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Com o brilho dos 'discretos'

Em termos defensivos, as equipes apresentam solidez semelhante. Como não dá para dividir a taça para premiar o trabalho dos dois treinadores, aponto o Liverpool como favorito


postado em 30/05/2019 04:07

(foto: Adrian Dennis/AFP)
(foto: Adrian Dennis/AFP)

>> fredericoteixeira.mg@diariosassociados.com.br

Se a prévia da Liga Europa conquistada ontem pelo Chelsea, com direito a goleada sobre o Arsenal na final, já foi de encher os olhos, principalmente em função do segundo tempo em Baku, a expectativa agora é toda para a decisão da Liga dos Campeões, sábado, entre Liverpool e Tottenham. E além do protagonismo dos atletas em campo, o duelo entre os treinadores será atração à parte. E justamente entre dois comandantes que costumam fugir dos holofotes.

Campeoníssimo no Borussia Dortmund (faturou o Alemão, a Supercopa da Alemanha e a Copa da Alemanha), Jürgen Klopp, de 51 anos, comanda o Liverpool desde outubro de 2015. Apesar de sempre montar equipes de futebol ofensivo, ainda não conseguiu comemorar um título pelos Reds. Bateu na trave no ano passado, ao perder a final da Champions para o Real Madrid. Fruto de muito trabalho, ganhou nova chance de imediato para mostrar que, ao contrário do que muitos dizem, não amarela nas decisões.

Do outro lado, o argentino Maurício Pochettino, de 47, comanda o Tottenham desde maio de 2014. Com trabalhos anteriores por Espanyol e Southampton, ainda não conquistou nenhuma taça. Por ironia do destino, o primeiro pode ser justo o mais importante do continente. Sua maior virtude foi saber tirar o máximo do grupo. Encontrou soluções mesmo quando a diretoria não lhe deu os reforços prometidos (a verba estava comprometida com a construção do moderno estádio dos Spurs) ou quando as contusões tiraram seus principais astros de combate.

Se Klopp já adiantou a volta de Roberto Firmino ao time para formar o trio com Salah e Mané, Pochettino espera até o fim para poder contar com Harry Kane ao menos no banco. Mas mesmo sem ele, a equipe já mostrou que pode ser fatal (o Ajax que o diga) com opções como Son, Lucas Moura, Delle Ali e Eriksen. Já em termos defensivos, as equipes apresentam solidez semelhante. Como não dá para dividir a taça para premiar o trabalho dos dois treinadores, aponto o Liverpool como favorito. De preferência com um grande jogo, com o mesmo nível de emoção das semifinais. Os amantes da bola agradecem.

Negócio da China
A passagem ‘relâmpago’ de Ricardo Goulart pelo Palmeiras ganhou explicação extra: além de retornar ao Guangzhou Evergrande com salários ampliados, o atacante teria aceitado se naturalizar para defender a Seleção da China. A primeira missão é ajudar o país a se classificar à Copa’2022, no Catar. Mas alguns entraves precisam ser superados: apenas em fevereiro de 2020 completará cinco anos vivendo no país e já defendeu a Seleção Brasileira – por “sorte”, apenas em um amistoso diante do Equador, em agosto de 2014. O brasuca Elkeson, o norueguês Saeter e o inglês Yennaris já estão liberados para defender a seleção asiática. A única vez que a China disputou uma Copa foi em 2002, quando foi eliminada na primeira fase.

Virar a maré
Vindo de nove derrotas consecutivas, a Seleção Brasileira feminina de futebol terá que se superar para fazer boa campanha no Mundial da França, que começa em 7 de junho. Para piorar, a equipe do técnico Vadão ainda vê sua craque Marta – eleita seis vezes pela Fifa a melhor do mundo – sofrer com uma contusão na coxa esquerda. Ela tem feito tratamento intensivo e passado por sessões de fisioterapia, mas talvez não esteja em condições para a estreia, diante da Jamaica, no dia 9, em grupo que ainda tem Itália e Austrália. O elenco até fez um pacto para virar a maré, mas, sem Marta, a missão é quase impossível. Só nos resta torcer (muito) por elas.

Reforço de peso
De olho na semifinal da Liga das Nações, contra a Suíça, quarta-feira, Cristiano Ronaldo se juntou ontem à delegação da Seleção Portuguesa. E CR7, que foi poupado pela Juventus na última rodada do Italiano, chega com intenção de quebrar um jejum. A última vez que balançou as redes pela seleção foi na Copa do Mundo’2018, na vitória de 1 a 0 sobre Marrocos, quando chegou a seu 85º tento com a camisa lusitana e superou o húngaro Puskás como o maior artilheiro da história de uma seleção europeia. Na outra semifinal, Inglaterra e Holanda medem forças, com favoritismo do English Team. A decisão, também em Portugal, está marcada para 9 de junho.

Pelas beiradas
Nem o sueco Ibrahimovic, o inglês Wayne Rooney ou o português Nani. O grande nome desta primeira fase da Major League tem sido o mexicano Carlos Vela, de 30 anos. Artilheiro da competição com 15 gols e maior garçom do torneio, com seis assistências, ele tem sido decisivo para a liderança do novato Los Angeles FC – fundado apenas em 2018, baseado na franquia do antigo Chivas USA. Em 15 partidas, o time, que também conta com o zagueiro brasuca Danilo Silva (ex-São Paulo e Inter), venceu 10, empatou quatro e perdeu apenas uma. Campeão mundial Sub-17 em 2005 (e artilheiro do torneio), Vela despontou como grande craque, mas acabou não correspondendo às expectativas. Disputou Copa de 2010 e 2018.

Amarelinha descartada
Na preparação para o Torneio Maurice Revello (antigo torneio de Toulon), que será disputado na França de 1º a 15 de junho, a Seleção Olímpica do Brasil, comandada pelo técnico André Jardine, teve que se virar depois que vários jogadores não atenderam a convocação: o lateral Renan Lodi, o zagueiro Gabriel, o meia Thiago Maia e o atacante Rodrygo. Por enquanto, apenas Paulinho, do Bayern Leverkusen, e Bruno Fuchs, do Inter, foram chamados de última hora. A estreia brasuca será domingo, diante da Guatemala.
 
 
De olho
Juan Foyth
O argentino Juan Foyth (foto) tem história curiosa: descendente de poloneses, tem nacionalidade espanhola e começou jogando como meia-atacante. Entretanto, antes de completar 16 anos, “encontrou” na zaga sua real posição. Revelado no Estudiantes, assinou primeiro contrato profissional no início de 2017 e estreou aos 19 anos. Observado por olheiros no Sul-americano e no Mundial Sub-20, foi contratado pelo Tottenham em agosto. Diante da forte concorrência no time inglês e de problemas de lesões, teve poucas oportunidades. Entretanto, na atual temporada, começou a atuar mais e já teve o contrato prorrogado até junho de 2022. Convocado para a Seleção Argentina em agosto de 2018, está no grupo que disputará a Copa América.

Excepcionalmente, a coluna não será publicada na semana que vem. Bola Múndi estará de volta no dia 13 de junho.
 
 


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