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Estado de Minas

Tábata Poline revela que "mineirice" lhe abriu portas no Brasil

Jornalista de BH comanda o "Fé na vida", especial da Globo que tem o desafio de passar mensagem de esperança, mesmo diante de perdas impostas pela pandemia


26/12/2021 04:00

Jornalista Tábata Poline
"O povo sabendo que eu sou mineira já perguntava se queria tomar um café, comer alguma coisa", diz a repórter (foto: Fábio Rocha/globo)

Acostumada a entrar na casa das pessoas com o “Rolê nas Gerais”, Tábata Poline aceitou o desafio de apresentar o  “Fé na vida”, que será exibido pela Globo para todo o Brasil. O especial de fim de ano da emissora, dividido em três episódios,  tem o desafio de passar uma mensagem de esperança para 2022, mesmo com a pandemia ainda sendo realidade no país. A produção vai ao ar na próxima terça (28/12), quarta (29/12) e quinta-feira (30/12), sempre após a novela “Um lugar ao sol”.  A mineira de Belo Horizonte terá a companhia de Murilo Salviano no comando deste projeto da emissora carioca.

Segundo Tábata, o "Fé na vida" conta histórias de pessoas que se reergueram após as perdas provocadas pela pandemia do coronavírus e esperam começar 2022 com nova perspectiva de vida. "O especial é importante para a gente saber onde quer chegar", declara a jornalista. Na abertura do especial, a música “Amanhã”, de Guilherme Arantes, também ganha versão inédita, cantada por Glória Groove.

O ponto de partida do programa foi a Rodoviária do Tiête, em São Paulo. Em parceria com o repórter Murilo Salviano, Tábata viajou por 10 estados em todas as regiões do Brasil. A jornalista conta que sua mineirice a ajudou a ser bem recebida onde quer que fosse. “O povo sabendo que eu sou mineira já perguntava se queria tomar um café, comer alguma coisa… Quando as pessoas percebem que sou mineira, abrem um sorriso, falam que o sotaque é maravilhoso, que a comida é maravilhosa”, detalha

VIDA REAL 

Tábata conta que houve um cuidado durante as gravações para evitar que o tema fosse abordado com pieguice. Segundo ela, é possível abordar o Brasil real sob qualquer perspectiva – culinária, cultura, moda –, mas terá sempre como pano de fundo e base a desigualdade social.

"Então, não há como ter romance nisso. Não tem como 'passar pano' para essa desigualdade e para essa injustiça. Principalmente nos lugares que a gente visitou. A gente está falando de esperança e de sonho, mas as próprias pessoas estão contando a dor e a luta que é olhar para a frente. Não tem como ter romance nisso, mas tem como ter esperança. Tem como ter expectativa, tem como ter garra”, explica Tábata. Para ela, isso não é questão de escolha: “É uma questão de sobrevivência para o brasileiro. Ser resiliente não é uma opção, é uma imposição social, mas a gente faz isso com maestria. A gente sabe seguir em frente com muita dignidade, honestidade e força".

Tábata conta que se identificou com muitas histórias contadas ao longo dos três episódios do especial. As experiências que teve no “Rolê nas Gerais” a ajudaram na compreensão da proposta do “Fé na vida”.  "O Rolê reforçou algo que nós mineiros temos, e eu, por ter saído de uma periferia, também tenho: a gente sabe entrar e sair de qualquer lugar com muito respeito. Foi inevitável me enxergar em muitas delas, enxergar minha própria trajetória ali", revela.

PAULO GUSTAVO 

A participação especial no programa fica por conta de dona Déa e Thales Bretas, mãe e marido do humorista Paulo Gustavo, falecido em maio deste ano, em decorrência da COVID. Paulo será homenageado do enredo que a São Clemente apresentará em seu desfile na Marquês de Sapucaí, em 2022.

"Tive a oportunidade de conversar com a mãe dele, com o marido dele, de conhecer os filhos. Tive a oportunidade de entrar na São Clemente e ver toda aquela história ressurgindo, toda aquela escola de samba renascendo depois de tantas dificuldades. Consegui ver que carnaval não é só carnaval, você tem histórias, você tem vidas ali envolvidas."

Para Tábata, o “Fé na vida”, deixa um aprendizado também para ela: "Ouvir a dona Déa falando sobre a perda de um filho é como ouvir a minha vizinha falar dos dois filhos que ela perdeu para a COVID. Ouvir o Thales falando que perdeu o marido é a mesma coisa que ouvir minha amiga que perdeu o marido e tem uma filha para criar. Então, por mais que essas pessoas estejam em um contexto social diferente, a dor nos aproximou. E como a dor nos aproximou, a esperança é também um jeito de nos unir." finaliza.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro


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