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Versão de entrada do SUV compacto pernambucano combina motor 1.8 flex e transmissão manual, deixando o motorista mais no controle da situação. Desempenho ainda é limitado


postado em 08/12/2018 05:08

Com a resstilização, tampa traseira ganhou maçaneta aparente(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Com a resstilização, tampa traseira ganhou maçaneta aparente (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)



Lançado em 2015, o Jeep Renegade acaba de passar por sua primeira reestilização. Apesar de discretas, as mudanças reforçam seu jeitão de jipe, que o diferencia dos demais SUVs compactos. Os faróis estão ligeiramente encobertos pelo capô, a grade tem fendas um pouco mais largas e os para-choques ganharam novo desenho, sendo que o dianteiro teve o ângulo de ataque ampliado, o que, na prática, permite encarar maior número de obstáculos sem esbarrar no chão. Na tampa traseira, a maçaneta que ficava oculta no vão junto ao para-choque agora está aparente, bem mais acessível. A unidade testada traz de série rodas de liga leve de 16 polegadas, que ganharam novo desenho.


Testamos a versão de entrada Sport, equipada com motor 1.8 flex e câmbio manual de cinco marchas. Esse pacote não traz os novos faróis de LED com iluminação diurna integrada em formato de argola – de série nas versões Limited e Trailhawk –, que ficaram muito estilosos. O interior do modelo também ganhou um “tapa”, com uma providencial melhoria nos porta-trecos do console central, além de um quase imperceptível rearranjo dos comandos do ar-condicionado. Outra mudança que não poderá ser percebida nas versões flex é o aumento do volume do porta-malas, já que elas adotavam o estepe de uso temporário, o que ampliou sua capacidade para 320 litros (à exceção da versão Trailhawk, que traz sobressalente integral devido à sua aplicação no fora de estrada), porém, o espaço para bagagem ainda é pequeno para um SUV.


Mesmo com bancos revestidos em tecido e tapetes de borracha, a versão de entrada do Renegade tem bom acabamento. O tecido que reveste o teto, o material emborrachado do painel e os plásticos de boa qualidade enriquecem o interior do SUV. Um exemplo desse acabamento cuidadoso está na iluminação interna, com dois pontos na cabine, presente também no porta-malas, porta-luvas, para-sóis e em todos os comandos. O espaço interno é bom, mas o banco traseiro é ideal para dois passageiros, já que o central é incomodado pelo túnel do assoalho. Mas há segurança básica para todos: cintos de segurança de três pontos, apoios de cabeça e Isofix. A coluna C é larga, comprometendo a visibilidade traseira.

RODANDO O motor 1.8 flex continua o mesmo, fornecendo desempenho limitado e consumo elevado. Porém, essa configuração com câmbio manual de cinco marchas é mais prazerosa para dirigir, já que o deixa mais no comando do veículo. Então, se por um lado você perde o conforto de não ter que trocar marchas, por outro você ganha a chance de “trabalhar” sempre com a marcha certa para cada ocasião. Para manter um ritmo normal, o Renegade flex o obriga a trocar marchas em rotações mais elevadas, pelo menos 3.000rpm. Agora, para imprimir um ritmo mais veloz, é necessário ganhar desempenho gradativamente e manter os giros sempre altos.


O motivo principal disso é a massa elevada do veículo, que compromete sua relação peso/potência. Por outro lado, o modelo usa grande quantidade de aço de alta resistência e sua plataforma não é derivada de um hatch compacto, como acontece com a maioria dos seus concorrentes, que são características que sugerem robustez. As suspensões fornecem muito conforto aos passageiros e estabilidade nas curvas. Direção tem peso adequado para cada situação. O freio de estacionamento é acionado por botão localizado no console.

CONTEÚDO Apesar de ser uma versão de entrada, o Jeep Renegade 1.8 MT Sport não fica devendo nenhum item essencial. No quesito segurança, tem airbags frontais, controles de tração e estabilidade, assistente de frenagem de emergência, sistema anticapotamento, controle de estabilidade para trailer e assistente de partida em rampa. Entre os concorrentes diretos, o mais caro é o Renault Captur 1.6 MT Zen (R$ 82.990), que se destaca ao trazer equipamentos como rodas de liga leve de 17 polegadas, quatro airbags (frontais e laterais) e chave presencial.


A versão de entrada do Renegade é a segunda mais cara (R$ 78.490), seguida pelo Hyundai Creta 1.6 MT Attitude (R$ 77.890), que peca por não oferecer controles de tração e estabilidade e nem assistente de partida em rampa. O Peugeot 2008 1.6 MT Allure (R$ 75.990) se destaca pelos quatro airbags (frontais e laterais), mas é o que traz menos conteúdo de série, incluindo rodas de aço de 16 polegadas com calotas. O mais em conta é o Nissan Kicks 1.6 MT S com Pack Safetty (R$ 75.190), que, apesar das rodas de aço de 16 polegadas com calotas, tem um bom pacote de conteúdos de série. Honda HR-V e Chevrolet Tracker não oferecem opção com câmbio manual.


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