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Tesouro natural entre o Serro e Diamantina

Dezenas de cachoeiras com poços, quedas e ofurôs cravados na pedra, trilhas, restaurantes de cozinha artesanal e até baladinhas coroam o destino como uma joia do turismo de aventura


postado em 27/11/2018 05:19

A Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída em barro e madeira, é referência para a comunidade (foto: Luiza Vianna/Divulgação)
A Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída em barro e madeira, é referência para a comunidade (foto: Luiza Vianna/Divulgação)

Destino rico em belezas naturais, história e lendas, Milho Verde integra a Estrada Real e oferece ao turista inúmeros atrativos ecológicos e culturais. Não por acaso, é referência como cartão-postal das Gerais desde a década de 1970, quando foi descoberto pelas comunidades hippies, os primeiros que elegeram a região como paraíso da Serra do Espinhaço e levaram os locais a desenvolver a atenção para o potencial turístico.

Distrito do Serro, próximo a Diamantina e distante 250 quilômetros de Belo Horizonte (via MG-10), a vila também foi berço da extração de ouro e diamante, e, assim como as famosas cidades coloniais vizinhas, preserva igrejas e casario antigo, atmosfera de interior, restaurantes especializados em culinária típica de raiz, a famosa cozinha de quintal.

A diferença é que, lá, o movimento cotidiano ainda funciona nos moldes de antigamente. Moradores mesmo há menos de 2 mil, e é apenas nos fins de semana, feriados e período de férias, graças aos turistas que chegam de todos os cantos do Brasil, que a rotina pacata dá lugar ao vaivém de pessoas em busca de refresco nas cachoeiras, trilhas, restaurantes e demais atrações.

XICA DA SILVA Para quem gosta de história, vale destacar que a vila é a terra natal de Xica da Silva. Segundo registros históricos, a escrava alforriada e detentora de importante papel político no Brasil colônia, teria nascido na região local, chamada Baú, e sido batizada na Igreja Matriz de Milho Verde. Também recebe muitas visitas a Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída em barro e madeira, e referência para a comunidade do arraial, fundado no século 18, em torno justamente da exploração de metais e pedras preciosas, atividade que só foi “deixada de lado” com o desenvolvimento turístico da região, segundo histórias contatadas pelos nativos e por quem trocou a vida na cidade grande pelo sossego da região, a exemplo do casal Luíza Vianna e Mateus Bahiense.

HOSPITALIDADE Há cinco anos, com o nascimento do primeiro filho, eles decidiram migrar de BH para lá, onde montaram o Restaurante e Pousada Refazenda. Localizado no principal acesso a um complexo de quedas d’agua famoso, o Lajeado, o casal recebe, de portas abertas e com hospitalidade, os que chegam em busca de dias de prazer e descanso. “Milho Verde é um destino tranquilo, rodeado de cachoeiras e montanhas, situado nas vertentes da Serra do Espinhaço – Alto Jequitinhonha. A região integra roteiros turísticos, culturais, históricos, ecológicos e gastronômicos”, aponta Luíza.

O restaurante, aberto ao público para almoço e jantar, oferece comida caseira. O salão conta com fogão a lenha aceso diariamente, cardápio variado, em grande parte preparado com ingredientes da horta (cultivo orgânico), queijos artesanais curados no local, música ao vivo, muitas vezes incluindo o som do piano, que ajuda, ainda, a compor um cenário pra lá de receptivo. Há, também, mesas dispostas no jardim, sob a sombra das árvores. Um convite para desfrutar a natureza.


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