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Estado de Minas CRUZEIRO 100 ANOS

A curiosa história de Nelinho, maior lateral-direito do Cruzeiro

Jogador chegou ao clube em 1973 de forma despretensiosa e marcou época com a camisa azul


28/12/2020 08:52 - atualizado 28/12/2020 08:58

Nelinho substituiu ídolo Pedro Paulo e fez história com a camisa do Cruzeiro(foto: Arquivo EM)
Nelinho substituiu ídolo Pedro Paulo e fez história com a camisa do Cruzeiro (foto: Arquivo EM)
Em 1972, o lateral-direito Pedro Paulo, ídolo do Cruzeiro e campeão da Taça Brasil de 1966, caminhava para o encerramento de sua carreira. Cabia à diretoria do clube, liderada pelo presidente Felício Brandi, encontrar um jogador à altura para substituí-lo. Na temporada seguinte, chegava a Belo Horizonte Manuel Rezende de Matos Cabral, o Nelinho.

O interesse por Nelinho surgiu em 3 de dezembro de 1972, no empate por 2 a 2 entre  Remo e Cruzeiro, em Belém, pelo Campeonato Brasileiro. Então reserva da equipe paraense, o jovem lateral-direito, de 23 anos, chamou atenção pelos chutes potentes à meta de Raul.
 
Ao fim da partida, Nelinho mereceu elogios do goleiro cruzeirense pela potência e pelo efeito de seus chutes. Mas, a princípio, o alvo do Cruzeiro no mercado para substituir Pedro Paulo era Aranha, titular do Remo e eleito melhor lateral do Brasileiro de 1972 pela Revista Placar.

Aranha acabou fechando com o Atlético devido a uma proposta financeira melhor apresentada ao Remo. Restou ao Cruzeiro enviar o vice-presidente Carmine Furletti a Belém para acertar com Nelinho, o reserva tão elogiado pelo goleiro Raul. Assim, de forma despretensiosa, o clube celeste contratava o maior lateral-direito de sua história.

Nos primeiros treinos, Nelinho já se tornara atração à parte pelos chutes potentes. Para os atacantes, virou um aliado com cruzamentos perfeitos. Logo, o reforço assumiu a titularidade de Pedro Paulo e iniciou sua trajetória de títulos e 105 gols com a camisa do Cruzeiro.

Nelinho marca gol de pênalti na vitória por 5 a 4 sobre o Inter na Libertadores de 1976(foto: Arquivo EM)
Nelinho marca gol de pênalti na vitória por 5 a 4 sobre o Inter na Libertadores de 1976 (foto: Arquivo EM)

Depois de dois vice-campeonatos brasileiros, em 1974 e 1975, Nelinho chegou ao auge no Cruzeiro com a conquista da Copa Libertadores de 1976. Na primeira partida da decisão, marcou um gol de falta na vitória por 4 a 1 sobre o River Plate, no Mineirão. Na finalíssima, em Santiago, fez um de pênalti no triunfo por 3 a 2. Na campanha, foram cinco gols.

O lateral-direito ainda foi campeão mineiro de 1973, 1974, 1975 e 1977 pelo Cruzeiro.

Nelinho teve duas passagens pelo Cruzeiro. A primeira, de 1973 a 1980. Em seguida, foi emprestado ao Grêmio. A segunda, entre 1981 e 1982. A saída em definitivo ocorreu por ele discordar dos métodos do técnico Yustrich. 

O lateral é o 13º maior artilheiro da história do Cruzeiro, com 105 gols. É ainda o 16º que mais vestiu a camisa celeste: 411 apresentações

Nelinho disputou as Copas do Mundo de 1974, na Alemanha, como reserva de Zé Maria, e de 1978, na Argentina, dessa vez como titular.

Foi na Argentina que ele marcou um dos gols mais bonitos de todas as Copas. De trivela, ele abriu o placar na vitória da Seleção Brasileira sobre a Itália, por 2 a 1, na disputa do terceiro lugar. 

Nelinho
Nascimento: 26 de julho de 1950
Naturalidade: Rio de Janeiro
Clubes:
Olaria, América-RJ, Barreirense-POR, Deportivo Anzoátegui-VEN, Bonsucesso, Remo, Cruzeiro, Grêmio, Atlético

Prêmios Individuais:
Bola de Prata: 1975, 1979, 1980, 1983

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