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Estado de Minas INDEPENDÊNCIA

''Movimento nunca visto'', diz presidente sobre atos de 7 de setembro

Bolsonaro voltou a criticar o sistema eleitoral e disse que entre os pedidos dos apoiadores nos atos, um dos mais importantes deverá ser o de "eleições limpas"


07/09/2022 04:00 - atualizado 07/09/2022 07:15

O presidente Jair Bolsonaro participou de missa ontem, em Brasília. No 7 de Setembro, ele acompanha desfiles em Brasília e vai ao Rio
O presidente Jair Bolsonaro participou de missa ontem, em Brasília. No 7 de Setembro, ele acompanha desfiles em Brasília e vai ao Rio (foto: ED ALVES/CB. PRESS)

O presidente Jair Bolsonaro e candidato à reeleição pelo PL afirmou ontem que o 7 de Setembro será “um movimento nunca visto na história do Brasil" e ocorrerá de forma "ordeira e pacífica'. A declaração ocorreu durante sabatina na Jovem Pan. “Sete de setembro do ano passado foi um movimento monstro pelo Brasil, em especial em São Paulo. Nenhuma lixeira foi virada, não houve um papel queimado na rua. Não tomei conhecimento de nenhum ato de violência em boletins registrados em delegacias. Por que estão temendo o povo? O poder emana do povo ou não? O povo tem que ser respeitado ou não? O povo que tem que dar o norte ou é um ou outro ministro do TSE agora que deve dar o norte para nós e dizer como é que têm que ser feitas as coisas? Violência política? Ué vocês esquecem do pessoal do AntiFas há pouco tempo atrás? Como é que a esquerda se comportava nos movimentos de rua? Depredando prédios ali, bancos. Esquecem disso?”, questionou.

"O que tem de errado nesses movimentos que o pessoal faz de verde e amarelo? E vão de verde e amarelo amanhã (hoje). Eu acho que vai ser um movimento nunca visto na história do Brasil. Aqui em Brasília, vai ser grande e em Copacabana (RJ) vai ser enorme, vai começar com desfile de motociclistas de mais de uma hora, pessoas que voluntariamente apoiam o governo e sabem que é o momento de você pacificamente demonstrar o que eles querem para o Brasil", continuou.

Bolsonaro voltou a criticar o sistema eleitoral e disse que entre os pedidos dos apoiadores nos atos, um dos mais importantes deverá ser o de “eleições limpas”. E disse que mesmo que o TSE acate as sugestões das Forças Armadas em relação às eleições, a possibilidade de fraude será “próximo a zero”, mas que “próximo de zero não é zero”. “Eu sei que muitas coisas vão acontecer ali, todas pacíficas, mas a mais importante vai falar em eleições limpas. Qual o crime nisso? As próprias Forças Armadas, junto com o ministro Alexandre de Moraes e o ministro da Defesa, o que me foi reportado é que, com as sugestões da Forças Armadas, caso acolhidas, se reduzam a próximo de zero a possibilidade de fraude. Próximo de zero não é zero”, alegou.

“O que todos nós queremos não é eleições limpas? Esse clima de animosidade poderia ter sido resolvido há muito tempo, se o ministro Barroso não fosse para dentro da Câmara dos Deputados interferir diretamente em uma proposta de emenda à Constituição que estava sendo votada e falava do voto impresso. Essa conversinha de que nunca foi detectado fraude [nas eleições], a própria PF questiona. (…). As informações que tive é que aceitando as propostas das Forças Armadas, a chance de fraude chega a próximo de zero. Repito: próximo de zero não é zero”.

Ele pediu que a população compareça de “forma ordeira e pacífica como sempre” e, por fim, confirmou ter convidado para ficar ao seu lado durante as comemorações da Independência os empresários foco de investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Críticas 


Na véspera dos atos do dia 7 de Setembro, Bolsonaro  voltou a criticar ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dizendo acreditar “100%” apenas nos equipamentos que têm impressão. Sem citar nomes, mas em indireta a ministros e a Lula (PT), disse haver “pessoas que trabalham para eleger um bandido no Brasil”. “Essas pessoas têm alguma razão para falar em combater a criminalidade? Eles têm a vida deles, descem lá de seu prédio, pega carro blindado, com outro segurança com fuzil e vão para casa e voltam. O povo que se exploda. O povo que se exploda. Essas pessoas que trabalham aqui para eleger um bandido no Brasil”, emendou.

Bolsonaro também reclamou da decisão de Fachin, que restringiu os decretos de armas editados pelo chefe do Executivo. Bolsonaro disse “não concordar em nada” com o magistrado e que, se reeleito, “resolve esse negócio do decreto (de armas) em uma semana”, sem maiores detalhes. O chefe do Executivo ainda fez críticas a Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lembrando ter conversado em diversas ocasiões com ele, mas que o magistrado “logo depois volta ao que era antes” e “continua tomando medidas”. “Alexandre de Moraes. Quantas vezes conversamos e alguns dias depois ele volta ao que era antes? Ele levou convite para mim para a posse, fui na posse, foi um discurso pesado. E o que aconteceu logo depois? Ele continua tomando medidas.” E emendou que as decisões são “completamente irregulares”.




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