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Estado de Minas Minas 300 anos

Explore as raízes místicas e históricas de Milho Verde e Serro

Com a tradição das igrejas mineiras, o saboroso queijo premiado e o frescor das belas cachoeiras, Milho Verde e Serro encantam turistas


15/12/2020 04:00 - atualizado 15/12/2020 07:44

Cartão-postal do Serro, a Capela de Santa Rita se destaca diante da escadaria íngreme no Centro Histórico da cidade mineira(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Cartão-postal do Serro, a Capela de Santa Rita se destaca diante da escadaria íngreme no Centro Histórico da cidade mineira (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Uma charmosa vila. É assim que Milho Verde, distrito de Serro, é conhecido. Aconchegante, o vilarejo que fica na Serra do Espinhaço, Região Centro-Nordeste de Minas, é um daqueles lugares encantadores, onde a sensação de não querer ir embora é como um abraço de paz e tranquilidade. A natureza exuberante, com belíssimas cachoeiras, e uma hospitalidade acalentadora são os grandes responsáveis pelo destino ser um dos mais queridos do povo mineiro.

Ao circular pelo distrito, terra natal da personagem histórica Chica da Silva, o visitante terá a oportunidade de apreciar as construções típicas, além de, claro, se refrescar nas cachoeiras, um de seus grandes atrativos. “Algumas são mais acessíveis, outras requerem um pequeno esforço para chegar, porém todas são lindas”, apresenta o site da cidade de Serro, a qual Milho Verde pertence.

E por que não conhecer também a bela história que marca Serro? “Sede de uma das quatro primeiras comarcas da Capitania das Minas Gerais, a antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, hoje, cidade do Serro, ainda guarda características das vilas setecentistas mineiras, o que lhe valeu ser o primeiro município brasileiro a ter seu conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em abril de 1938”, informa o site da cidade.

Serro também é famosa pela produção do queijo minas artesanal. Conhecida como Terra do Queijo, a cidade conta com cerca de 800 produtores.

ATRATIVOS

As igrejas são os atrativos principais do Serro. A Capela de Santa Rita é o símbolo da cidade. A igrejinha barroca no alto da uma escadaria é mundialmente conhecida. Além da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1713, e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, construída em 1768 com altares em estilo rococó e banhados a ouro.

As igrejas do Bom Jesus de Matozinhos e de Nossa Senhora do Rosário também não podem ficar de fora. Na última delas, tem-se uma linda vista da cidade, em razão de sua localização.

No Centro Histórico, casarões detalham, em sua construção, relíquias do passado colonial. Nas ruas da cidade o turista tem contato, ao mesmo tempo, com a natureza, a história e a tradição.

COLINA

Em Milho Verde, a imagem da Igreja de Nossa Senhora do Rosário estampou a capa de um dos discos de Milton Nascimento(foto: Leandro Couri/EM)
Em Milho Verde, a imagem da Igreja de Nossa Senhora do Rosário estampou a capa de um dos discos de Milton Nascimento (foto: Leandro Couri/EM)
 

Milho Verde também tem nas igrejas parte de sua atração local. As Igrejas Nossa Senhora do Rosário e Matriz Nossa Senhora dos Prazeres são carregadas de história. Construída no ponto mais alto da cidade, em uma colina da qual se avista um horizonte cercado de montanhas, a Igreja Nossa Senhora do Rosário é um dos principais cartões-postais de Milho Verde. Por suas características, atribui-se aos negros livres e escravos da região a construção datada no século 19.

Para além de histórica, a pequena igreja, de tão bela, já foi até capa de um dos discos de Milton Nascimento. Em noites de céu sem nuvens, o gramado da capela é um bom lugar para se apreciar o céu e ter contato com a natureza.

Em seu interior, as imagens de Nossa Senhor dos Prazeres, que dá nome a igreja, e de São Miguel, bem como uma Pietá inacabada, conferem, para além do caráter histórico, religiosidade ao monumento, tombado como Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) desde 1980. Foi lá que Chica da Silva foi batizada.



Dicas de viagem

Curta na região a piscina natural da Cachoeira Tempo Perdido(foto: Sérgio Mourão/divulgação)
Curta na região a piscina natural da Cachoeira Tempo Perdido (foto: Sérgio Mourão/divulgação)
 

CUIDADOS: Em meio à pandemia, é necessário ficar atento aos cuidados sanitários básicos, como uso obrigatório de máscaras de proteção e a prática do distanciamento social em todos os passeios realizados nas cidades.

CACHOEIRAS: Em Milho Verde, para chegar até as belas cachoeiras da cidade, as trilhas são ótimas e há várias opções. Entre os paraísos naturais estão as cachoeiras do Tempo Perdido, do Canelau, do Piolho e do Moinho.

COMO CHEGAR: Localizadas na Serra do Espinhaço, Milho Verde e Serro estão a cerca de 312 quilômetros da capital mineira. Os municípios têm duas opções de trajeto: via Curvelo, pela BR-040 no sentido Brasília, e via Serra do Cipó, pela MG-010.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Carlos Altman


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