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Estado de Minas NO PARAGUAI

Ronaldinho livre, pero no mucho

Em audiência pelo celular por causa da pandemia, juiz libera ex-jogador e irmão da cadeia, mas eles ficarão em prisão domiciliar no Paraguai


postado em 08/04/2020 04:00

Ronaldinho Gaúcho chega a hotel na capital paraguaia após pagar fiança milionária, cercado por imprensa e policiais protegidos com máscaras(foto: Norberto DUARTE/AFP)
Ronaldinho Gaúcho chega a hotel na capital paraguaia após pagar fiança milionária, cercado por imprensa e policiais protegidos com máscaras (foto: Norberto DUARTE/AFP)


O ex-armador Ronaldinho Gaúcho e o irmão e empresário dele, Assis, vão seguir presos no Paraguai, mas agora em prisão domiciliar. Ontem, após pouco mais de um mês da detenção do astro em Assunção, o juiz Gustavo Amarilla decidiu mudar o regime de reclusão do craque, que agora ficará em um hotel.

O veredicto que “relaxou” a condição de Ronaldinho foi definido em uma audiência em que a defesa de Ronaldinho apresentou o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,35 milhões). Além disso, os advogados Sergio Queiroz e Adolfo Marin indicaram que ele e Assis vão ficar no Hotel Palmaroga.

“A medida alternativa corresponde a Ronaldinho e seu irmão e a continuação de sua prisão em um hotel. Tenho o registro da aceitação dos gerentes do hotel para que, às suas próprias custas, permaneçam em prisão domiciliar lá”, disse o juiz Gustavo Amarilla que, devido à epidemia de coronavírus, comunicou sua decisão ao acusado por celular, na presença do promotor e da defesa.

Com a documentação do pagamento da fiança e da hospedagem em mãos, o juiz optou por permitir que eles fiquem em prisão domiciliar enquanto aguardam a sequência das investigações e o julgamento, embora o Ministério Público paraguaio defendesse que ambos seguissem detidos, pois, soltos, poderiam atrapalhar as investigações.

Assim, a defesa de Ronaldinho enfim conseguiu uma vitória no processo após os três recursos anteriores terem sido negados pela Justiça. E isso é importante, pois a prisão preventiva no país pode durar até seis meses, sendo que o sistema judiciário do país está parcialmente fechado.

Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março, quando deram entrada no Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio. Desde então, cumpriam prisão preventiva determinada pela Justiça paraguaia por usarem passaportes falsos para entrar no país dois dias antes.

O Ministério Público investiga suposta participação de Ronaldinho e do seu irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

FESTA

Ronaldinho chegou ao Paraguai em 4 de março e foi recebido com entusiasmo por cerca de duas mil pessoas no aeroporto, com uma agenda destinada a ajudar crianças desamparadas por meio de uma fundação chamada Fraternidade Angelical.

Ao chegar ao terminal, ele e seu irmão e um empresário brasileiro que os acompanhava mostraram passaportes paraguaios reais, mas com conteúdo falso, às autoridades de imigração. A pena pode chegar a cinco anos de prisão.

Ambos alegaram que os documentos lhes foram entregues de presente pela empresária que os convidou para ir ao Paraguai, chefe da fundação humanitária, até o momento foragida. Pela causa, outras 14 pessoas foram indiciadas e forçaram a renúncia do diretor de Migração paraguaio.

O ex-jogador da Seleção Brasileira completou  40 anos em 21 de março, dentro da prisão.

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