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Estado de Minas MINAS GERAIS

Paixão, suor e lágrimas

Cidades mineiras imersas em paisagens coloniais, com seu casario e monumentos, tornam a semana santa no estado um espetáculo à parte


postado em 17/03/2020 04:00

Em Ouro Preto, os tapetes de serragem, feitos por moradores da cidade, são obras de arte ao ar livre (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Em Ouro Preto, os tapetes de serragem, feitos por moradores da cidade, são obras de arte ao ar livre (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)


O canto triste da Verônica ecoa pelas ladeiras e igrejas das cidades coloniais de Minas Gerais. Ao enxugar o rosto ensanguentado de Jesus, a mulher, cujo nome quer dizer, em latim, “face verdadeira”, entoa, nas procissões, os versos do lamento: “Oh, vós todos que passais pelo caminho, prestai atenção e vede se existe dor igual à minha dor”. 
 
A passagem bíblica encenada durante a semana santa é uma das tantas manifestações de fé que retratam as últimas horas de vida de Jesus Cristo na Terra – calvário, amor, morte, ressurreição e esperança. Durante o feriado santo, a representação do martírio vivido pelo filho de Deus é celebrada com devoção, suor e lágrimas.    O Brasil, com a maior população católica do mundo, revive, nos quatro cantos do país, todo o sofrimento vivido por Jesus: do calvário à crucificação e, depois, a ressurreição. Rumo ao interior, mais especificamente às cidades históricas mineiras – Ouro Preto, Mariana, Santa Luzia, Sabará, São João del-Rei, Tiradentes e Diamantina –, é que se vê a força das tradições católicas – costumes preservados desde a época do período colonial. 
 
Canto de Verônica é encenado durante a via-sacra, em frente à Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté(foto: jair amaral/EM/D.A Press)
Canto de Verônica é encenado durante a via-sacra, em frente à Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (foto: jair amaral/EM/D.A Press)
 
 
É uma viagem interior em todos os sentidos: interior de Minas, do Brasil e de si mesmo. Aqui no estado mineiro, fiéis buscam na data o contato direto com o divino e não se cansam ao acompanhar o ritual religioso, em procissões luminosas por ruas e vielas estreitas das cidades históricas ao som de cânticos melancólicos intercalados pelas badaladas dos sinos das igrejas barrocas.


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