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Estado de Minas INVESTIGAÇÃO

TSE instaura inquérito para apurar ataques de Bolsonaro às eleições

Decisão tomada nesta segunda-feira (2/8) foi unânime. Órgão também pediu para que o STF investigue Bolsonaro no inquérito das fake news


02/08/2021 20:40 - atualizado 02/08/2021 21:10

Bolsonaro é alvo do TSE por ataques às eleições. Presidente defende adoção de voto impresso em 2022(foto: Alan Santos/PR)
Bolsonaro é alvo do TSE por ataques às eleições. Presidente defende adoção de voto impresso em 2022 (foto: Alan Santos/PR)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, anunciou, nesta segunda-feira (2/8), que um inquérito será aberto para apurar ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra o processo eleitoral. Bolsonaro afirma que há fraude nos pleitos no país, mas não apresentou provas. A decisão do TSE foi unânime.

A abertura de inquérito administrativo foi proposto pelo corregedor eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão. Entre as infrações listadas por Barroso, estão: corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos, abuso de poder político e econômico e propaganda fora do período de eleições. Tudo isso será investigado.

"A ameaça à realização de eleições é uma conduta antidemocrática. Conspurcar o debate público com desinformação, mentiras, ódio e teorias conspiratórias é conduta antidemocrática", disse o ministro.

Além disso, o TSE pediu para que o STF investigue Bolsonaro no inquérito das fake news. A solicitação também foi aprovada por unanimidade. O argumento utilizado para se tomar tal medida foi baseado nas acusações frequentes de Bolsonaro, que insiste em dizer que as urnas eletrônicas são fraudáveis, atacando todo o sistema eleitoral brasileiro.

Na última quinta-feira (29/7), Bolsonaro prometeu fazer uma live para apresentar supostas provas de fraude nas eleições brasileiras. No entanto, o presidente, durante a transmissão, recuou e disse que não tinha provas, mas sim, indícios. O chefe do Planalto defende a adoção de voto impresso e diz que pode não haver eleições em 2022 caso sua ideia não seja acatada. No entanto, o ministro Luís Roberto Barroso descartou essa possibilidade.


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