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Estado de Minas NOVELAS

'Inacreditável', diz Carrão sobre presídios


postado em 29/12/2019 04:00

Em Amor de mãe, Humberto Carrão é o ex-presidiário Sandro e, para compor o personagem, visitou penitenciárias (foto: João Cotta/Globo)
Em Amor de mãe, Humberto Carrão é o ex-presidiário Sandro e, para compor o personagem, visitou penitenciárias (foto: João Cotta/Globo)
O afeto materno era praticamente desconhecido por Sandro (Humberto Carrão) até encontrar Lurdes (Regina Casé), em Amor de mãe. Na novela das 21h da Globo, o rapaz passou a acreditar que a nordestina é a mãe de quem foi roubado, quando ainda era criança. Então, começaram a conviver e ignoraram um exame de DNA. Porém, deve acontecer uma virada na trama de Manuela Dias, afinal, Vitória (Taís Araújo) também tem um filho perdido, que foi entregue a Kátia (Vera Holtz). Entretanto, o ex-presidiário gostou tanto de ser cuidado por alguém que talvez continue a considerar Lurdes como sua mãe, mesmo que Vitória venha com outro tipo de revelação

"Sandro sempre soube que era adotado, mas não que Kátia era traficante de crianças. Essa foi uma porrada que ele recebeu quando ainda estava preso. Lurdes faz muito para ajudá-lo; é uma demonstração de carinho que desconhecia. E, aí, tem todos os irmãos. O personagem vai se cercar de gente que a vida inteira procurou por ele. Isso será transformador para seu caráter", analisa o ator.

Após deixar o presídio, Sandro se envolveu novamente com Marconi (Douglas Silva), o que decepciona Lurdes. Ainda assim, a nordestina continuará fazendo de tudo para mudar o comportamento do rapaz. Para Humberto, é natural que o personagem tenha algumas recaídas no meio desse processo de redenção.

"Talvez, ele possa querer voltar para o ambiente em que foi criado, para os amigos e a galera. No entanto, isso também pode ser visto como o retorno para uma vida que é justamente o que o Sandro está querendo superar. Novela é algo longo, mais de 100 capítulos", defende.

Para viver Sandro, Carrão visitou presídios em Bangu,na Zona Oeste do Rio. Isso foi importante para sentir na pele o que seria a essência do passado do personagem. Para o ator, uma vivência impossível de esquecer. "Fiz questão de ir em dia de visita para encontrar as famílias, entender a força dos parentes visitando e a dureza do preso que não recebe ninguém. Foi uma experiência inacreditável! Essa visita vai seguir na minha cabeça", entrega.

CINEMA 

Antes de Amor de mãe, a última novela de Carrão foi A lei do amor (Globo, 2016). Depois, chegou a participar da segunda temporada de Sob pressão (Globo, 2018). Mas evitou folhetins para se dedicar mais ao cinema e também ao roteiro de seu primeiro filme como diretor, que está escrevendo com Ana Maria Gonçalves, autora do livro Um defeito de cor. Embora o projeto ainda não esteja finalizado, ele acredita que pode conciliar essa tarefa com a trama de Manuela Dias: "Novela dura muito tempo e, às vezes, é difícil de colocar na agenda porque há filmes, coisas acontecendo fora e você quer fazer. Fiquei quase um ano e meio me dedicando a esse roteiro. Produzir cinema é uma dificuldade grande nesse momento que o Brasil enfrenta”. (Estadão Conteúdo) 


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