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Estado de Minas Viajens de fim de ano

Infectologistas alertam sobre como se proteger da COVID-19 nos aeroportos

Infectologistas recomendam atenção reforçada com uso de máscara durante toda a espera nos terminais e no voo, além de higienização e distanciamento


22/12/2020 04:00 - atualizado 22/12/2020 00:33


Natal e Réveillon, datas que costumam levar milhares de pessoas aos aeroportos, exigem cuidados adicionais que o viajante tem de tomar, sobretudo num ano de pandemia.Espera-se que cerca de 130 mil pessoas embarquem no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Grande BH, até as vésperas da virada. Passado esse período, a estimativa sobe a 140 mil passageiros.

 

Em meio à pandemia de COVID-19, a tranquilidade dessas viagens não é a mesma. Uma série de cuidados precisam ser adotados pelos viajantes, como alerta o infectologista Carlos Starling, diretor da Sociedade Mineira de Infectologia. “Desde a saída de casa até o embarque, a primeira coisa a se preocupar é com as máscaras de proteção individual.

 

É preciso levar mais de uma para que a troca possa ser feita de acordo com as necessidades e, se possível, a cada quatro horas”, recomenda. Se os planos para o fim de ano incluem uma viagem, lembre-se de acrescentar máscaras de proteção individual à sua lista de itens indispensáveis na bagagem, de acordo com os dias os quais vai passar fora de casa e, também, leve em conta a necessidade de troca.

 

Carlos Starling destaca, ainda, que durante a espera pelo embarque e no voo, tendo em vista a maior possibilidade de contato e de contágio, é importante que a proteção seja reforçada com o uso das máscaras face shield. “A propósito, use máscaras de boa qualidade e, se possível, dê preferência para as cirúrgicas”, indica o infectologista. Numa viagem feita em curto espaço de tempo, outra dica dada por Carlos Starling é evitar retirar a máscara e se alimentar.

 

“Até quatro horas, não há necessidade de retirar a máscara e nem o face shield, inclusive porque nunca se sabe quem está sentado ao seu lado e a condição clínica dessa pessoa”, diz. Nesse cenário, observe também o distanciamento social mínimo de dois metros e a higienização das mãos, justamente para evitar a contaminação pelo vírus – duas medidas clássicas do cotidiano e que devem ser respeitadas também durante os voos e viagens.

 

É o que diz o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia (SMI), Estevão Urbano. “Deve-se evitar ao máximo locais cheios e ficar próximo das pessoas, seja em filas ou em qualquer momento de espera ou embarque, principalmente se elas estiverem sem máscara. A aglomeração é um risco. Por isso, é importante que o turista fique o menor tempo possível dentro das instalações do aeroporto e, quando necessário estar, mantenha sempre a distância mínima e busque fazer a higienização com o álcool 70%.”

 

“O vírus se transmite pela proximidade e, geralmente, pelas gotículas respiratórias. Por isso, tem-se que fazer no aeroporto, tudo o que você faria em casa ou na rua, por exemplo. E o fundamental é manter o uso da máscara nos aeroportos com o máximo de rigor, porque ali frequentam pessoas de várias cidades, às vezes, de vários países, e isso aumenta muito a chance de contaminação. Aeroporto é um local crítico. Então, higiene das mãos, distanciamento e máscara são 100% importantes. É fundamental”, completa.

 

Ainda segundo Carlos Starling, um ponto de prevenção importante é a realização do exame de diagnóstico antes do embarque e até mesmo antes de chegar até o aeroporto. “A última coisa que você quer, com certeza, é levar o vírus de presente para quem você ama, caso as viagens sejam feitas para visitas em família. Mas independentemente, faça um teste antes das viagens. Existem até mesmo laboratórios de base dentro dos aeroportos. Vale a pena”, observa o infectologista. Protocolos Estevão Urbano, presidente da SMI, enfatiza, ainda, os cuidados que as companhias aéreas têm de adotar desde o preparo da viagem até o desembarque no destino escolhido.

 

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na Grande BH, informa, em seu site, uma série de protocolos e recomendações para manter a proteção de passageiros e profissionais do setor aéreo. Os cuidados indicados se dividem em quatro vertentes: preparação para a viagem, chegada e permanência no aeroporto, segurança a bordo e desembarque. Antes de chegar ao aeroporto, certifique-se de que separou suas máscaras de proteção individual, haja vista a obrigatoriedade do uso do acessório em toda a viagem, seja em aeroportos ou aeronaves.

 

Além dos turistas, todas as pessoas envolvidas na viagem devem fazer uso dos equipamentos de segurança individual. “A utilização do item é uma garantia para a proteção do passageiro e dos demais viajantes, das pessoas que trabalham nos aeroportos e dos tripulantes. Todos devem usar máscaras e já chegar no aeroporto com a proteção, que pode ser de tecido”, informa o site do terminal.

 

O check-in pode ser feito por meio da internet. Caso isso não seja possível, a recomendação é: distanciamento social mínimo de dois metros entre os passageiros na fila de espera para o atendimento. Essa distância deve ser respeitada, também, em demais áreas do aeroporto durante a espera do embarque. Justamente por isso, o protocolo obriga que parte dos assentos sejam bloqueados pelo terminal, evitando a proximidade dos passageiros.

 

Dentro dos aviões, antes de cada embarque, está sendo feita desinfecção completa das aeronaves, o que não significa que o turista pode relaxar. Após o embarque, o passageiro deve evitar contato com os tripulantes, levantando-se só após autorização. O uso de álcool 70% em gel é indicado dentro dos aviões.

 

Por isso, não o esqueça em casa e se atente as regras de transporte: na bagagem de mão é limitado a não mais do que 500 ml e com o fechamento em perfeito estado para prevenir a liberação do conteúdo. No caso de voos internacionais, são exigidos os frascos de álcool em gel de plástico transparente e com capacidade máxima de 1000ml. Assim como artigos considerados perigosos, não se deve transportar mais que dois quilos ou dois litros por pessoa.

 
Destino

 

Os cuidados adotados pelos passageiros no embarque devem ser mantidos no momento do desembarcar e retirar bagagens. Ao chegar ao destino, a recomendação é de que os tripulantes aguardem a chamada do comandante e a abertura das portas para se levantarem e, só então, preparem a saída. Na retirada de bagagens também é necessário seguir o distanciamento social. Orientações sobre como manter a segurança estão disponíveis no site oficial do Aeroporto Internacional de BH, na aba de informações sobre COVID-19: https://site.bh-airport.com.br/SitePages/pt/passageiro/informacoes-para-viagens.aspx. 

 

Os especialistas em Saúde destacam a importância de os passageiros atentarem, também, para o destino. Os locais ideais são aqueles em que as pessoas vão se aglomerar menos, as cidades menos cheias e com menos frequência de turistas. Além disso, nesses locais, é essencial ter os mesmos cuidados que são mantidos na terra natal. Ou seja, máscara, distanciamento, evitando aglomerações, entre outros.”

 

Um dos fatores que devem ser analisados é o nível dos indicadores da COVID-19 no local de destino. “E, obviamente, repensar, inclusive, a viagem, se o local estiver tendo um grande número de contágio e um aumento da pandemia, por exemplo”, destaca Estevão Urbano. A prevenção é, para Carlos Starling, uma dica de ouro. “Se puder evitar a viagem, evite. Porém, se precisar mesmo viajar, evite aglomerações e mantenha-se o tempo todo protegido”, recomenda.

 

Se o viajante se dirigir a um restaurante ou mesmo ao banheiro, dois locais públicos e propensos à contaminação e que, normalmente, em viagens, são muito usuais, precisa redobrar os cuidados. “Prefira locais abertos e com o distanciamento adequado entre as mesas. E tome cuidado o tempo todo com a higiene pessoal. Os banheiros geralmente são mal ventilados, e o vírus pode ser excretado pelas fezes. Então, se for uma viagem/passeio curto, evite utilizar banheiros públicos. Eles sempre correspondem a um local de maior risco”, destaca. 

 

  

*Estagiária sob a supervisão da subeditora Marta Vieira


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