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Estado de Minas JUSTIÇA ELEITORAL

TSE proíbe que campanha de Lula relacione Bolsonaro ao canibalismo

Um vídeo em que Bolsonaro admite quase ter comido carne humana vinha sendo usado pela campanha do petista


10/10/2022 11:50 - atualizado 10/10/2022 12:10

Francisco Artur - Correio Braziliense
 
Bolsonaro sério falando em microfone
Entrevista em que Bolsonaro admitiu quase ter "comido carne humana" foi dada ao jornal The New York Times, em 2016 (foto: Alan Santos/PR)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu, no último sábado (7/10), uma liminar para que a campanha do candidato à presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retire do ar um vídeo que associa o atual chefe do Executivo e postulante à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), à prática de canibalismo.
 
Assinada pelo ministro Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, a decisão que proíbe o uso do vídeo em propagandas eleitorais de Lula valerá para iniciativas na TV e na internet. "Em análise superficial, típica dos provimentos cautelares, verifica-se que, como alegado, a propaganda eleitoral impugnada apresenta recorte de determinado trecho de uma entrevista concedida pelo candidato representante, capaz de configurar grave descontextualização", afirmou o ministro na decisão. A determinação tem caráter provisório e atendeu a um pedido da campanha de Bolsonaro.
 
O material analisado pelo TSE é uma entrevista concedida no ano de 2016 a um repórter do jornal New York Times em que o então deputado federal Bolsonaro fala que poderia se alimentar de carne humana. No vídeo, o atual presidente conta que só não comeu porque ninguém quis acompanhá-lo.
 
"Morreu o índio e eles estão cozinhando, eles cozinham o índio, é a cultura deles. Cozinha por dois três dias, e come com banana. Daí eu queria ver o índio sendo cozinhado, e um cara falou, 'se for ver, tem que comer', daí eu disse, eu como! E ninguém quis ir, porque tinha que comer o índio, então eles não me queriam levar sozinho, e não fui", disse Bolsonaro na entrevista.
Além da proibição do uso do vídeo, o ministro Sanseverino impôs que campanha de Lula não produza novos materiais sobre o assunto. A decisão também ordena a remoção de conteúdos que usam a entrevista nas redes sociais usadas por Lula em sua candidatura.

Após saber da decisão do TSE, durante caminhada em Belo Horizonte neste domingo (9/10) Lula questionou o fato de a corte eleitoral mandar a retirada de materiais baseados em fatos. “A Justiça pediu para tirar coisa nossa que não é fake news. É o presidente falando em entrevista. Ele pensa assim. Se puder, ele come índio", afirmou. 


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