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Estado de Minas REPORTAGEM DE CAPA

Desafio de informar

Programas jornalísticos se adaptam ao cenário imposto pela pandemia. No Conexão repórter,no SBT/Alterosa, grandes reportagens vão além da COVID-19 para manter o DNA do programa


19/07/2020 04:00

No Conexão repórter, que celebra 10 anos, Roberto Cabrini diz que há necessidade de contar grandes histórias(foto: SBT/divulgação)
No Conexão repórter, que celebra 10 anos, Roberto Cabrini diz que há necessidade de contar grandes histórias (foto: SBT/divulgação)


Com as agendas quase que exclusivamente ocupadas por conteúdos relacionados à pandemia do coronavírus e ao isolamento social, a missão de levar informação de qualidade para o público se torna cada vez mais importante. Mas, para isso, jornalistas também precisam se adaptar às novas exigências. “Claro que tudo fica mais complicado por causa da dificuldade em fazer entrevistas presenciais, mas temos que obedecer, são novos tempos. Temos que respeitar as medidas de segurança. Continuamos tendo a necessidade de contar uma grande história”, afirma Roberto Cabrini, repórter e apresentador do Conexão repórter, exibido às segundas-feiras, às 23h45, pelo SBT/Alterosa.
 
O programa, que completa nesta segunda-feira (20) 10 anos no ar, busca produzir grandes reportagens investigativas sobre assuntos que interferem na vida da população brasileira. Com a pandemia, os jornalistas, antes acostumados às entrevistas presenciais, estão tendo que mudar a maneira de trabalhar. “Estamos em um admirável mundo novo, onde você precisa substituir o contato físico pelo cibernético, o que representa algumas perdas, mas você vai se acostumando”, explica Cabrini.
 

"Tudo fica mais difícil por causa da dificuldade em fazer entrevistas presenciais, mas temos que obedecer, são novos tempos. Temos que respeitar as medidas de segurança"

Roberto Cabrini, jornalista e apresentador

 
 
Apesar de se adaptar às novas regras, o jornalista ressalta a importância da presença física. “Nada substitui o contato olho no olho, mas é possível e descobrimos que tem como fazer grandes matérias dessa forma. E também o mundo ficou menor, porque todo mundo está disponível para dar entrevista pela internet”, pontua Cabrini. Segundo ele, entrevistas que antes demoravam dias para serem realizadas, devido à locomoção da equipe, agora são feitas em poucas horas por meio de plataformas on-lines.
 
Quando questionado sobre as escolhas de pauta, Cabrini revela que a equipe está tentando balancear entre pautas relacionadas ao coronavírus e outros assuntos. “Temos intercalado também, porque as pessoas ficam meio saturadas. Procuramos sempre diversificar e manter o DNA do programa. Mas é claro que a pandemia continua tendo uma força muito grande. A dor não pode ser silenciada”, defende.
 
Assim como Cabrini, a equipe do Fantástico, exibido aos domingos na Globo, teve a rotina de produção  alterada por causa da pandemia. “Não entrevistamos pessoas com sintomas. Cada apresentador e repórter recebeu kit próprio de maquiagem. Diminuímos as viagens ao mínimo jornalisticamente necessário e priorizamos entrevistas remotas”, revela a emissora em nota enviada ao Estado de Minas.
 
Segundo o texto, a equipe do Fantástico adotou, em sua maioria, o trabalho em home office. Poucos profissionais vão a campo. Apesar das medidas de proteção e da mudança na rotina de produção, o programa teve sua duração estendida de duas para três horas. “Acreditamos que a informação acurada, relevante, é uma prestação de serviço que oferecemos como uma importante arma no combate à COVID-19”, afirma a emissora.
 
Na Band, o Na linha de frente, que estreou em 25 de junho, busca sair da pauta coronavírus e mostrar a rotina de trabalho de policiais e bombeiros. O programa, apresentado pelo jornalista João Paulo Vergueiro, é transmitido todas as quintas, às 22h45
 Na busca por novos ângulos de cobertura da pandemia, o Conexão repórter criou a série O inimigo invisível, que já possui seis capítulos e busca mostrar os desafios por trás da luta contra o coronavírus, em várias partes do Brasil. “É a cobertura mais arrojada, ninguém esteve em tantos locais quanto a gente. Fomos até mesmo nos de alto risco, como as UTIS e favelas. A nossa proposta é estar no olho do furacão”.

Heróis Uma das coisas mais marcantes que Cabrini percebeu durante a produção das matérias foi o esforço e a dedicação dos profissionais de saúde. “Em poucos lugares do mundo, os profissionais trabalham em situações tão precárias e mesmo assim não deixam de fazer suas funções. São heróis anônimos, que não abandonam os postos.”

*Estagiária sob a supervisão da 
subeditora Tetê Monteiro  


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