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Estado de Minas

A força do ataque como trunfo

A Seleção Brasileira conta com o brilho das estrelas Marta e Cristiane para superar as donas da casa, que contarão com o apoio maciço da torcida, e avançar às quartas de final


postado em 23/06/2019 04:07

Cristiane e Marta têm, juntas, seis gols nesta Copa do Mundo e são o diferencial brasileiro no confronto com as francesas(foto: Fotos: Assessoria CBF/Divulgação)
Cristiane e Marta têm, juntas, seis gols nesta Copa do Mundo e são o diferencial brasileiro no confronto com as francesas (foto: Fotos: Assessoria CBF/Divulgação)
 

O futuro da Seleção Brasileira feminina em busca de seu primeiro título mundial dependerá da exibição contra a anfitriã, França, hoje, às 16h (de Brasília), em Le Havre, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Mesmo que tenha pela frente uma das seleções mais habilidosas da competição e que jogará com ampla torcida a favor, a aposta é de que as individualidades do time de Vadão – principalmente as atacantes Marta e Cristiane – possam fazer a diferença contra o forte jogo coletivo francês.

A última participação verde-amarela num Mundial feminino terminou justamente nas oitavas de final, no Canadá, com derrota por 1 a 0 para a Austrália, em 2015, quando as brasileiras eram postulantes ao título. Na atual edição, as sul-americanas se classificaram em terceiro lugar no Grupo C, sendo superadas pela Itália e pelas próprias australianas, que bateram o time de Marta por 3 a 2, de virada.

Vadão espera que hoje o Brasil possa ter alto índice de acertos e dar sequência à busca pela conquista: “É mais um jogo com duas equipes que têm um potencial muito grande. O Brasil atravessou momentos difíceis em relação a contusões, mas tem jogadoras individualmente muito boas. Estamos fazendo de tudo para dar o acerto à equipe. Acabamos pegos de surpresa a saída da Andressa Alves. Independentemente dos problemas que temos, nossa Seleção tem condição de fazer frente à França, que, indiscutivelmente, vive momento especial e tem vários aspectos a seu favor. Mas, dentro de campo, precisamos que as coisas se resolvam. Nós nos sentimos muito confiantes em relação ao jogo”.

A atacante Debinha aposta que as estrelas da Seleção sejam o diferencial em Le Havre: “Temos peças que podem resolver individualmente. Vamos jogar de igual para igual. Elas (francesas) vão ter uma força maior amanhã (hoje). O público certamente as empurrará. Tivemos essa experiência no Brasil na Olimpíada. Mas dentro de campo são 11 contra 11. Podemos vencê-las”.

Principais esperanças brasileiras, Marta e Cristiane fizeram a diferença na fase inicial. A camisa 11 foi o nome da goleada sobre a Jamaica por 3 a 0 ao fazer seu primeiro hat-trick numa Copa do Mundo e também deixou sua marca na derrota para a Austrália. Já a melhor do mundo marcou de pênalti o 17º gol na história dos Mundiais e assegurou o triunfo por 1 a 0 contra a Itália, que ajudou a equipe a ir às oitavas de final.

A camisa 10 desfalcou o Brasil contra a Jamaica em virtude de lesão na coxa esquerda. Vadão disse que não dá para prever se ela suportará o desgaste de todo o jogo de hoje: “Em relação à Marta, não dá para prever se vai jogar os 90 minutos. Há o desgaste de cada jogo. Mas estou otimista em relação a isso”. A volante Formiga, que sofreu entorse no tornozelo esquerdo e não jogou contra a Itália, deve voltar à equipe.

JEJUM DE VITÓRIAS Para passar de fase, o Brasil precisa superar a escrita de nunca ter vencido a França. Até hoje, foram três vitórias das europeias e quatro empates. O primeiro duelo foi justamente numa Copa do Mundo, em 2003, que terminou empatado por 1 a 1. O último confronto foi em novembro do ano passado, com vitória do adversário por 3 a 1, no Allianz Riviera.

E MAIS...
Duas europeias já nas quartas
Alemanha e Noruega são as primeiras classificadas para as quartas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino. As alemãs não tiveram dificuldade para golear a Nigéria por 3 a 0, ontem, em Grenoble, com gols de Popp, Dabritz e Schueller. Agora, aguardam o vencedor de Suécia x Canadá – que se enfrentam amanhã, no Parque dos Príncipes, em Paris. Já a Noruega eliminou a Austrália nos pênaltis (4 a 1), depois de empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Herlovsen abriu o placar para as escandinavas e Kellond-Knight igualou na parte final do confronto. Nas cobranças, uma das que desperdiçaram para a seleção da Oceania foi a atacante Sam Kerr, uma das melhores do mundo. A adversária das norueguesas na próxima fase sairá do duelo entre Inglaterra e Camarões, que medem forças hoje, às 12h30 (de Brasília), em Vallencienes. 


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