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Estado de Minas

'O humor acompanha as mudanças sociais'

Marcos Veras reconhece que piadas feitas 20 anos atrás não podem ser ditas atualmente.Para ator, mesmo com patrulha do politicamente correto, há ainda matéria-prima para criar


postado em 10/03/2019 05:08

Em Verão 90, na Globo, Marcos Veras vive Álamo, casado com Madá (Fabiana Karla) (foto: Paulo Belote/Globo)
Em Verão 90, na Globo, Marcos Veras vive Álamo, casado com Madá (Fabiana Karla) (foto: Paulo Belote/Globo)

 Há atores que, quando constroem uma carreira sólida no humor, têm dificuldades para alcançar um espaço nas novelas. Esse, no entanto, não é o caso de Marcos Veras. Em Verão 90, trama das 19h da Globo, o ator vive Álamo, dono da grife de camisetas Top Wave. Casado com Madá (Fabiana Karla), o empreendedor começará a ter uma relação difícil com a esposa após o sucesso dela como a vidente Freda Mercúrio, na PopTV. É que ele se tornará mais ambicioso e colocará o casamento em risco.


“Álamo é de uma família rica que perdeu tudo. Então, passou a ter uma vida simples. A confecção vira um império da moda e aí, como todo ser humano com poder e dinheiro, ele pode se transformar. O casal começa a ter uma relação mais difícil, porque ela quer continuar na vida simples e ele quer crescer cada vez mais”, conta o ator.
Nos próximos capítulos, o sucesso de Madá como vidente em seu programa na PopTV influenciará na trajetória de seu marido. Como a personagem de Fabiana já havia previsto anteriormente na história, a relação dos dois tomará outro rumo: Álamo chegará a usar a esposa em benefício próprio.


Verão 90 é a quarta novela de Marcos Veras. A primeira foi Amor e intrigas, na Record, em 2007. Na Globo, integrou o elenco do Zorra total e trabalhou no Encontro com Fátima Bernardes, entre 2012 e 2015, quando foi escalado para Babilônia, em 2015. A terceira experiência nos folhetins veio em 2017, com Pega pega.


Veras assume que adora participar de projetos longos de teledramaturgia. E acredita ser surpreendente para o público vê-lo em trabalhos diferentes. Para ele, isso enriquece sua pluralidade e dá mais uma prova de que pode fazer comédia e também drama.
Para Veras, é difícil conciliar televisão e teatro. Por isso, desta vez, optou focar apenas na TV e reservar seu tempo livre para descansar. No entanto, aponta que, se tivesse de escolher apenas um espaço para trabalhar, ficaria com o palco. Mesmo assim, entrega que é justamente a versatilidade da profissão o que mais lhe agrada. Assim, pode transitar entre as várias possibilidades.

TRANSFORMAÇÕES “Tenho o maior orgulho de ser reconhecido como comediante, acho humor muito difícil de fazer. Nem todo ator consegue e vários já assumiram que não sabem. Mas venho tendo a oportunidade de fazer personagens que não são exatamente de humor, como em Pega pega, em que interpretava um policial apaixonado. Já no filme O filho eterno, foi um drama pesado”, declara


Assim como a sociedade, o humor também tem passado por transformações nos últimos anos e há uma cobrança do público pelo politicamente correto. Mesmo assim, Veras crê que não falta matéria-prima para que se criem novas piadas, capazes de não ofender o próximo.


“Sempre teve a patrulha. Talvez tenha aumentado mais. Acho que o humor acompanha as mudanças sociais, então piadas que a gente fazia há 20 anos não podem ser feitas hoje. É importante reconhecer que temos de variar o tipo de humor, como o Porta dos Fundos, Tá no ar, o Zorra e vários comediantes na internet vêm fazendo.” (Estadão Conteúdo)


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