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Estado de Minas POLÍTICA

Sem máscara, Bolsonaro passeia de moto por Brasília com Braga Netto

Ministro da Defesa é o pivô da mais recente crise envolvendo ameaças às eleições


24/07/2021 12:52 - atualizado 24/07/2021 13:43

Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou apoiadores (foto: Reprodução/Redes Sociais)
Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou apoiadores (foto: Reprodução/Redes Sociais)
O presidente Jair Bolsonaro fez um passeio de moto por regiões próximas ao centro da capital federal na manhã deste sábado (24/7). Sem máscara, Bolsonaro conversou e tirou fotos com apoiadores no bairro Estrutural e também em quadras residenciais da Asa Norte. Ele ainda fez uma parada na Catedral. Já de volta ao Alvorada, o presidente esteve acompanhado de seguranças e, em parte do passeio, pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, pivô da mais recente crise envolvendo ameaças às eleições.

De acordo com reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo"  no dia 8 deste mês, Braga Netto, por meio de um importante interlocutor político, enviou um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre as próximas eleições. "O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso e auditável. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica", diz o texto.

Nesta manhã, o presidente Bolsonaro foi questionado pela reportagem do "Estadão" sobre o episódio envolvendo o ministro da Defesa. Em cima da moto, Bolsonaro acelerou e não respondeu à pergunta. Neste momento do passeio, Braga Netto já não estava acompanhando o presidente.

O passeio de Bolsonaro ocorre a poucas horas do início de mais uma manifestação contra sua gestão na capital federal. Manifestantes devem se reunir às 15h na área central de Brasília para pedir o impeachment de Bolsonaro.

O movimento é realizado em outros Estados do país e vários outros países e conta com a participação de parlamentares da oposição. Conforme mostrou o "Estadão", organizadores das manifestações contra o presidente registraram um aumento no número de atos após o "Estadão" relevar a ameaça do ministro Braga Netto. A decisão do presidente de entregar o comando da Casa Civil para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também impulsionou os movimentos.


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