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Estado de Minas JANELA PARTIDÁRIA

Filiação bolsonarista ao PL faz partido liderar bancada mineira na Câmara

Parlamentares têm até 1° de abril para trocar de partido e o partido do presidente Jair Bolsonaro tem ganhado força no Congresso Nacional


16/03/2022 15:56 - atualizado 16/03/2022 17:06

Plenário da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional
Deputados federais de Minas se filiam ao PL, partido de Bolsonaro (foto: Agência Brasil)
Com a chamada “janela partidária” aberta até 1° de abril para que parlamentares possam escolher novos partidos, sem perder o mandato, o Partido Liberal (PL) tem ganhado força no Congresso Nacional, com um grande número de filiações nos últimos dias, com o apoio do presidente Jair Bolsonaro. Na bancada mineira da Câmara, por exemplo, o partido já conta com oito deputados federais e o número pode crescer após as eleições, com nomes como o do jogador de vôlei Maurício Souza.

No último sábado (12/3), 16 políticos se filiaram ao partido de Bolsonaro, em uma cerimônia que contou com a presença do presidente. Entre eles, dois são eleitos por Minas: Cabo Junio Amaral e Marcelo Álvaro Antônio.

Agora, a legenda tomou a liderança da bancada miniera com maior número de filiados: PL (8); PT (7); PSDB (5); MDB (4); PP (4); Republicanos (3); Avante (3); PSD (3); PSB (3); PDT (2); NOVO (2); União (2); Patriota (2); PSOL (1); PROS (1); Solidariedade (1); Podemos (1); PSC (1). 

Segundo o presidente do PL em Minas Gerais, José Santana de Vasconcellos, o partido se encontra em um cenário favorável para a bancada nas futuras votações. “É um partido que vai ser respeitado pelo número de deputados e pelo trabalho que sempre fez unido. O PL tem uma grande virtude: eles decidem antes e a chapa vota completo. Isso é muito bom porque tem partidos que são muito divididos e cada um vai para um lado [nas votações]. O PL é bem correto nas posições que toma e na defesa no plenário da Câmara”, disse, ao Estado de Minas.

Ele aponta que, desde a filiação do presidente, o número de pessoas interessadas em se unirem ao partido cresceu e aponta para o futuro do bolsonarismo em Minas. “Eu acho que política é formar, se possível multiplicar. O partido tem recebido um número significativo de filiados para ser candidatos, não só com mandato mas também ex-prefeito e pessoas de lideranças regionais”, observa.

“O bolsonarismo de Minas vai caminhar ao lado do partido. A pessoa que eles seguem, Bolsonaro, já está filiado à nossa legenda. Uma coisa que está acontecendo é que tem muita gente filiando ao PL sem ser candidato a nada. Dizem: 'Eu quero filiar porque o Bolsonaro é do partido'. A gente recebe pessoas do interior querendo filiar e a gente questiona se querem se candidatar nas eleições e respondem: 'Não, é porque o Bolsonaro filiou e eu quero filiar'. Isso está acontecendo muito”, completa. Ele apontou que no período de 24 horas, entre segunda e terça, foram 40 ligações no diretório estadual, sem contar nos diretórios municipais.

Com todo este sucesso da legenda, a chapa para disputar as eleições está quase completa. “O máximo que se pode colocar em uma chapa é 54 candidatos, sendo 37 homens e 17 mulheres. Já estamos com 33 candidatos e 12 candidatas e temos alguns chegando. Acho que vamos fazer chapa completa”, afirma, sem poder revelar os nomes. Dois deles, para disputar vaga na Câmara, José revelou: o jogador de vôlei Maurício Souza, e também Glaucia Maria, vice-prefeita de Itaúna. “São nomes fortes para somar ao partido”, destaca. 

No entanto, Vasconcellos também aponta que pode dar trabalho para decidir, caso passe o número permitido. “Se passar, temos que fazer exclusão pelo prestígio da pessoa e o número de votos, respeitando aqueles que já estão filiados há mais tempo e que são candidatos. O cenário está favorável ao PL para fazer uma chapa significativa”, conclui.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL em novembro, após ter permanecido dois anos sem partido. Após sete mandatos como deputado federal (1991-2018), ele concorreu à presidência da República pelo PSL, mas saiu do partido e anunciou que tinha a intenção de criar uma nova legenda: Aliança Brasil.

O projeto, no entanto, nunca saiu do papel. Com isso, o presidente se filiou ao PL para disputar uma reeleição neste ano. Desta forma, este se tornou o nono partido de Bolsonaro.


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