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Estado de Minas (RE) DESCUBRABH

Mercado Central e Mineirão celebram aniversários com shows no gigante da Pampulha

Pontos turísticos de Belo Horizonte estão em festa. Mercado Central completou 90 anos e o Mineirão, 54. Juntos comemoram, neste sábado, big festa e festival gastronômico


postado em 13/09/2019 15:00 / atualizado em 13/09/2019 15:58

O famoso mercado no Centro de BH recebe por mês mais de um milhão de visitantes(foto: Euler Júnior/EM/D.A Press %u2013 23/3/16)
O famoso mercado no Centro de BH recebe por mês mais de um milhão de visitantes (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press %u2013 23/3/16)

 
O Mercado Central, que completou 90 anos no último sábado, será reproduzido no Mineirão, transformado em uma cidade cinematográfica, onde o público pode comprar produtos típicos da gastronomia e artesanato de Minas, participar neste sábado, a partir das 10h de feiras gastronômicas, interagir com atrações que homenageiam a história do Mineirão e do futebol.
 
Ao unir a tradição e o "novo", de maneira singular, um big show está programado com Alexandre Pires, Wilson Sideral e a dupla Beto & Breno para celebrar as nove décadas do mercadão de BH e, também, os 54 anos do Mineirão, com uma grande festa para todos os públicos.
 
Além de participar de shows de grandes bandas nacionais e locais, nos vários palcos que serão instalados no estádio. Um evento inédito, que tem como diferenciais unir em um único local a gastronomia, o artesanato, a feira livre, a música, o futebol, sintetizando toda a riqueza de Belo Horizonte e de Minas, com suas raízes e tradições vivas, provenientes de todas as Minas Gerais.
 
A ideia é transportar para o Mineirão um pouco da experiência de visitação ao Mercado Central. Levar temperos, aromas, sabores e cores: tudo que é mais marcante na cultura mineira que está presente no Mercado Central. Além dos deliciosos pratos da comida típica, teremos a maior chapa de fígado com jiló do mundo e a melhor gastronomia de boteco, com shows de renomados artistas, espaço para crianças, recreação, gastronomia, histórias e experiências e muitos outros traços da cultura popular mineira. 
 

Império dos sentidos 


Se quiser realmente conhecer a cultura e a história de um lugar, visite o mercado local. Os centros de compras são paraísos gastronômicos e turísticos por excelência. São lugares que guardam as tradições históricas de um povo através do comércio que movimenta a economia local. Neles, todos os sentidos são ativados, onde um turbilhão sensorial pode deixar inebriado o turista diante da mistura de cheiros, cores e sabores.
 
Visitar o Mercado Central de Belo Horizonte – que completou no sábado passado 90 anos – é sentir o cheiro de temperos novos, é ver de perto frutas exóticas, é tocar em flores aveludadas, é ouvir músicas regionais e sotaques estranhos, é apreciar quitutes únicos e desvendar um admirável mundo de sabores.

No burburinho dos corredores, o turista se encanta com as cores das frutas e verduras. Mas, são os cheiros – e que cheiros! – que nesse centro de consumo são infalíveis. Eles conseguem conquistar os clientes com buquê olfativo diversificado que é irresistível não querer provar um pouco de tudo. Nesta hora, o odor marcante do abacaxi se mistura com o do queijo canastra. Em um corredor predomina o perfume do doce da canela, em outro, a presença do açafrão paira no ar. Nesse ataque olfativo, uma tentadora e irresistível compulsão à gula.
 
Temperos diversos fazem do local um paraíso de cheiros e sabores(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Temperos diversos fazem do local um paraíso de cheiros e sabores (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
 
 
Antes mesmo de avistar os embutidos, já sabemos que eles estão por perto. Aí, nos deparamos com bares amontados de clientes em pé – ponto de encontro nos fins de semana de amigos de longa data. Lá eles batem ponto e promovem uma algazarra escandalosa em meio às gargalhadas onde o assunto gira, na maioria das vezes, em torno do futebol. Nessa hora, a memória olfativa age no corpo como de súbito! Epa! Está na hora de dar uma parada e apreciar esta tentação divina. Nesses locais “copos-sujos” é servida aos clientes cerveja gelada enquanto degustam iguarias regionais como o tradicional fígado acebolado com jiló (há quem ame, há quem odeie).
 
O mercadão belo-horizontino, realmente, é a oportunidade de ativar todos os sentidos. De levar para casa lembranças únicas do artesanato local, de tocar em flores raras e ouvir idiomas e sotaques ao redor, numa babel harmônica e saber que pessoas de todas as partes do globo buscam a mesma coisa nesses mercados – o prazer de se aprofundar e se encantar na cultura local.
 
Em janeiro de 2016, a revista de bordo da TAM publicou uma matéria especial com os 10 melhores mercados do mundo e o que todo mundo já sabia, principalmente nós, belo-horizontinos, o Mercado Central de BH figurava na lista dos melhores do planeta por sua diversidade de produtos, por sua variedade de temperos, pela sua forma de receber seus visitantes, por seus bares, pelo queijo da Serra da Canastra e pelo artesanato local. O mercado mineiro conquistou nada menos que o terceiro lugar. Perdeu apenas para o Mercado de la Boqueria, de Barcelona, e o Borough   Market, localizado em Londres.
 
 

História

 
Antes, o mercado era chamado de Mercado Municipal de Belo Horizonte. O espaço foi inaugurado em 7 de setembro de 1929 pelo então prefeito Cristiano Machado e pertenceu à Prefeitura de Belo Horizonte até 1964. Ele foi construído no terreno que abrigava o campo do América Futebol Clube, localizado entre a Avenida Paraopeba (atual Avenida Augusto de Lima), e as ruas Goitacazes, Curitiba e Santa Catarina.
 
Vista aérea do centro de compras em 1958, quando ainda se chamava Mercado Municipal de BH(foto: Arquivo/EM)
Vista aérea do centro de compras em 1958, quando ainda se chamava Mercado Municipal de BH (foto: Arquivo/EM)
 
 
Surgia então como um dos maiores centros de comércio do estado, alojava cerca de 100 comerciantes e seu foco principal era a venda de produtos hortifrutigranjeiros. Nos 14 mil metros quadrados do terreno descoberto, circundado pelas carroças que transportavam os produtos, as barracas de madeira se enfileiravam para a venda de alimentos.
 
Em 1973, passou a ser denominado Mercado Central. Foi quando então ampliou suas atividades, expandiu seus negócios e se transformou em um centro comercial não só de produtos alimentícios, mas também de artesanato e produtos típicos, e se transformou num dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte.
 
Nessas nove décadas, o mercadão de BH guarda grandes memórias e muitas histórias para contar. O local desde sempre foi ponto de encontro dos belo-horizontinos e dos milhares de visitantes, de todos os lugares do Brasil e do mundo. Nos seus 24 mil metros quadrados de área, o mercado tem 400 lojas, que empregam diretamente 2.850 funcionários. Aberto de domingo a domingo, recebe mensalmente 1,2 milhão de pessoas.
 

SERVIÇO

 
Mercado Central de Belo Horizonte

End.: Av Augusto de Lima, 744 – Centro – BH.
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 7h às 18h. Domingos e feriados, das 7h às 13h.
Tel.:(31) 3274-9497
http://www.mercadocentral.com.br 


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