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Estado de Minas

Budapeste: a charmosinha capital do Leste Europeu vai te encantar

Muito antes de Cristo, duas pequenas cidades se formaram, uma de cada lado do Rio Danúbio: Buda e Peste. Tempos depois, em 1873, as duas acabaram se transformando em uma só. A maior cidade da Hungria é uma das mais bonitas e aconchegantes do mundo


postado em 23/07/2019 04:09 / atualizado em 24/07/2019 15:55

O imponente Rio Danúbio abraça Budapeste, deixando uma atmosfera de mistério entre os dois lados(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
O imponente Rio Danúbio abraça Budapeste, deixando uma atmosfera de mistério entre os dois lados (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

De Buda...

 

 
Depois de ser bombardeada e massacrada (quase 100 mil judeus foram mortos pela ocupação nazista), a cidade se fortaleceu mais ainda. Seus monumentos exuberantes são a prova viva de uma cidade que fervilha vida e deixa qualquer turista embasbacado. Meu ponto de partida foi a Ponte das Correntes, a mais famosa da cidade, e a primeira a unir Buda a Peste. Leões gigantes esculpidos de cada lado parecem dizer que ali todos estarão seguros. Também servem de cenário para belas fotos.
A Ponte das Correntes tem movimento de turistas o dia inteiro, que trafegam de carro ou a pé(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
A Ponte das Correntes tem movimento de turistas o dia inteiro, que trafegam de carro ou a pé (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
 
De um lado do Danúbio, Buda oferece vários pontos turísticos, nos quais se pode ir a pé, desde que você goste de uma bela caminhada e tenha fôlego para subir morros. Mas há opções de transporte público eficiente para quem quer chegar mais rápido. Essa é a parte mais histórica, onde fica o Centro antigo e as principais atrações.
 
Um dos lugares que me chamaram a atenção foi o Bastião dos Pescadores, mirante de onde se pode contemplar Peste, especialmente o Parlamento, para mim, o monumento mais extasiante do lado Peste. Mas voltemos ao Bastião. O nome é porque antes ali funcionava um mercado de pescadores. Suas sete torres, por sua vez, homenageiam as sete tribos fundadoras da Hungria. Na fortaleza há uma estátua de Estevão I (primeiro rei da Hungria) a cavalo. Para subir nas torres, pagam-se 7 euros, mas é a partir delas que se tem a vista maravilhosa do Danúbio e de onde se alcançam algumas das nove pontes que ligam os dois lados.

DETALHES
Basílica de Santo Estêvão é a edificação mais alta da cidade, com 96 metros(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
Basílica de Santo Estêvão é a edificação mais alta da cidade, com 96 metros (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
No mesmo espaço, a Igreja de São Matias me fez flutuar quando, ao meio-dia, badalou os sinos por mais de três minutos, envolvendo toda a atmosfera com o som que parecia vindo dos céus, de tão maravilhoso. Interessante é o telhado da igreja, todo colorido e detalhado. Do lado de dentro, outra surpresa, um coral fazia uma belíssima apresentação para os visitantes. Saí dali com a alma em festa e grata pela acolhida que a cidade oferece aos turistas.
 
Desse lado ainda tem o Castelo de Buda, que carrega museu de história, galeria e biblioteca nacionais. Por muitos anos, o castelo foi a residência dos reis da Hungria e, por isso, também é chamado de Palácio Real. Desde 1987, foi classificado pela Unesco como patrimônio da humanidade.
 
Também encantador é o parque em volta do Monte Gellért. Até chegar ao topo, vários clarões, com crianças brincando em parques ou pessoas fazendo piqueniques. A subida tem que ser feita devagar, mas vale a pena. Uma opção é ir de ônibus, mas não tem tanta graça e perdem-se as surpresas do caminho. Ao chegar ao topo, a Estátua da Liberdade, de braços erguidos, saúda os visitantes. Além disso, essa é realmente a melhor visão de toda a cidade.O lado Buda ainda oferece muitas atrações, que poderia ficar descrevendo por horas, mas vamos para o lado Peste, que também não deixa nada a desejar. 
 
 
 
… a Peste
 
Se a vista do Parlamento, com suas 700 salas, durante o dia é maravilhosa, à noite não tem explicação(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
Se a vista do Parlamento, com suas 700 salas, durante o dia é maravilhosa, à noite não tem explicação (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

Caminhando ainda um pouco mais, deparei com lindos... cartões-postais. O principal, o Parlamento de Budapeste, sem dúvida, para mim a mais incrível atração. Se durante o dia a vista é maravilhosa, à noite não tem explicação. Uma das formas de ver esse espetáculo é fazendo o tour noturno em uma das embarcações próprias para o passeio. À medida que o barco desliza nas águas escuras e geladas do Danúbio, uma profusão de luzes e reflexos domina o percurso de cerca de uma hora. Todos os monumentos se acendem à noite e até os mais distantes podem ser contemplados.
 
Os números do Parlamento impressionam. No local se reúne a Assembleia Nacional da Hungria, com 199 membros. São 268 metros paralelos ao Danúbio, 23 metros de largura e mais 96 metros de altura, fazendo desse o prédio mais alto da cidade, junto com a Basílica de Santo Estevão. No total são 18 mil metros quadrados, 700 salas, 27 entradas. Nos seus 2 lados simétricos erguem-se a Câmara Alta e a Câmara Baixa.
 
A facilidade de se deslocar de um lugar para outro faz o turista querer visitar todos os points possíveis. E cada um vale mais a pena que o outro. Para quem gosta de curiosidades inusitadas, a Basílica de Santo Estêvão é o local ideal. Além de muito bonita, a visita atrai pela mão mumificada do santo. Para mostrar que o rei Estêvão I – primeiro rei da Hungria e fundador da igreja – foi incorruptível, sua mão foi mumificada e colocada em uma redoma em lugar de destaque na basílica. É, com certeza, o ponto alto da visita. Mas, para enxergá-la direito, é preciso colocar uma moeda de 50 centavos de euro para que uma luz se acenda no interior da redoma. Caso contrário, não dá para decifrar o objeto.

MEMORIAL
MEMORIAL SAPATOS(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
MEMORIAL SAPATOS (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
Todos os monumentos que fazem alusão ao Holocausto me emocionam muito. A escultura Sapatos, na margem do Danúbio, homenageia os judeus mortos na cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Eles eram colocados enfileirados na margem do Danúbio e, antes de ser fuzilados e cair no rio, eram obrigados a tirar os sapatos – segundo um historiador local, eram as peças do vestuário mais caras e, por isso, reaproveitadas. No local, moradores e visitantes sempre deixam flores e outros objetos nos sapatos de bronze.
 
O lado boêmio de Budapeste também é muito badalado, com muitos bares, restaurantes e até feirinhas de comidas típicas montadas ao ar livre em praças, regadas com muuuita cerveja, para todos os gostos.
 
Restaurante que vale a pena, tanto pelo visual quanto pelo atendimento e cardápio, é o Kaltenberg. Foi lá que comemos o prato típico da cidade, delicioso por sinal, o goulach, uma mistura de carne com nhoque ou na forma de sopa. Fica no subsolo, como se fosse um refúgio antiaéreo, com teto de tijolos e várias divisões. E ainda fomos premiados com músicos tocando Brasileirinho, um espetáculo à parte. 
 
Um lugar para admirar
Estátua da Liberdade fica no Monte Gellért, de onde se avista toda a cidade(foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
Estátua da Liberdade fica no Monte Gellért, de onde se avista toda a cidade (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
 
Budapeste é um lugar onde você pode e deve esticar sua estada, pois é impossível visitar todos os monumentos e lugares aconchegantes em pouco tempo. Mesmo com a língua diferente, eles conseguem entender o inglês ‘arranhado’ do brasileiro e são bem hospitaleiros, apesar de não sorrirem muito. A realidade é que eles sabem como usufruir do turismo, a maior fonte de renda da Hungria. 
 
MEMORIAL SAPATOS – Na margem do Danúbio, é uma homenagem aos judeus mortos em Budapeste durante a Segunda Guerra Mundial. As esculturas de bronze simbolizam os sapatos que eles ali deixavam antes de ser fuzilados. 
 
PRAÇA KOSSUTH LAGE
PRAÇA KOSSUTH LAGE (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
PRAÇA KOSSUTH LAGE (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)
 
Fica ao lado do Parlamento e tem grandes obras arquitetônicas e um maravilhoso, florido e muito bem cuidado jardim. E você pode pisar, deitar e rolar na grama.
 
RESTAURANTE KALTENBERG – O restaurante fica numa rua pouco movimentada e no subsolo. Ao descer a pequena escada, depara-se com um imenso salão e vários outros ambientes, todos de tijolinho à vista. A comida e o atendimento são fantásticos e os músicos ainda costumam reverenciar os turistas com músicas de seus países de origem.
 
FEIRA DE BEBIDAS E COMIDAS TÍPICAS – Quem olha para a comida exposta não dá nada por ela. É
preciso prová-la para acreditar no sabor e no tempero, que deixam qualquer paladar extasiado. Feiras ao ar livre são uma constante não só em Budapeste, mas por quase toda a Europa.
 
MÃO INCORRUPTÍVEL – Na Igreja de Santo Estêvão, a redoma em que se encontra a mão direita mumificada do rei Estêvão I, da Hungria, por si só já é um evento. Toda de prata com detalhes em
ouro, guarda muito bem um símbolo que representa a honestidade de um rei totalmente anticorrupção 

 
SERVIÇO

 

Seguro-viagem

Lembre-se de que ao viajar para a Europa é preciso contratar um seguro-viagem. Ele é obrigatório para dar entrada em todos os países que fazem parte do Tratado de Schengen. O acordo estabelece que a cobertura mínima seja de 30 mil euros e serve para garantir que os visitantes poderão arcar com possíveis acidentes pessoais que possam ocorrer durante a viagem. Uma das vantagens de contratar com o Seguros Promo é a possibilidade de comparar planos de seguros diferentes. Dessa forma, você garante o melhor valor e a melhor cobertura para sua viagem. A empresa faz parte do grupo Belvitur, com mais de 53 anos de atuação no setor de viagens de lazer e viagens empresariais.  Mais informações:
www.segurospromo.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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