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Estado de Minas

Cruzeiro exalta 'primeiro passo'

Mesmo com larga vantagem, comissão técnica e jogadores cruzeirenses pedem concentração total na revanche. Treinador alvinegro admite mérito do rival, mas adota tom otimista


postado em 12/07/2019 04:07

"Temos de repetir o que fizemos aqui. Se fizermos isso, temos grandes chances de ir às semifinais" Mano Menezes, técnico celeste (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)


A goleada por 3 a 0 sobre o Atlético, ontem, deixou o Cruzeiro em situação muito confortável na disputa por vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Porém, nenhum cruzeirense dá a disputa como ganha e a promessa é de muita seriedade não só no jogo de volta, quarta-feira, às 19h15, no Independência, mas também nestes dias que antecedem a disputa. Do lado atleticano, o discurso é de que, mesmo diante da desvantagem, a vaga para a próxima fase ainda não está decidida. Quem se classificar enfrentará o vencedor de Palmeiras e Internacional.

“Temos de entrar focados, ligados da mesma forma. Lá eles vão fazer o barulho deles e temos de estar concentrados para que não nos atrapalhe e para que nos próximos 90 minutos a gente saia classificado”, disse o atacante Pedro Rocha, que foi o destaque ao abrir o marcador e dar o passe para o segundo gol ontem. “Claro que foi um passo considerável, mas a gente sabe como é o futebol. Não tem nada garantido. A gente, com humildade e pezinho no chão, vai continuar trabalhando forte para conseguir a classificação.”

A linha de pensamento do volante Henrique é a mesma. “Foi uma vitória muito importante. A gente tinha consciência de que precisávamos vencer. Mas sabemos que vamos encontrar dificuldades lá (no Independência), que não há nada definido. Ainda temos mais 90 e poucos minutos para serem disputados e vamos fortes mais uma vez para garantir a classificação”, prometeu o capitão do Cruzeiro.

No caso do técnico Mano Menezes, a satisfação estrava estampada no rosto depois do confronto. Afinal, a goleada coloca fim a longo período sem vitória, precisamente 66 dias, sendo que em 29 a equipe não entrou em campo em função da disputa da Copa América.

“Nove jogos sem vencer não é pouca coisa, não é uma fasezinha. Por isso decidi fazer mudança”, disse o comandante celeste, que não vai permitir acomodação. A referência era exatamente à troca de Fred por Pedro Rocha. “A vantagem é considerável, mas sabemos que perdemos um primeiro jogo de final de Mineiro por 3 a 1 e viramos aqui (em 2018). Sabemos que em 12 minutos tomamos três gols no final daquele primeiro tempo. Então, o futebol te ensina que não podemos sentar em cima da vantagem. Temos de ir lá e repetir o que fizemos aqui. Se fizermos isso, temos grandes chances de ir às semifinais.”

De qualquer forma, ele comemora que a estratégia de ontem tenha dado certo. “Foi uma noite especial. Depois de muito tempo voltamos a vencer e em um jogo grande, um clássico. Momento importantíssimo para o clube e para a gente como grupo. Senti que tinha de fazer algo diferente. E gosto de fazer isso quando o campo mostra que tem de ser feito, não gosto de inventar. Qualquer ideia de futebol é boa, desde que bem executada pelos jogadores. E hoje (ontem) eles executaram bem. Tínhamos de voltar a ser seguros e fomos”.

Mano afirma que a troca no ataque foi opção tática. “Tínhamos de ter mais variação, e tivemos. Tiramos o Fred, centroavante de ofício, de área, para colocar Pedro, que nem centroavante é. A intenção era sair um pouco mais, conquistar espaço. Fez um golaço. E depois conseguimos fazer o segundo. O jogo ficou mais aberto. Demos o primeiro passo para tentar nossa classificação para a quarta semifinal consecutiva. E temos de agradecer ao torcedor. Ele sabe quando o time vai dar a resposta. E sem ele não há razão para conquistar os resultados. Então, estamos muito felizes”, declarou.
 
 
Opções táticas não funcionaram

Já do lado alvinegro, o cenário era de busca por explicações. O primeiro jogo de Rodrigo Santana como técnico efetivado do Atlético não saiu como o próprio treinador e a torcida esperavam. Numa noite em que a estratégia dele não surtiu efeito, a goleada por 3 a 0 para o Cruzeiro surpreendeu e praticamente tirou a chance do Galo de seguir em frente na Copa do Brasil. Ainda assim, o comandante alvinegro e o grupo mantêm o discurso de que é possível devolver a derrota e lutar pela classificação.

Desde que assumiu, Rodrigo não havia terminado uma partida tão abatido. Cabisbaixo, reconheceu que sua tática não funcionou e evitou culpar individualmente os atletas. Durante os 90 minutos, suas atitudes na tentativa de melhorar taticamente a equipe – depois que o placar já estava 2 a 0 para o arquirrival – foram em vão.

Para o treinador, faltou mais intensidade ao Galo no último terço do setor ofensivo: “A gente trabalhava para ter um jogo bem controlado, encaixado, mas tomamos o primeiro gol e isso fez o Cruzeiro retomar suas características, baixar as linhas e ficar atrás. Nessa disputa, acabamos levando dois gols. Faltou mais agressividade no meio e optamos por ser mais agudos no segundo tempo. Estávamos dando opções pelo lado. Não deu certo”.  Desde 2014, quando estava de ressaca do título da Copa Libertadores e perdeu por 4 a 1 no Brasileiro, o alvinegro não era goleado num clássico.

Rodrigo, porém, acredita que a vaga nas semifinais não está decidida: “Não esperava esse resultado. Mérito deles, que foram efetivos. Nesses três gols, acabamos entregando. No clássico, quem errar menos será o vencedor. Temos que estar aplicados, redobrar a atenção e pressionar o adversário. Temos possibilidades”.

O planejamento do Atlético prevê a utilização dos reservas na partida de domingo, contra a Chapecoense, em Chapecó, pelo Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, os titulares ficarão concentrados no duelo de volta contra o Cruzeiro, quarta-feira, no Horto – os ingressos já estão esgotados.


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