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Estado de Minas

O fim dos soluços?

Renault confirma descontinuação do câmbio Easy'R, reforçando a tendência de extinção dos automatizados de uma embreagem. Fiat e Volkswagen também devem fazer o mesmo


postado em 16/03/2019 05:17

A Fiat substituiu o Dualogic pelo GSR, que não tem futuro promissor (foto: Fiat/divulgação)
A Fiat substituiu o Dualogic pelo GSR, que não tem futuro promissor (foto: Fiat/divulgação)


A Renault confirmou o fim de linha para o câmbio automatizado Easy'R no mercado brasileiro. A oferta dessa transmissão veio reduzindo com o tempo dentro da gama da marca, até que ficasse disponível apenas para o modelo Stepway, versão aventureira do Sandero. A tendência é que a marca adote também para a linha Sandero e Logan, que vão ganhar reestilização em breve, o mesmo câmbio automático tipo CVT usado nos SUVs Duster e Captur.


O Easy'R foi lançado para substituir o antigo câmbio automático de quatro marchas que equipava os modelos da marca, mas, na prática, ambos foram péssimas opções. O automático de quatro marchas era combinado com o antigo motor 1.6 de oito válvulas e não oferecia um escalonamento satisfatório, esticando muito as marchas e resultando em alto consumo de combustível. Já o automatizado de uma embreagem peca pelos trancos durante as trocas de marcha, uma gestão ruim (trocas no momento errado), manutenção dispendiosa e desvalorização excessiva na revenda.


Com mais essa confirmação, em breve esse tipo de transmissão finalmente deixará de ser oferecida no Brasil. Na linha da Volkswagen, o câmbio automatizado I-Motion está disponível apenas para o up!, ainda assim em versão única, modelo que vem escorregando nas vendas e corre risco de ser descontinuado. A Fiat oferece o câmbio GSR (antes chamado Dualogic) no Mobi, Argo e Cronos, mas o próprio presidente da FCA para América Latina, Antonio Filosa, já afirmou que o câmbio não tem muito futuro.

AUTOMATIZADOS O câmbio automatizado tem os mesmos componentes e funcionamento de um manual, mas usa atuadores para comandar tanto a embreagem quanto a troca de marcha. Esse tipo de câmbio, particularmente o de uma embreagem, traz as desvantagem já citadas. Em outro extremo, o câmbio automatizado de dupla embreagem proporciona trocas suaves por já ter a próxima marcha sempre acoplada, mas tem alto custo.

AUTOMÁTICO No câmbio automático, as trocas de marchas são intermediadas pelo conversor de torque, sendo que as combinações entre as engrenagens planetárias são feitas por meio de dispositivos hidráulicos. Por esse motivo, as trocas são confortáveis. Como em qualquer câmbio, quanto maior a oferta de marchas, mais eficiente será o veículo, com mais chance de combinar baixo consumo de combustível e melhor performance.

CVT O câmbio automático tipo CVT (sigla para Transmissão Continuamente Variável) traz como principal benefício o baixo consumo de combustível e o conforto. Nesse tipo de câmbio, as combinações de marcha são feitas a partir da mudança de diâmetro de duas polias, ligadas por uma corrente. Por esse motivo, as possibilidades de marcha são infinitas, e não existe qualquer tranco, já que o funcionamento da corrente é linear. Isso também proporciona a manutenção de uma faixa de rotações ideal para poupar combustível. Já a desvantagem do CVT é justamente esse funcionamento linear, porque o carro acaba ganhando desempenho de forma gradual, irritando quem precisa de uma resposta imediata. Para compensar, alguns fabricantes usam o câmbio CVT com marchas virtuais, ou seja, é feito um mapeamento de combinações pré-definidas para dar essa resposta de forma mais rápida.


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