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Estado de Minas

A emoção dos mata-matas vai começar

Estamos no mês 5 do ano e o Cruzeiro só jogou contra três equipes grandes até agora (...) O Galo, igualmente, só enfrentou Cruzeiro e o Palmeiras


postado em 15/05/2019 05:10


Cruzeiro e Atlético vão começar a viver a emoção dos mata-matas a partir desta quarta-feira. Os azuis pela Libertadores, onde vão enfrentar o River Plate, e Copa do Brasil, começando pelo Fluminense, hoje, no Maracanã, às 21h30. Pela mesma competição, os alvinegros enfrentam o Santos, no Independência, às 19h15, e, depois da eliminação vergonhosa da Libertadores, vão enfrentar o Unión La Calera-CHI pela Sul-Americana, a Segunda Divisão da Copa Libertadores. O Cruzeiro tem um grupo forte, mas, segundo Thiago Neves, a equipe não está rendendo o que dela se espera. É verdade: O Cruzeiro voou contra adversários fracos e de qualidade duvidosa e teve dificuldades contra todos os grandes que enfrentou até agora: Atlético, Flamengo e Internacional. Vejam, senhoras e senhores, o motivo de eu não gostar dos campeonatos estaduais. Estamos no mês 5 do ano e o Cruzeiro só jogou contra três equipes grandes até agora. Não teria sido melhor ter jogado uma competição mais forte, de igual para igual com seus pares? O Galo, igualmente, só enfrentou Cruzeiro e o Palmeiras, este, pelo Brasileirão, levando uma sapecada no Mineirão. Aliás, cansei de dizer que com o time mediano que tem, igual a 15 outras equipes do país, o Galo deve jogar sempre no Independência e esquecer o Mineirão. Até que a Arena MRV seja construída, o poleiro do Galo é no caldeirão do Horto, onde ganhou os maiores títulos de sua história.

Falando do Cruzeiro, eu o vejo como candidato aos títulos que vai disputar. Tem um dos grupos mais fortes do país, porém, não tem convencido contra os também grandes. É sabido que o técnico Mano Menezes, há mais de dois anos no comando da equipe, joga futebol feio e pobre. Não esperem goleadas com ele, pois nunca soube jogar assim. É aquele futebol pragmático, onde primeiro se defende e depois, se possível, ataca. Deu certo nas duas últimas Copas do Brasil, mas é um futebol feio. E olha que ele tem em mãos jogadores de qualidade, que podem dar espetáculo. Por isso o argentino Jorge Sampaolli, técnico do Santos, tem dado um show e encantado os jornalistas e torcedores. Ele só pensa em vencer, fazer gols, dar espetáculo. É disso que precisamos para resgatar nossa autoestima, que anda em baixa. Vale lembrar que o Cruzeiro vai enfrentar, pela Libertadores, o atual campeão, River Plate, que tem um belo time, um técnico longevo, Marcelo Gallardo, e é argentino. Não precisa dizer mais nada. Cruzeiro e River já decidiram a Libertadores de 1976, com vitória dos azuis, naquele gol antológico de Joãozinho, no 3 a 2, na terceira partida. Mas o River também já eliminou o Cruzeiro. O primeiro jogo será no Monumental de Nuñez, campo do River, que é uma pedreira. O jogo de volta, no Mineirão, onde o torcedor azul empurra o time às vitórias. É uma final antecipada, já nas oitavas de final. Eu acho isso fantástico. Quem vencer sairá mais fortalecido para a fase seguinte.

O Galo, contra o Santos, mesmo no Horto, tem poucas chances. O time é limitado, com alguns jogadores rendendo abaixo do esperado. A equipe carece de reforços. Vale dizer que o novo diretor de futebol, Rui Costa, ficou no Grêmio por seis anos e, no período em que esteve lá, o time gremista não ganhou absolutamente nada. Tão logo saiu, o Grêmio ganhou Copa do Brasil e Libertadores. Talvez, apenas uma coincidência. Sem dinheiro, quem o Galo pode buscar no mercado? O time começou o Brasileirão com três vitórias: sobre Avaí, Vasco e Ceará, times que, teoricamente, vão brigar para não cair. Isso não importa. O que vale são os nove pontos conquistados. É bem verdade que contra o Palmeiras o Galo perdeu, como já era esperado, pela maior qualidade do adversário. Como não vi a partida, pois a TV não mostrou, não posso dizer se jogou bem ou mal. Não é fácil fazer futebol com time limitado. O torcedor já começa o ano desanimado, esperando em que rodada sua equipe não terá mais nenhuma chance na disputa da taça do Brasileirão. Eu já antecipei que é improvável que o Galo chegue. Com esse time, eu só não digo impossível porque no futebol não existe essa palavra. Mas que é improvável, ah!, isso é. No mata-mata a coisa fica clara na hora em que você pega uma equipe qualificada, e hoje o Galo vai pegar o Santos, que, ao lado do Grêmio, pratica o futebol mais bonito do Brasil.


Sidão

Como não tive a oportunidade de escrever sobre o caso envolvendo o goleiro Sidão, do Vasco, digo que foi lamentável o que aconteceu, sob todos os aspectos, principalmente pela humilhação de um ser humano. As redes sociais se tornaram armas do ódio dos fracassados e frustrados. Porém, faltou por parte do departamento de esportes da TV Globo alguém de pulso para determinar que o troféu não fosse entregue. Quando trabalhei na Globo, por 10 anos, tive como chefes Michel Laurence, Hedil do Vale Júnior, Armando Nogueira e Alberico Souza Cruz, jornalistas de verdade, do mais alto nível. Com eles no comando, essa humilhação a Sidão jamais teria acontecido. E só para refrescar a memória dos odiosos, antes que queiram me detonar, eu pedi demissão por não concordar com a política adotada na Globo de BH.


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