis. Aliás, segurança não é o ponto forte do Renault Sandero, que apesar de ter dois airbags recebeu uma estrela na proteção para adultos e três para crianças no crash teste do Latin NCAP. Quem sabe o novo modelo traga além da reestilização um cuidado maior com a segurança.

DESEMPENHO Se o conteúdo do Sandero GT Line não convence, o conjunto mecânico não ajuda a melhorar as coisas. O motor 1.0 três-cilindros não é um destaque da versão. Em baixas rotações, é lento nas respostas e não demonstra agilidade no trânsito urbano. É preciso subir o giro para 3.000rpm para se atingir um desempenho razoável. Com o carro leve, somente o motorista, o Sandero GT Line 1.0 atende. Mas com peso e ar-condicionado ligado a performance fica muito comprometida. Só mesmo subindo o giro para melhorar um pouco a situação. E dessa forma o motor grita. Os números de consumo apontados pelo Inmetro são bem otimistas (veja na página 2), já que em nosso percurso o computador de bordo registrou média de 7km/l na cidade e 12,5km/l na estrada, com gasolina.


O câmbio manual é de cinco marchas, bem escalonadas, com relações mais curtas, mas o motor não ajuda muito. Os pontos negativos do câmbio são o curso longo e os engates mais duros. As suspensões também receberam uma calibragem mais firme, deixando o carro um pouco desconfortável sobre pisos irregulares. Mas proporciona boa estabilidade em curvas. A direção com assistência eletro-hidráulica é mais pesada, dificultando um pouco nas situações de manobras, porém em velocidades elevadas proporciona segurança. O sistema de freios com discos na dianteira e tambores na traseira, e ABS, atuou de forma eficiente.


No segmento de modelos “esportivos de fachada” o Sandero GT Line 1.0 é um caso a parte, pois é o único com essa motorização, por R$ 49.190. A versão tem também a opção de motor 1.6 de 115cv (gasolina)/118cv (etanol), que custa cerca de R$ 51 mil. Para concorrer com ele, as opções são o Hyundai HB20 R Spec, com motor 1.6 e câmbio automático, por R$ 64.990; o Ford Ka FreeStyle 1.5, com preços que vão de R$ 64.090 (manual) a R$ 67.840 (automático); e o Chevrolet Onix Activ 1.4, por R$ 62.290. A dúvida então é resolver se você prefere pagar menos e ter um desempenho limitado, ou gastar um pouco mais para ter um carro discretamente mais esperto.


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