Publicidade

Estado de Minas PARQUE DAS AVES

Vida aos pássaros

Das 231 espécies de aves endêmicas da região, 120 correm risco de extinção e encontram abrigo e proteção


postado em 26/11/2019 04:00 / atualizado em 23/11/2019 13:54

A população de flamingos ocupa grande espaço neste santuário natural(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press %u2013 26/2/18)
A população de flamingos ocupa grande espaço neste santuário natural (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press %u2013 26/2/18)

 
O bioma de mata atlântica é o segundo mais diverso do planeta e também o mais ameaçado do Brasil. Nele, existem cerca de 8% de todas as espécies do mundo e mais de 91,5% de seu território deixou de existir por causa do desmatamento. Um dado alarmante, sobretudo quando comparado a outros biomas, como a floresta amazônica, que teve 19% de sua área desmatada.
 
Os números que fazem parte dessa estatística assustam e são crescentes. Entre 2015 e 2016, o desmatamento na nossa mata litorânea cresceu 60%, maior número dos últimos 10 anos. Com isso, uma infinidade de espécies da fauna e da flora já desapareceram e tantas outras podem estar com os dias contados caso não haja uma ação efetiva de preservação. Das 231 espécies de aves endêmicas da região, 120 sofrem risco de extinção e todas essas encontram abrigo no Parque das Aves. Esse número corresponde a 41% de todos os tipos de pássaros em extinção no Brasil.
 
Por isso, o trabalho de entidades e organizações, como o Parque das Aves, faz-se tão necessário e importante. Ele gerencia sozinho três projetos de recuperação de espécies: papagaio-verdadeiro, papagaio-chauá e aves do Iguaçu. E também participa solidariamente a outros projetos públicos e privados em prol da proteção das aves ameaçadas.
 
Forças aliadas contra a caça e o tráfico de animais e contra o desmatamento de zonas de proteção. Os projetos de parceiros que recebem incentivo são: projeto periquito-cara-suja, projeto conservação papagaio-de-cara-roxa e papagaio- de-peito-roxo. Ações de educação também compreendem o rol de ações instituídas a favor da mata atlântica e sobrevivência das espécies.

Mergulho na natureza A trilha pelos viveiros é o carro-chefe turístico, mas o parque dispõe de outros dois passeios de maior imersão. O Backstage Experience, que leva o visitante a conhecer os bastidores de cuidados e do trabalho de recuperação, com duração de 1h30min. Com essa opção, o turista tem acesso a áreas restritas e a oportunidade de alimentar determinadas espécies.
 
O outro tour é o Forest Experience, uma visita à tribo guarani. Uma oportunidade única de imersão na cultura indígena e participar de uma celebração que envolve dança, ritual com tabaco e um jantar tradicional ao redor da fogueira junto aos originários da tribo. Imersão participativa em uma experiência que transcende o conhecimento da mata e das origens do nosso povo. (EM)
 
Serviço

Passeio
Quando: todos os dias, das 8h30 às 17h
Valor: R$ 10 para moradores de Foz, R$ 45 demais pessoas e gratuito para crianças de até 8 anos Duração: livre, mas a caminhada dura cerca de 2 horas

Backstage Experience
Quando: todos os dias, às 7h30, 10h30, 14h e 16h
Valor: R$ 200
Duração: 1h30min

Forest Experience
Quando: terças e quintas, às 18h30
Valor: R$ 250
Duração: 2h30min

Destinado a maiores de 18 anos. Menores de 16 e 17 anos podem participar na companhia de pais ou responsáveis.

* Estagiária sob supervisão da editora Taís Braga 

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade