Publicidade

Estado de Minas

Paulo Rocha comemora estar em três reprises globais

Ator português ainda diz que novelas são oportunas, pois falam de superação e renascimento


postado em 31/05/2020 04:00

Em Fina estampa, Guaracy conquista o coração da protagonista Griselda (foto: Renato Rocha Miranda/globo)
Em Fina estampa, Guaracy conquista o coração da protagonista Griselda (foto: Renato Rocha Miranda/globo)

O português Paulo Rocha vive um momento único. Pela primeira vez, o ator está no elenco de três novelas da Globo: em Novo mundo, na faixa das 18h; em Totalmente demais; (19h) e no horário nobre em Fina estampa. Nascido em Setúbal, Rocha se mudou para o Brasil em 2011, quando veio para interpretar, a convite de Aguinaldo Silva, autor do folhetim das 21h, o personagem Guaracy, que acabou se tornando um dos protagonistas da novela dirigida por Jorge Fernando.

Entre outros trabalhos realizados na Globo, Rocha interpretou, em 2015, o Dino, personagem de Totalmente demais, dirigida por Luiz Henrique Dias. Em 2017, atuou em Novo mundo, quando interpretou o coronel Avilez, na trama dirigida por Vinícius Coimbra. As três novelas estão sendo reprisadas devido à pandemia do novo coronavírus – a Globo paralisou as gravações dos folhetins que estavam sendo exibidos antes da COVID-19.

O ator acredita que a escolha da Globo para reprisar essas novelas não foi aleatório. “Reconheço alguns traços em cada uma das produções. Na verdade, elas falam de superação e transformação. Acho que essas são mensagens que todos estão precisando ouvir nesse momento que estamos atravessando. Em Fina estampa mesmo pode se observar a imagem de uma mulher que passava por dificuldades e adversidades, até que deu a volta por cima, conseguindo ter uma vida melhor, tanto para ela quanto para a família.”

Novo mundo mostra toda a questão da Independência do Brasil. “É também uma história de superação, nascimento e renascimento. Em nível de consciência, ela passa, talvez, uma mensagem de esperança, justamente por estar envolvida nessa roupagem de ser uma novela leve, embora tenha uma linguagem mais sofisticada, mas que não é densa”, opina o ator.

Rocha acha que o costume das novelas e a influência delas na cultura brasileira é algo ímpar no mundo. “Só que o problema é que hoje temos muito menos tempo, pois tudo é mais rápido. Acho também que os streamings podem contribuir com o conforto de não ficarmos preso aos horários. Agora, com o desacelerar obrigatório da nossa existência, isso possibilita reavivar esse costume que está completamente enraizado na cultura e na sociedade brasileira.”

O ator está no Brasil com a mulher e o filho, pois não viu sentido em voltar para Portugal. “Não seria sensato. Apesar de termos consciência do que temos de fazer para ficarmos seguros, a quarentena não deixa de ser um pouco desgastante. Ver o flagelo e ainda observar a nossa incapacidade de fazer algo diante de uma pandemia como essa e vendo o sofrimento de muitas pessoas é, para mim, angustiante.”

APRENDIZADO 

Rocha diz que Fina estampa tem para ele um significado especial por ter sido a sua primeira novela no Brasil. “Confesso que menosprezei o Guaracy durante um tempo, pois achei que o sucesso do personagem se devia a questões mais estéticas do que artísticas. Agora, felizmente, estou reconhecendo uma estética de interpretação. Fiquei feliz e pude perceber que estava sendo um pouco injusto comigo e com o personagem.”

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade