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Estado de Minas NATAL

Visite o maior cajueiro do mundo e tenha uma experiência suculenta

A árvore nasceu na capital potiguar e atrai milhares de visitantes por ano. Arte, ciência e acontecimentos históricos também são destaques no roteiro


postado em 03/03/2020 04:00 / atualizado em 03/03/2020 15:03

Ocupando uma área de 8,5 mil metros quadrados, o maior cajueiro do mundo está no livro dos recordes (foto: Magnus Nascimento/Divulgação)
Ocupando uma área de 8,5 mil metros quadrados, o maior cajueiro do mundo está no livro dos recordes (foto: Magnus Nascimento/Divulgação)

 
As belas praias não são as únicas atrações para os turistas que desembarcam em Natal. Conhecer as inúmeras histórias potiguares, que remontam aos tempos do descobrimento do país e que passam pela Segunda Guerra Mundial, acrescenta significativo conteúdo à viagem. Um início interessante para traçar esse roteiro pode ser a partir do município de Parnamirim, ao sul da capital do estado, onde se encontra o maior cajueiro do mundo e uma grande produção de artesanatos. 
 
A árvore de mais de 130 anos impressiona pelos 8,5 mil metros quadrados de área que ocupa. Na década de 1980, chegou a produzir mais de 80 mil frutos por safra. Em uma contagem mais recente, realizada em 2015, a colheita caiu para 9 mil — em decorrência natural do envelhecimento da planta. Ainda assim, continua sendo um espécime de rara beleza, com galhos sinuosos que se elevam e se expandem em múltiplas direções, encantando o olhar dos visitantes.
 
Placas orientam sobre as regras do parque que abriga o cajueiro (foto: Alex Regis/Mtur)
Placas orientam sobre as regras do parque que abriga o cajueiro (foto: Alex Regis/Mtur)
 
 
Como continua em crescimento, o cajueiro provoca polêmicas. Os troncos invadiram uma rua vizinha e ameaçam chegar às casas. A comunidade e o governo local discutem se será necessário promover desapropriações de imóveis. Entre outros fatores, a medida se justificaria pela relevância econômica do cajueiro, responsável por cerca de 1.300 empregos diretos e indiretos na região. 
 
Há uma movimentada feira nos arredores e diversos profissionais especializados, de guias a biólogos,trabalham na manutenção do espaço, que cobra taxa de R$ 8 por visitação. “São várias questões em discussão, mas não podemos perder de vista que estamos falando de um ser vivo secular, que tantos bons frutos trouxe para esta terra”, comenta o orientador turístico Alessandro Araújo, que há seis anos trabalha no local.
 
Centro militar de lançamento de foguetes da Barreira do Inferno(foto: Ana Amaral/DN/D.A Pres)
Centro militar de lançamento de foguetes da Barreira do Inferno (foto: Ana Amaral/DN/D.A Pres)
 
 
Próximo ao cajueiro, a psicopedagoga Neusa Coronel aproveita a movimentação da região para empreender com foco na produção artesanal local. Há quatro anos, ela trocou São Paulo pelo Rio Grande do Norte, onde hoje se articula com sete etnias indígenas locais, além de grupos de mulheres presidiárias, para revender belas peças aos turistas na simpática loja de nome Atelier de Arte. “Sempre trabalhei nas escolas consideradas mais problemáticas em São Paulo, pois queria oferecer minha contribuição. Minha família é natural de Natal. Após me aposentar, voltei para continuar minha missão”, diz com um tenro brilho no olhar.
 
Ainda no município de Parnamirim, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno exibe uma face mais moderna e tecnológica da região. Fundada em 1965, foi a primeira base aérea de foguetes da América do Sul, oferecendo a Natal o título de Capital Espacial do Brasil. No local, os visitantes podem apreciar uma exposição com peças e fotos históricas.

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