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Ritmos e sons vibrantes - continuação

A cumbia, muita apreciada nacionalmente, ganhou notoriedade no fim do século passado, enraizando-se em todas as classes sociais da Argentina


postado em 04/12/2018 05:03

Bairro de Palermo, um dos tradicionais da cidade portenha, abriga uma variedade de casas de shows, bares e cafés
Bairro de Palermo, um dos tradicionais da cidade portenha, abriga uma variedade de casas de shows, bares e cafés


Antes dessa aventura musical, fiz um cronograma, já que ficaria pouco tempo e queria aproveitar ao máximo a cidade. Não sou especialista em música, mas, como todo brasileiro, amo a música e a dança. Escolhi o jazz, o rock e a cumbia. Três estilos musicais diferentes, sendo que um deles, a cumbia, muita apreciada nacionalmente, ganhou notoriedade no fim do século passado, enraizando-se em todas as classes sociais daquele país.

Para minha surpresa, descubro que no período em que ficaria em Buenos Aires seria realizado o Festival Internacional de Tango, evento tradicional no calendário oficial do país. Fiquei preocupado, pois estava correndo desse estilo musical. Achei que o tango estaria por todos os cantos. Estava enganado. Para minha sorte, não vi e nem escutei nenhum acorde tangueiro. O evento estava concentrado em uma região da cidade e as casas noturnas de tango não eram o meu objetivo.

A minha maior curiosidade era saber qual seria a primeira música que escutaria em solo argentino. No táxi, em direção ao hotel, nenhuma palavra, nenhum som. Deixei minhas coisas e fui flanar pela cidade, tentar escutar a minha primeira música. Horas se passaram e nenhum som. Nesse primeiro passeio, encontrei muitos cartazes colados nos muros anunciando vários eventos musicais. Encontrei até mesmo um cartaz chamando para o grandioso Lollapalooza, festival musical americano, que também ocorre em Buenos Aires, Santigo (Chile) e São Paulo, e que só ocorrerá em março de 2019, com mais de 100 atrações. E, para o meu espanto, a primeira música que ouço é Garota de Ipanema, no som ambiente do hall do hotel.



JAZZ

Com essa música na cabeça fui em direção ao meu primeiro compromisso musical. Noite chuvosa e muito frio, propícia para um bom vinho e jazz. A capital do tango tem diversas opções nesse estilo musical. A cena jazzística portenha é forte, são muitas opções de casas. Essas boates estão em quase todas as regiões da cidade e, geralmente, funcionam de quarta a domingo. Os músicos locais também recebem importantes músicos estrangeiros. Isso acaba por conferir sessões inesquecíveis de jazz.

Escolhi a Thelonius Club. Tida como a mais famosa das casas de jazz de Buenos Aires, a Thelonius está localizada no bairro nobre de Palermo. É um bar aconchegante, pouco iluminado, com palco que deixa os músicos bem pertinho da plateia. Naquela noite, a programação seria com o famoso Oscar Giunta e Super Trio, tocando por inteiro o clássico álbum Giant Steps (1960), de John Coltrane. Com pequeno atraso e metade das mesas ocupadas, o simpático baterista Giunta e seu trio de amigos iniciaram os primeiros acordes da música que dá nome ao álbum. Foram sublimes os primeiros minutos e assim seria por toda a noite. A banda, de altíssima qualidade e superentrosada, destilou o melhor de John Coltrane por quase uma hora e meia. Inesquecíveis aqueles momentos, com charme, elegância e qualidade. (AG)



SERVIÇO

»Thelonius Club
Rua Nicarágua, 5.549, Palermo
www.thelonious.com.ar

»Notorious Club Jazz
Avenida Callao, 966, Cidade Autônoma
www.notorious.com.ar

» Galeria Bond Street
Avenida Santa Fé, 1.670, Recoleta
Abraxas Discos: Santa Fé, 1.270, Recoleta
www.abraxadiscos.com.ar

» Luna Park
 Av. Eduardo Madero, 420
www.lunapark.com.ar

» Hotel CasaSur Palermo
Rua Costa Rica, 6.032
www.casasurhotel.com


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