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Estado de Minas BELéM DO PARá

Amazônia revelada

Na terra do açaí, do cacau e da castanha, a capital paraense oferece uma explosão de sabores na Região Norte do Brasil


postado em 31/12/2019 04:00

Às margens do Rio Guaíba, o Mercado de Ferro se destaca na paisagem(foto: Carlos Altman/EM/D.A Preess)
Às margens do Rio Guaíba, o Mercado de Ferro se destaca na paisagem (foto: Carlos Altman/EM/D.A Preess)


Saindo do porto fluvial de Belém, a lancha rápida atravessa, em 15 minutos,  as águas turvas, com correnteza forte, do Rio Guamá até chegar à Ilha do Combu. Durante o Círio de Nazaré, que ocorreu em 13 de outubro, essa ilha, conhecida como Veneza Tropical, foi um dos destinos mais procurados pelos turistas que buscam o contato com a natureza e os poderes invisíveis da selva amazônica.
Neste recanto natural vivem ribeirinhos e empreendedores, que extraem dos rios e das matas os alimentos nativos que ressaltam os sabores da rica culinária paraense. É o caso de Izete Costa, a Dona Nena, que desde 2006 comanda uma produção de chocolate e cacau amazônico 100% orgânico.
 
Parque Mangal das Garças é refúgio ecológico na capital paraense(foto: Carlos Altman/EM/D.A Preess)
Parque Mangal das Garças é refúgio ecológico na capital paraense (foto: Carlos Altman/EM/D.A Preess)
 
O trabalho de formiguinha de Dona Nena – Filha do Combu, na verdade começou há tempos. Ela e família produziam o chocolate bruto e orgânico e vendiam o precioso produto paraense para as fábricas em todo o mundo. Só em 2006, a empreendedora passou a vender, por conta própria, seus chocolates de sabor intenso com textura mais arenosa na casa dela. Tempos depois, a carreira da chocolatière paraense ganhou status internacional com a parceria firmada com o chef Thiago Castanho, do badalado Restaurante Remanso do Bosque, em Belém.
 
Conexão com a natureza no passeio de barco até a Ilha do Combu(foto: Carlos Altman/EM/D.A Preess)
Conexão com a natureza no passeio de barco até a Ilha do Combu (foto: Carlos Altman/EM/D.A Preess)
Também na Ilha do Combu, uma construção sobre palafitas “flutua” sobre as águas do Rio Guamá. No local se encontra o Restaurante Saldosa Maloca (escrito com L mesmo), estrategicamente voltado para a Baía do Guajará, de onde se avista a cidade de Belém. Para quem chega desavisado, ele não é um simples boteco suspenso que serve boa comida com temperos da Amazônia. É muito mais! Trata-se de um recanto de sustentabilidade sob o comando da chef paraense Prazeres Quaresma dos Santos, carinhosamente conhecida como Dona Neneca.

Berçário sagrado de aves Há quem diga que as garças estão de volta a Belém. A resposta é simples: elas reapareceram com a criação do Parque Naturalístico Mangal das Garças pelo governo do Pará, em 2005. Belém já era uma metrópole emoldurada pela floresta, mas algumas regiões estavam em completo abandono. O local logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados da capital paraense.
 
Nesse parque, que em algum momento nos faz lembrar o Museu de Inhotim, em Brumadinho, foi feita a revitalização de uma área de cerca de 40 mil metros quadrados às margens do Rio Guamá, nas franjas do Centro Histórico de Belém. O que antes era uma área alagada com extenso aningal transformou-se em um belo recanto na cidade. Ao entrar no berçário de tantas aves da Região Amazônica, o turista se depara com a rica diversidade da fauna e flora do Pará:  sobre a torre espetacular no centro do parque ou caminhando no trapiche elevado que nos leva até o Rio Guaíba avistam-se matas de terra firme e de várzea. Neste local, em total sintonia com a natureza, contemplam-se lagos artificiais, iguanas, flamingos festivos, garças graciosas, além de aves nativas e borboletas multicoloridas.

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