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Estado de Minas NOVELA

Gabriel Fuentes diz que o trambiqueiro Bernardinho ''não é pessoa ruim''

Ator mineiro afirma que seu personagem em ''Nos tempos do imperador'' é fruto de sua época, ao tentar se dar bem junto à corte de dom Pedro II


12/12/2021 04:00 - atualizado 11/12/2021 04:37

Encostado a uma porta e usando trajes do século 19, o ator mineiro Gabriel Fuentes olha para a câmera, com a mão no queixo
(foto: Fábio Rocha/divulgação)

"Defendo o Bernardinho. Dentro de uma questão da época, tenta se aproveitar do que vem a ele para estar junto da realeza"

Gabriel Fuentes, ator

O ator mineiro Gabriel Fuentes, que interpreta o oportunista Bernardinho em “Nos tempos do imperador”, diz que o rapaz quer apenas se dar bem. O filho preferido de Lota (Paula Cohen) anda por caminhos tortuosos na novela das 18h da Globo. Para começar, fingiu ser oficial da Marinha e foi desmascarado ao tentar engatar um romance com a princesa Leopoldina (Bruna Griphao). 

Depois, aliou-se ao mau-caráter Tonico (Alexandre Nero). Por conta de uma troca de favores, Bernardinho ganhou emprego na Câmara dos Deputados, com a condição de dar metade do salário ao vilão.

O caçula do clã Pindaíba está longe de ser exemplo de honestidade, mas o ator sai em defesa do personagem. “Não acho que seja uma pessoa ruim”, afirma. Mas compreender não significa avalizar. “Fui criado com valores, caráter”, revela Fuentes, de 26 anos, nascido em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Nesta entrevista, ele explica por que compreende Bernardinho, conta como o público tem recebido as atitudes controversas do personagem e fala de sua estreia na TV, em 2018, no elenco de “Malhação: Vidas brasileiras”.
O oportunista Bernardinho (Gabriel Fuentes, E), a ambiciosa matriarca Lota (Paula Cohen, C) e o primogênito Nelio (João Pedro Zappa). Em pé, o patriarca Batista, que tem um caso com a escrava Lupita (Roberta Rodrigues)
O CLÃ PINDAÍBA O oportunista Bernardinho (Gabriel Fuentes, E), a ambiciosa matriarca Lota (Paula Cohen, C) e o primogênito Nelio (João Pedro Zappa). Em pé, o patriarca Batista, que tem um caso com a escrava Lupita (Roberta Rodrigues) (foto: João Miguel Júnior/divulgação )

Bernardinho está em busca de boas oportunidades em “Nos tempos do imperador”. O que você acha válido fazer para alcançar essa meta?
Defendo o Bernardinho. Dentro de uma questão da época, tenta se aproveitar do que vem a ele para estar junto da realeza. A mãe faz tudo pelo filho, independentemente da consequência. Não acho que seja uma pessoa ruim. Só tenta se dar bem na vida, dentro do contexto e do tempo da novela. Sou muito focado, sempre corro atrás dos meus objetivos. Não meço esforços para chegar e conseguir aquilo que almejo. Mas, claro, não faria metade das coisas que o Bernardinho faz. Fui criado com valores, caráter. E jamais mudaria isso.

Criado por pais trambiqueiros, Bernardinho quis tirar proveito de um possível relacionamento com a princesa Leopoldina, antes do casamento dela com Augusto (Gil Coelho). Como você vê a relação dele com a família, depois que suas mentiras foram desmascaradas?
Como disse, a mãe do Bernardinho passa muito a mão na cabeça dele. O personagem mentiu, sim, e foi desmascarado. Mas ele é meio que usado pela Lota para garantir um futuro para a família. Por mais que não tenha feito de total boa vontade, acho que existiu um carinho dele com a princesa.

O que você tem escutado das pessoas em relação ao Bernardinho?
Achei que seria odiado, mas, por incrível que pareça, tenho recebido carinho. A galera entende que Bernardinho não é uma pessoa ruim. Ele simplesmente foi colocado dentro de um contexto, com o apoio da mãe, para se dar bem na vida. Claro que, às vezes, levo puxão de orelha sobre a mentira dele. Mas ele está sendo crível para o público.

Você gravou a novela durante a pandemia. Como se adaptou aos novos protocolos sanitários?
Quando ia começar a gravar e fazer workshops para a novela, a pandemia começou. Fiquei dois anos esperando o Bernardinho, estava ansioso. Mas foquei na construção dele e acho que isso foi fundamental. Ele é totalmente diferente de mim. Sobre a TV Globo e os protocolos, não tenho o que reclamar. Eles são muito cuidadosos com tudo, para que a gente esteja bem e entregue uma novela linda.

Antes de “Nos tempos do imperador”, você participou de “Malhação – Vidas brasileiras”. O que aprendeu lá?
Aprendi sobre televisão, a gravar tantas cenas por dia, fiz grandes amigos. Tudo serve de aprendizado e reflexão para o que vem em seguida. Sem o Érico, talvez eu não estivesse interpretando o Bernardinho agora. Inclusive, fui testado para o papel enquanto gravava “Malhação”. Sou um ator em constante busca de aprendizado para realizar personagens dife- rentes. Isso é o que me instiga.

Quais são os próximos passos de sua carreira?
Sou um cara sonhador, cheio de objetivos e muito focado nos estudos. Quero entregar um resultado bom para quem assiste, mas gostaria de poder interpretar personagens distintos. Estou batalhando para isso. Tenho alguns trabalhos em vista, mas estamos analisando as datas. Não sou de contar antes de colocar as coisas em prática. Na hora certa, todos vão saber (risos).

 












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