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Estado de Minas CHUVAS EM MG

Deputados esperam por reunião com Bolsonaro para tratar das chuvas em Minas

Segundo o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), encontro deve acontecer no início de fevereiro, logo após o recesso parlamentar


21/01/2022 14:37 - atualizado 21/01/2022 15:01

Jair Bolsonaro
Encontro entre Bolsonaro e deputados federais mineiros é esperado pela bancada (foto: Clauber Cleber Caetano/Presidência da República)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve se reunir com deputados federais de Minas Gerais no início de fevereiro, após recesso parlamentar, para tratar de ações para recuperação das cidades mineiras afetadas pelas chuvas do início de janeiro. Segundo Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), um dos parlamentares que têm atuado na mediação para disponibilizar recursos aos municípios de Minas, a bancada mineira já se reuniu com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

"Já tivemos reunião com a Defesa Civil Nacional para canalizar esses recursos aos municípios que foram diretamente atingidos e conseguimos uma reunião com o presidente da República para trabalhar com a recuperação, o emergencial já está acontecendo. O que está acontecendo nós já estamos vendo, agora tem essa reunião prevista para o início de fevereiro, após recesso parlamentar", disse, em entrevista ao Estado de Minas.

Minas Gerais tem, segundo dados de hoje (21/01) disponibilizados pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), 56.342 pessoas fora de suas casas, sendo 48.607 desalojadas e 7.735 desabrigadas. São 397 cidades mineiras em estado de emergência e 25 pessoas mortas durante o período chuvoso, além de estragos diversos quanto à infraestrutura.

O governo de Minas solicitou ao governo federal uma ajuda financeira para reparação das cidades afetadas. Isso, contudo, é um processo burocrático, como define o próprio Executivo estadual, e precisa de auxílio dos mais diversos quanto à operacionalização do pedido de ajuda.

Delegado Marcelo Freitas
Delegado Marcelo Freitas atua na orientação das prefeituras para que tenham êxito na solicitação de recursos (foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados )


Marcelo Freitas tem atuado, especialmente, na Região Norte do estado, e diz que a questão emergencial já tem sido tratada pelo próprio estado.

"Buscamos, primeiro, uma ação concreta e real: distribuição de alimentos e mantimentos às famílias, em parceria com Santa Casa, laboratórios e o setor privado em si, para mandar toneladas de medicamentos e alimentos. Depois, vem a parte da Defesa Civil, até com a questão do Recupera Minas, via governo estadual, para que possamos cadastrar estragos efetivados e recuperar isso, com reparação de pontes e ruas. Quando tudo isso vem com orientação, é mais fácil a gente conseguir buscar esses recursos", diz o deputado federal.

O plano Recupera Minas, lançado na terça-feira (18), tem gasto previsto de R$ 600 milhões para atuar em três frentes: pessoal, municipal e infraestrutura. A verba federal, pedida pelo governo de Minas, seria um complemento das ações estaduais e é vista como fundamental pelas autoridades mineiras.

"Nós não podemos ficar sem assistência federal. Esses R$ 900 milhões têm que chegar, é um dever do governo federal vir a socorro de Minas Gerais neste momento, não só resolvendo o que são mesmo deles, que são os problemas das rodovias federais, mas dando suporte aos municípios. Então, o governador foi muito enfático com todos os interlocutores federais até agora, nós esperamos ver reconhecida a importância de Minas Gerais, o valor de Minas Gerais para o Brasil neste momento, o reconhecimento da nossa situação dramática que está sendo vivida", cobrou Mateus Simões, secretário-geral do governo de Minas, no lançamento do plano.

"As verbas podem ser liberadas imediatamente, são emergenciais. No âmbito federal, já temos tratado o socorro, que é imediato, mas tem o trâmite. Muitos gestores públicos, até pela simplicidade, precisam de ajuda para reconstrução e não colocam, por exemplo, quais pontes foram destruídas e muito menos apresentam o que precisam de fato. Para o governo liberar, tem que ter esse suporte mínimo, e isso vem a partir desse levantamento, que vai contar também com a ajuda do governo de Minas. Isso acontece por parte do governo federal porque era muito comum gestores do país aproveitarem de alguma questão para retomar obras paradas há tempos, por exemplo", disse Marcelo Freitas.


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