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Estado de Minas

Amor e liberdade

Martha Nowill revela que tem muito de Laura, sua personagem na série Todas as mulheres do mundo, que estreia dia 23 no Globoplay


postado em 19/04/2020 04:00

(foto: Globoplay/divulgação)
(foto: Globoplay/divulgação)

Entrevista/Martha Nowill

'A Laura gosta da vida'

Atriz elogia sua personagem em Todas as mulheres do mundo e defende que amor é 'apolítico'

“A Laura é uma mulher não idealizada e cheia de defeitos. É uma mulher que quer ser feliz, quer ter filho, não importa se será fruto de um amor romântico ou não. E é uma amiga fiel, leal e dedicada. Ela, Paulo  (Emilio Dantas)  e Cabral (Matheus Nachtergaele) são como os três mosqueteiros, muito amigos.” É assim que Martha Nowill descreve sua personagem na série Todas as mulheres do mundo, que estreia na próxima quinta, 23 de abril, no Globoplay.

A produção, inspirada na obra homônima do diretor e dramaturgo Domingos Oliveira, que morreu em março de 2019, aos 82 anos, traz a assinatura de Jorge Furtado e Janaína Fischer e direção artística de Patricia Pedrosa em sua releitura, que promete manter as reflexões filosóficas sobre a vida, o amor e a morte com humor inteligente e refinado. Furtado já chegou a declarar que Todas as mulheres do mundo é uma “oportunidade para os brasileiros conhecerem a poesia de um grande artista”.

Para Martha, Domingos Oliveira “é inspiração maior”, Na entrevista a seguir, a atriz paulistana de 39 anos fala sobre a comédia romântica, detalha seu papel e o quanto sua personagem Laura é parecida com sua vida real. “A Laura é rápida, inteligente, bem-humorada. Eu também sou um pouco assim de querer resolver as coisas.”
Paulo (Emilio Dantas), Maria Alice (Sophie Charlotte), Laura (Martha Nowill), Cabral (Matheus Nachtergaele) e o cão Oliveira protagonizam Todas as mulheres do mundo (foto: Globoplay/divulgação)
Paulo (Emilio Dantas), Maria Alice (Sophie Charlotte), Laura (Martha Nowill), Cabral (Matheus Nachtergaele) e o cão Oliveira protagonizam Todas as mulheres do mundo (foto: Globoplay/divulgação)

Todas as mulheres do mundo fala sobre amor e liberdade. Em tempos díspares como os atuais é possível dar vazão aos dois sentimentos? 
É necessário. O amor é apolítico, atemporal, apartidário. Quando tudo está perdido, inclusive nossa liberdade, só resta o amor.

Como é sua personagem Laura? Tem alguma ligação com a Martha Nowill da vida real?
A Laura é rápida, inteligente, bem-humorada. Gosta da vida. Não perde o amigo e também não perde a piada. Ela é prática e, quando toma uma decisão ou entende seus desejos, o que ela quer é resolver. Eu também sou um pouco assim de querer resolver as coisas. Se sei que uma coisa tem que ser feita, não consigo deixar para amanhã. Não consigo dormir brigada, por exemplo. E a Laura também preza muito sua liberdade, isso é fundamental para ela. Parece que não, mas ela é romântica.

Na série, Paulo, Cabral e Laura são amigos inseparáveis. Pode contar um pouco desta relação de amizade e como Laura se posiciona diante dos dois?
Uma mulher entre dois homens. Acho que ela manda neles, mas eles não sabem. O bonito dessa amizade é que ela é improvável,  são três pessoas muito diferentes, unidas pelo amor, humor e poesia. Como a Laura tem essa praticidade na vida dela e as mulheres conseguem fazer mil coisas ao mesmo tempo, ela tá sempre fazendo as coisas acontecerem nesse trio.

Todas as Mulheres do mundo é escrita por Jorge Furtado e Janaína Fischer, inspirada na obra de Domingos Oliveira, com direção artística de Patricia Pedrosa. Como é trabalhar com esse time?
Só de ler essa frase me dá um negócio. O Domingos é inspiração maior, desde que vi Todas as mulheres do mundo, com 18 anos de idade. Acho que poucas pessoas no Brasil têm a sensibilidade para adaptá-lo, e o Jorge é uma delas. A obra do Jorge Furtado no nosso audiovisual é extensa, importante, sensível. Não conhecia a Janaína, mas ela é muito talentosa e acho importante uma mulher e uma mulher mais jovem nesse time da escrita. Bom, a Patricia é um capítulo à parte. Ela é uma força trabalhando, é uma líder que consegue mover uma montanha apenas com sua presença. Fora o talento, bom gosto e a sensibilidade com os atores.

Nestes tempos de isolamento social, a estreia desta comédia romântica traz algum alívio?
Sim. É um bálsamo.
Além desse trabalho, em quais outros projetos você está envolvida? 
Em maio estreia uma série que fiz para HBO chamada Hard, remake de uma série francesa. Estou também escrevendo o roteiro de um longa que a Julia Rezende vai dirigir e preparando um monólogo adaptado do livro Manual da demissão. Gostaria muito de estar no palco em breve com ele. E no mais, esperando para ver o que vai acontecer com os projetos culturais pós-pandemia. Estou com muita saudades do set, de atuar.

TODAS AS MULHERES DO MUNDO
>> Estreia: 23 de abril, quinta-feira
>> Globoplay




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