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Estado de Minas DIAMANTINA, CONGONHAS E BH

Patrimônios em comunhão

Monumentos históricos em três cidades mineiras são pano de fundo para viver o esplendor da fé durante o feriado santo


postado em 17/03/2020 04:00

Em Diamantina, destaque para a guarda romana durante a via-sacra(foto: José Leônidas/Divulgação)
Em Diamantina, destaque para a guarda romana durante a via-sacra (foto: José Leônidas/Divulgação)

 
Charmosa localidade mineira, a 300 quilômetros de Belo Horizonte, Diamantina – patrimônio cultural da humanidade – segue sua tradição nas celebrações da semana santa, que se iniciam no domingo de ramos, com programação todos os dias até o domingo de Páscoa. 
Entre os eventos estão a procissão do encontro, a cerimônia do lava-pés, a encenação da crucificação e morte de Jesus, o descendimento da cruz e a ressurreição. Uma atração à parte é a guarda romana, quando mais de 50 homens se caracterizam como soldados romanos da época e participam da via-sacra. 
 
Além das missas e encenações, as ruas do Centro Histórico são enfeitadas com detalhado tapete de serragem, que é confeccionado pelos moradores e visitantes. Próximo a Diamantina, o município do Serro também tem tradicional celebração.
 
Fé e emoção no Santuário Bom Jesus dos Matosinhos, em Congonhas (foto: José Leônidas/Divulgação)
Fé e emoção no Santuário Bom Jesus dos Matosinhos, em Congonhas (foto: José Leônidas/Divulgação)
 

CIRCUITO DO OURO A fé em forma de arte. Nesta época do ano, centenas de turistas visitam a histórica cidade, integrante do Circuito do Ouro, para ver de perto os Passos da Paixão de Cristo, de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), maior artista brasileiro de todos os tempos. Bem ao lado se encontra o Santuário Bom Jesus de Matosinhos com os profetas esculpidos em pedra-sabão. O local – que detém o título de patrimônio mundial, concedido há mais de 30 anos pela Unesco – é onde a fé e a religiosidade da população local afloram na semana santa e podem ser notadas no cuidado dos moradores e fiéis com a organização dos festejos e confecção do tradicional tapete de serragem e flores. Não tem como não se emocionar diante das esculturas que o mestre das artes deixou no alto de um dos morros da cidade histórica de Congonhas, a 89 quilômetros de Belo Horizonte. 
    Na quinta-feira, na praça da igreja matriz, há encenação da santa ceia. Mas a encenação da Paixão de Cristo, na sexta, é um dos pontos altos da programação, contando com a participação de mais de 200 atores e figurantes, no Adro dos Profetas.

BELEZA ARQUITETÔNICA A região da Pampulha, declarada patrimônio cultural da humanidade em 2016, título concedido pela Unesco, serve de ponto de partida para visitar Belo Horizonte durante a semana santa. Conferir de perto a beleza arquitetônica das curvas icônicas da Igreja São Francisco, projetada por Oscar Niemeyer, já vale o passeio. A religiosidade se manifesta na forma de um grande encontro na capital mineira. Unidos no desejo de renovação na fé católica, os belo-horizontinos se entregam à devoção com cânticos e louvores durante a celebração da Missa da Unidade, na quinta-feira, às 8h, na Catedral Cristo Rei, na região de Venda Nova. Como já é tradicional na cidade, cada comunidade organiza caravanas para que todos os fiéis possam participar deste momento de fé e oração que reúne milhares de pessoas todos os anos. 
 
     Durante a celebração, há a bênção dos santos óleos, utilizados pelas paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte para a celebração dos sacramentos: batismo, crisma e unção dos enfermos. Na sexta-feira, na Praça da Liberdade, ocorrerá a encenação da Paixão de Cristo, seguida de procissão até a Praça do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua, na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, com bênção e apresentação de coral. No domingo, às 18h, procissão luminosa partindo da Basílica Nossa Senhora de Lourdes até a Igreja São José.
 
 


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