Para o parlamentar, o religioso foi "desrespeitoso com milhões de católicos brasileiros". "Quase sempre ele dá declarações dúbias, que na sequência precisa vir a público se explicar. Principalmente sobre pautas de costumes do movimento LGBT. Querendo ser de vanguarda, moderno, socialista, inclusivo, ele ameaça romper tradições antigas", disse Feliciano.
Na sequência, o parlamentar alegou que o Papa nunca acompanhou o "combate à corrupção do país" e afirmou que o religioso opinou sobre o assunto "sem nenhum embasamento".
"Parece que também não acompanhou a avalanche de corrupção que realmente se sucedeu aqui no Brasil, com o mensalão, petrolão, a Pasadena nos governos Lula e Dilma [Rousseff]. Também não deve ter tido informação nenhuma que ao longo de mais de cinco anos da Operação Lava Jato, em Curitiba, foram devolvidos aos cofres públicos do Brasil mais de R$ 25 bilhões que foram recuperados por meio de acordos de colaboração premiada, acordos de leniência, Termo de Ajustamento de Conduta e renúncias voluntárias de réus ou condenados", disse.
"Neste caso, ele não se portou como Papa, mas sim como um ativista a serviço da esquerda mundial. Sabendo da situação política do Brasil, quando ele escolhe um lado, ele acaba dividindo o catolicismo brasileiro, pois milhões escolheram o Bolsonaro. As declarações foram desastrosas e desrespeitosas com milhões de católicos brasileiros", completou.

Papa defende Lula e Dilma
Recentemente, em entrevista exibida para a rede argentina C5G, o Papa Francisco disse que o presidente Lula foi condenado pela Justiça sem provas. Francisco lembrou dos exemplos brasileiros quando perguntado sobre o "lawfare", termo usado para definir o uso do sistema de Justiça de determinado país para perseguição política de adversários.
Ainda durante a entrevista, quando o apresentador afirmou que a ex-presidente Dilma foi cassada em 2016 por um "ato administrativo menor", o líder da Igreja Católica rebateu, afirmando que a ex-mandatária é "uma mulher de mãos limpas, uma mulher excelente".
